Messi pela frente. Caminho para o hexa ficou complicado. Japão nos 16 avos; Noruega, nas oitavas; Inglaterra, nas quartas; semi contra a Argentina. E a final
A última rodada da fase de grupos deixou traçado o mais provável destino da Seleção, caso ela consiga vencer os seus jogos. E prevaleça a lógica, aqui nos Estados Unidos

Houston, Estados Unidos.
A última rodada de grupos, que terminou nesta madrugada, não surpreendeu ninguém.
Principalmente envolvendo o caminho que o time de Carlo Ancelotti precisa percorrer se quiser voltar a ser campeão mundial, depois de 24 anos.
Se houver a lógica e os favoritos vencerem seus confrontos, a Seleção não terá vida fácil.
A começar pelo Japão, ao meio-dia amanhã (14 horas para o Brasil), aqui em Houston.
A bem da verdade, o time é o mais fraco no início desta fase mata-mata.
Ancelotti ‘descobriu’ a equipe e repetirá a escalação pela primeira vez desde que assumiu o comando da Seleção.
Colocará uma equipe ofensiva. Marcando forte a saída de bola japonesa, para tentar liquidar a partida o mais rápido possível. Virou uma questão de necessidade.
No verão inclemente norte-americano, mesmo atuando no estádio climatizado NRG, contra os nipônicos, o melhor dos mundos seria abrir uma boa vantagem e poupar jogadores para os adversários mais fortes.
A começar pela Noruega, que colocou time reserva contra a França, para descansar seus atletas, principalmente Haaland, para os 16 avos que será contra a perigosa Costa do Marfim.
Partindo do princípio de que a consistência do time europeu superará a força atlética, o conjunto e a vibração dos africanos, eles enfrentariam o Brasil.
Não há dúvida de que, na comparação jogador por jogador, o time de Ancelotti é muito melhor tecnicamente.
Supondo que tudo corra em um roteiro dourado, a Seleção vencendo, a Inglaterra deverá ser o confronto das temidas quartas de final, fase em que o Brasil foi eliminado nas Copas de 2018 e 2022 por um europeu. Bélgica e Croácia.
O time de Kane mostra força física, aliada à técnica da jovem geração. É uma equipe muito versátil. Não vive mais de bola aérea.
Depois, supondo que a Argentina siga imbatível, o confronto pela semifinal contra o time do sensacional recordista Lionel Messi, com seus 19 gols em todas as Copas do Mundo.
Ele tem incendiado não só a Seleção Argentina, mas o mundo todo. Por conta de seus gols, vibração, letalidade e liderança. Isso aos 39 anos.
Scaloni conseguiu vencer em seguida a Copa América, a Copa do Mundo e a Copa América, de novo.
Aliás, a arrancada desse time campeão mundial foi vencer a primeira Copa América em 36 anos, dentro do Maracanã, com o Brasil com Neymar em forma.
Se Ancelotti conseguir fazer a Seleção vencer esse superclássico mundial, restaria a sonhada final.
Espanha e França são as favoritas para lutarem do outro lado da Copa do Mundo.
Porém, é nesta fase eliminatória que as grandes zebras costumam aparecer. Todo o cuidado é pouco. E a dedicação precisa ser completa.
O Brasil não pode errar.
Para não viver outra frustração.
O caminho é complicado.
Mas é possível...













