Disputa de egos racha o Flamengo. Gerente demitido por e-mail

A briga entre dois vices, candidatos à sucessão de Landim, coloca fogo na Gávea. Racha o clube. O gerente Pelaipe, foi o pivô, demitido por e-mail

Bap, segundo à esquerda, comemora. Braz, mão na cintura. Inimigos

Bap, segundo à esquerda, comemora. Braz, mão na cintura. Inimigos

Flamengo

São Paulo, Brasil

O Flamengo se sabotou.

O clube que tinha tudo para começar ainda mais forte do que terminou 2019, quando ganhou o Brasileiro e a Libertadores, se implodiu politicamente.

Uma briga de egos entre o vice de relações exteriores, Luiz Eduardo Baptista, de singelo apelido Bap, e o vice de futebol, Marcos Braz, explodiu no gerente de futebol, Paulo Pelaipe.

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O dirigente mais ligado em Jorge Jesus e nos jogadores terminou o ano com a certeza de contrato renovado. E com aumento.

Tinha a promessa do próprio presidente Rodolfo Landim.

Mas Landim foi convencido por Luiz Eduardo Baptista que foi Pelaipe que revelou à imprensa a postura amadora da diretoria, antes da final do Mundial de Clubes, contra o Liverpool.

A decisão de não pagar a premiação de R$ 70 milhões aos jogadores. Por conta de os atletas terem decidido dar uma parte, que Landim considerou alta, aos funcionários do clube. Médicos, massagistas, roupeiros.

A situação foi exposta e desmoralizou Landim.

Não se descobriu com certeza se foi ou não Pelaipe.

Mas o cargo de gerente de futebol era cobiçado por Luiz Eduardo Baptista, que briga politicamente com Marcos Braz, para ser o candidato da situação para a sucessão de Landim.

Pelaipe foi demitido por e-mail.

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Sem Braz ficar sabendo.

Foi um choque para Jorge Jesus e os jogadores.

Pelaipe avisou o vice de futebol, que ficou revoltado.

Ele daria uma entrevista coletiva hoje.

Foi cancelada.

Landim convocou uma reunião entre toda a diretoria no Flamengo.

O clima é péssimo.

De total desacerto, confronto.

Tudo estava indo bem demais.

Com o clube comemorando os R$ 109 milhões que receberá pela venda de Reinier. As contratações de Pedro Rocha e de Gustavo Henrique. O encaminhamento da chegada de Thiago Maia.

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A negociação próxima de Michael do Goiás.

Gabigol pensando seriamente em ficar.

A Globo decidindo dar muito mais dinheiro para ter o direito de mostra o time no Carioca.

O clima estava ótimo, promissor.

Todos com o intuito de manter a hegemonia no futebol brasileiro.

Até que a briga entre Luiz Eduardo Baptista, e o vice de futebol, Marcos Braz, coloca tudo a perder.

Gávea amanheceu com muros pichados. Guerra política escancarada

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Reprodução/Twitter

A maneira que Pelaipe foi demitido acabou sendo absurda.

E terá consequências na Gávea.

Inconsequente e amadora disputa de egos...

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