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Sem bets, clubes deixam de arrecadar R$ 1,1 bilhão, no planejamento de 2026. Plataforma de conteúdo adulto tentará aumentar sua participação no futebol

A Fatal Fans, presente no calção do Corinthians, se articula para tentar ocupar uma faixa do mercado deixado pelas bets, com a proibição governamental. Ela já tentou comprar os naming rights dos estádios do Vitória e do Athletico Paranaense. A Atlas Technologies, sofware house, que controla a plataforma de conteúdo adulto, tem um patrimônio de mais de R$ 200 milhões

Cosme Rímoli|Do R7

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Direção da empresa de conteúdo adulto acredita que clubes ficarão mais dispostos a aceitar seu patrocínio Rodrigo Coca/Corinthians

São Paulo, Brasil

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Os principais dirigentes do futebol brasileiro souberam antes.

Há pelo menos um mês havia a movimentação em Brasília.

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Para que os sites de apostas fossem proibidos no Brasil.

Por isso, Corinthians, Palmeiras, Santos, São Paulo, Flamengo, Botafogo, Vasco, Fluminense e Cruzeiro publicaram uma nota há nove dias alertando sobre as consequências da final das bet.

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Sob o dramático título de O Fim do Futebol Brasileiro, eles pediam ao governo central que impedisse as apostas, porque o dinheiro dos sites se tornou fundamental aos clubes.

Vale a pena mostrar as equipes que mais faturaram nos sites de apostas neste país.

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Flamengo, R$ 265 milhões, Corinthians, R$ 150 milhões, São Paulo, R$ 113 milhões, Palmeiras, R$ 100 milhões, Santos, R$ 70 milhões, Botafogo, R$ 55 milhões, Fluminense, R$ 52 milhões, Vasco, R$ 50 milhões, Cruzeiro R$ 40 milhões, Atlético, R$ 40 milhões, Bragantino, R$ 31 milhões.

As equipes brasileiras acreditavam que faturariam juntas, mais de R$ 1,1 bilhão, com dinheiro vindo de sites de apostas, até o final de dezembro.

O apelo dos clubes de nada valeu.

O governo federal proibiu as apostas ontem.

Esses os principais trechos da proibição publicada ontem.

E os prazos, que desesperaram dirigentes.

‘Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

‘Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.

‘Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.

‘A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.

‘Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.

‘De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.

‘A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

‘A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas.

Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.’

Os clubes queriam pelo menos três meses para adequarem seu planejamento financeiro de 2026.

A esmagadora maioria dos contratos com sites de apostas estavam em vigor. O Grêmio havia assinado há dois dias um contrato, quando a Medida Provisória entrou em vigor.

Departamento jurídicos tentam buscar uma salvação para que o patrocínio siga, pelo menos por algum tempo. Mas a batalha se mostra perdida neste instante.

Com esse atual cenário, conselheiros de importantes equipes do Eixo Rio-São Paulo confirmaram ao blog, na tarde deste sábado, dia 26 de setembro.

A empresa Atlas Technologies, responsável pelo sites de conteúdo adulto, Fatal Fans e Fatal Models analisa patrocinar mais clubes da Série A.

Ela já está no Corinthians. Na Série B patrocina o Operário e Vila Nova.

Para estar no calção corintiano, a empresa banca R$ 22 milhões. E já está encaminhada a renovação em 2027. Por R$ 31 milhões.

Com patrimônio de mais de R$ 200 milhões, já tentou comprar os naming rights dos estádios do Vitória e do Athletico Paranaense.

A princípio houve rejeição do mercado do futebol.

Mas agora há a possibilidade que, sem as bets, a empresa consiga patrocinar outros gigantes do futebol brasileiro...

Veja também: Abel comanda sessão de treino com atividades técnicas

O Palmeiras realizou na manhã deste sábado (26), na Academia de Futebol, mais uma sessão de treino durante a Data Fifa.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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