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Clubes da Série A cortam salários para reduzir prejuízos na pandemia

Representantes da elite do futebol brasileiro adotam medidas para manter a saúde financeira enquanto temporada segue parada devido à covid-19

Futebol|Cesar Sacheto, do R7

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Suspensão do futebol provoca redução de salários e demissões nos clubes
Suspensão do futebol provoca redução de salários e demissões nos clubes

Clubes que integram a elite do futebol brasileiro na temporada 2020 anunciaram acordos para reduzir salários de atletas, comissões técnicas e funcionários como forma de amenizar os prejuízos causados pela parada do esporte durante a pandemia do novo coronavírus. Alguns times voltaram aos treinos, mas ainda não há definição sobre a retomada das competições no país, apesar de haver pressão para tal.

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O Palmeiras anunciou um ajuste salarial com a redução de 25% dos vencimentos registrados em carteira nos meses de maio e junho - os direitos de imagem de abril e maio serão parcelados até junho de 2021. O acordo abrange os jogadores do time principal masculino, o técnico Vanderlei Luxemburgo, o gerente Cícero Souza e o diretor Anderson Barros. 

Os pagamentos dos atletas amadores e do futebol feminino do Palmeiras foram mantidos. Porém, os demais funcionários do clube alviverde farão parte de outro acordo, ainda em fase de elaboração.

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"Vivemos um momento de uma crise de grandes proporções no mundo. Vários segmentos estão sendo afetados e com o futebol não é diferente. Existem situações em que disposição e comprometimento são imprescindíveis para se chegar a um bom termo. Temos que pensar no todo para conseguirmos avançar em direção a um benefício maior. A maturidade do nosso elenco foi fundamental para que chegássemos a uma solução boa para todos", disse o presidente Maurício Galiotte.

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O Corinthians já anunciou a redução de até 70% nos pagamentos dos funcionários do clube e a diminuição de 25% dos salários registrados em carteira dos jogadores, entre as medidas adotadas para se ajustar economicamente ao momento. O clube alvinegro também cortou a ajuda de custo a atletas que não são profissionais. A medida atinge, entre outros, o time sub-20 de futsal.

Na semana passada, a diretoria corintiana teve que acertar o atraso no pagamento de contas de energia com a Enel, fornecedora de energia para o estado de São Paulo, após passar todo o final de semana às escuras, para ter novamente iluminado o Parque São Jorge, sede social do clube.

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No Flamengo, os cortes não atingiram o elenco do técnico Jorge Jesus. A diretoria preferiu não reduzir os vencimentos de atletas e da comissão técnica, valores estimados em cinco vezes maior - somados carteira de trabalho e direitos de imagem - do que folha salarial de funcionários da Gávea e do departamento de futebol.

No entanto, o preço pago pela cúpula do clube rubro-negro carioca foi, ao término das férias coletivas, no dia 30 de abril, anunciar o processo de desligamento de cerca de 60 colaboradores.

Cerca de dez funcionários das divisões de base, no Ninho do Urubu, foram demitidos. Entre eles: motoristas, roupeiros, fisiologistas e analistas de mercado. O clube garante que as demissões não alcançarão 10% do quadro de funcionários, formado por aproximadamente mil pessoas.

A diretoria e o elenco do Fluminense também acertaram a proposta de redução de 15% a 25% nos salários, conforme o valor recebido pelos atletas. O acordo passaria pela homologação do Saferj (Sindicato dos Atletas de Futebol do Rio de Janeiro).

O Grêmio foi o primeiro clube a ter a proposta de readequação salarial aceita pelos jogadores e comissão técnica, feita no fim de março. Assim, o elenco receberá menos sem a realização dos jogos, situação que a Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol havia avisado que não seria tolerada.

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Outros clubes que integram a elite do Brasileirão também estudam cortes - alguns mais profundos e outros com porcentagens menores - nos salários dos seus elencos e demais funcionários para contornar o rombo nos cofres provocado pela interrupção das atividades. Para piorar, a incerteza causa ainda mais dúvidas em relação o futuro.

No Internacional, o presidente Marcelo Medeiros, de 59 anos, que fez teste por suspeita de ter sido contaminado pelo novo coronavírus e teve o resultado positivo, enfatizou que "jogador que não quiser jogar pode pedir demissão". O time colorado está atolado em dívidas.

O Atlético Mineiro já havia cortado os holerites de quem ganha acima de R$ 5 mil, incluindo jogadores e a comissão técnica. A diminuição de 25% nos salários foi bem aceita pelo grupo, segundo o diretor de futebol Alexandre Mattos.

O rival Cruzeiro, rebaixado para a Série B na edição passada do Campeonato Brasileiro, também aderiu ao programa de redução salarial. A diretoria do clube celeste, mergulhada em uma crise financeira que precedia a pandemia, divulgou um plano que prevê o corte de 25% dos vencimentos do time de futebol.

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