Jesus lamenta mau futebol de trio na final. E não garante que fica
Embora orgulhoso da excelente campanha com o Flamengo, Jesus lamentou Arrascaeta, Everton Ribeiro e Gabigol estarem mal na final. E não assumiu erro
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil
"Fomos mexendo porque havia jogadores com alguma fadiga do jogo.
"Era importante ter mais velocidade.
"Tiramos dois jogadores importantes com a bola, mas Everton Ribeiro e Arrascaeta não conseguiam mais chegar com a bola."
Foi dessa maneira que Jorge Jesus tentou justificar seus erros capitais, que deram o domínio da final do Mundial ao Liverpool.
Trocar os articuladores do time pela correria de Vitinho e pelo veterano Diego fez um mal profundo ao Flamengo. Desarticulou as linhas, tirou a intensidade do time carioca.
Não foi ousadia.
Foi erro crucial de avaliação.
Sabotagem ao time que tão bem montou em sete meses de trabalho no Brasil.
Na coletiva, após a derrota, Jesus seguiu no discurso equivocado.
Ele repassou o mau resultado a três atletas.
"Se três jogadores que são referência do time estivessem no nível que costumam atuar, o Flamengo estaria muito mais poderoso."
Ele se referia a Arrascaeta, Diego Souza e Gabigol, que outra vez jogou muito mal neste Mundial, já havia sido assim contra o Al Hilal.
Ainda citou o garoto Lincoln, que perdeu uma chance importantíssima no final da partida.
"Pegamos a melhor equipe do Mundo. Duas grandes equipes, quem fizesse um gol seria o vencedor pelo o que ambos estavam apresentando. A qualidade individual fez a diferença, foi determinante.
"Fomos no sacrifício, alguns atletas com fadiga muscular. Everton e Arrascaeta cansaram no segundo tempo. Tivemos e última chance com o Lincoln. Não há nada a dizer.
"Tenho orgulho demais desse time. Encaramos de igual para igual o campeão da Champions League. Foi um jogo de duas das melhores equipes do mundo."
Esperto, destacou que o time brasileiro está no final da temporada. E o inglês, no meio.
"Vocês (jornalistas) viram o jogo e viram um Flamengo com quase 80 jogos (tem 76 partidas em 2019) contra uma equipe que tem 27 jogos (na temporada 2019-20).
"Fisicamente vocês viram a diferença, não houve. Quero destacar a qualidade dos jogadores que, mesmo com 80 jogos nas pernas, tiveram intensidade, velocidade e disciplina tática."
O treinador estava muito orgulhoso do seu trabalho no Flamengo.
Ficou entusiasmado ao saber que receberia uma premiação do presidente português Marcelo Rebelo de Sousa.
Por representar bem o povo de Portugal, com a conquista da Libertadores, do Brasileiro e de chegar à final do Mundial de Clubes, comandando o time brasileiro.
Jesus aproveitou e deixou claro que, na sua análise, nenhuma equipe portuguesa mais vencerá a Champions. Por conta do desnível financeiro.
E que a missão do Flamengo, a partir de 2020, é lutar para manter a hegemonia no futebol brasileiro e sul-americano.
Deixou dúvida se seguirá no comando do time carioca.
"A missão de deixar o Flamengo na hegemonia é da diretoria", não quis falar sobre seu eventual trabalho na Gávea no próximo ano.
Mas não escondeu que seu sonho é trabalhar em um grande clube europeu na Champions.
O treinador fez questão de destacar o que falou ao time após a amarga derrota.
"Avisei aos jogadores que senti um grande orgulho deles nessa final. Fomos tão bom quanto eles, procuramos ser iguais a nós próprio. Em tremo de sistema tático, muito mais atrevida.
"Dá para sentirmos orgulho. Hoje, o Flamengo podia ter feito uma temporada inesquecível, mas fez uma brilhante.
"Não ganhou, mas jogou para ganhar contra a melhor equipe do mundo.
"Parabéns ao Liverpool e, como não me canso de dizer, à equipe do Flamengo."
E deixou os jornalistas que estavam em Doha com enormes dúvidas.
Se continua ou não no Flamengo.
Seu contrato termina em maio de 2020.
Mas não está descartada a chance de ele ir embora.
Se surgirem propostas nesta janela, o português analisará.
A diretoria flamenguista garante lutar.
Fará de tudo para ele ficar.
E até renovar seu contrato por mais dois anos...














