Olimpíadas Redes sociais: atletas do Brasil vão da glória ao cancelamento na web

Redes sociais: atletas do Brasil vão da glória ao cancelamento na web

Ainda no oitavo dia de Tóquio 2020, delegação soma exemplos positivos e negativos da presença nas plataformas

  • Olimpíadas | Gabriel Croquer, do R7

Atletas brasileiros têm utilizado redes sociais para mostrar rotina na Vila Olímpica

Atletas brasileiros têm utilizado redes sociais para mostrar rotina na Vila Olímpica

Montagem/R7/Reuters/AFP

O comportamento de atletas brasileiros nas redes sociais durante os Jogos Olímpicos de Tóquio  2020 tem interferido tanto nas competições que o COB (Comitê Olímpico do Brasil) voltou a avisar a delegação para não acessar e acompanhar as plataformas durante o período.

Do sucesso da skatista Rayssa Leal e do ponteiro do vôlei Douglas Souza ao cancelamento da goleira da seleção feminina, Bárbara, e da divisão interna no skate revelada por Letícia Bufoni, o Brasil já soma exemplos positivos e negativos da presença de atletas nas redes sociais.

O desempenho esportivo, claro, geralmente acaba chamando mais a atenção. Mas com atletas ligados no celular durante horas para dividir a rotina e interagir com seguidores, abre-se espaço para críticas, e até mesmo ofensas, em momentos decisivos das disputas.

Um desses casos foi o da goleira da seleção feminina de futebol, Bárbara. Duramente criticada por torcedores e jornalistas por falhas nos jogos, ela reagiu a ataques públicos da atleta paralímpica brasileira Andrea Pontes em comentários no Instagram e foi exposta pela colega por xingá-la com palavras de baixo nível. As duas foram advertidas.

Outra briga foi exposta pela skatista Letícia Bufoni que, ao ser questionada por não ter comemorado a medalha de prata do compatriota Kelvin Hoefler, acabou revelando uma divisão interna no skate brasileiro, um dia antes de disputar uma prova histórica na sua modalidade. 

"O Kelvin, pelo que vocês perceberam, ele nunca está com a gente nos 'rolês', ele nunca faz parte das nossas atividades por uma opção dele. Ninguém tem nada contra ele, pelo contrário, está todo mundo aqui comemorando que o Brasil ganhou uma medalha. Respeito muito a história dele, mas, infelizmente, ele não gosta de estar com a gente", comentou Bufoni.

O conflito acabou ofuscado por Rayssa Leal, que conquistou a prata e mostrou o poder positivo da internet. Sem se envolver na discussão, a adolescente teve nas redes um trunfo para mostrar todo seu carisma em dancinhas no TikTok, stories no Instagram e homenagens no Twitter. Em alguns dias, ela ganhou mais de 9 milhões de seguidores.

O ponteiro da seleção masculina de vôlei, Douglas Souza, teve explosão semelhante quase que exclusivamente baseada em seu carisma. Antes da estreia da equipe, ele viralizou ao testar a resistência das camas de papelão da Vila Olímpica.

Nos dias seguintes, os divertidos bastidores gravados por Douglas fizeram dele outro fenômeno nas redes sociais e também o maior influencer jogador de vôlei do mundo, com 3 milhões de seguidores no Instagram até agora. 

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