Corinthians renasce graças à coragem de Vítor Pereira. Renato Augusto e Gil no banco. 3 a 1 contra o Botafogo. Com Willian espetacular
O treinador português não teve medo. Fez cinco trocas em relação ao apático time que perdeu na Libertadores. As principais saídas foram de Renato Augusto e Gil. O Corinthians redescobriu seu futebol. Pior para o Botafogo
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil
Cássio, João Pedro, João Victor, Gil e Fábio Santos; Du Queiroz, Paulinho e Renato Augusto; Adson; Jô e Willian.
Cássio, João Pedro, João Victor, Raul Gustavo e Lucas Piton; Du Queiroz, Gustavo Mantuan, Paulinho, Maycon e Willian; Roger Guedes.
Vítor Pereira radicalizou e decidiu: não quis nem saber de repetir o time apático, sem intensidade, vibração, modernidade que perdeu para o boliviano Always Ready, na estreia da Libertadores.
O treinador português tratou de colocar Gil, Renato Augusto, Fábio Santos, Adson e Jô no banco de reservas sem medo da repercussão. Ele rejuvenesceu seu time na estreia do Brasileiro contra o novo-rico Botafogo, no Rio de Janeiro. Enfrentou as estrelas Gil e Renato Augusto, que eram titulares absolutos.
E o Corinthians não tomou conhecimento da equipe carioca, que está começando a ser montada pelo treinador português que a diretoria contratou, antes de fechar com Vítor Pereira: Luís Castro. O time montado pelo dinheiro do bilionário John Textor, dono de 90% do Botafogo.
A torcida esperançosa lotou o Estádio Nilton Santos.
Mas não houve como segurar uma equipe de velocidade, compactada e com um ritmo alucinante no primeiro tempo.
Willian e Paulinho tiveram atuações excelentes. Por motivos diferentes. O primeiro é que, com Du Queiroz acompanhado de Maycon e Gustavo Mantuan, o volante pôde priorizar seu talento para atacar, articular contragolpes, tabelar e, principalmente, surgir de surpresa na área botafoguense.

Já Willian desfrutava do equilíbrio do time. Fazendo triangulações com Lucas Piton e inversões com Roger Guedes, driblando, deixando sem ação a marcação preparada por Luís Castro.
E bastaram os primeiros 45 minutos para o Corinthians abrir uma vantagem espetacular no placar. Mais do que merecida.
Bastaram 16 minutos e logo veio o primeiro gol. Willian deu uma assistência de puro talento, com "três dedos", a Paulinho, invadindo a área como um míssil e batendo de primeira, sem chance para Gatito Fernandez.
Willian fazia sua melhor partida desde que voltou ao Corinthians. Não tomava conhecimento do estreante argentino Saravia. Ele seguiu com enorme velocidade e habilidade, criando chances seguidas para os companheiros.
O segundo gol veio aos 27 minutos, depois de jogada ensaiada no escanteio. Maycon cobrou escanteio, João Victor desviou e Roger Guedes serviu Mantuan chutar forte para as redes. 2 a 0.
O desentrosado time do Botafogo ficou assustado. Não só pelo futebol do Corinthians, mas pela reação da sua torcida, que vaiava, decepcionada, o que via.
Aos 43 minutos, o lance mais bonito do jogo. O terceiro gol.
Willian e Paulinho fizeram uma tabela impressionante, fácil, objetiva, e a bola foi servida pelo atacante para Lucas Piton chutar com raiva, sem chances para Gatito Fernandez.
Gol que resume tudo o que se espera do futebol moderno: tática, técnica e talento.
Para pena não só do Corinthians, mas do jogo, Paulinho e Willian sentiram dores musculares e não voltaram para o segundo tempo.

Luís Castro se aproveitou do decréscimo técnico do adversário e adiantou seu meio de campo. E o Botafogo conseguiu equilibrar a partida. E conseguiu descontar graças a um pênalti bobo, infantil, de Roni, que chutou Matheus Nascimento por trás, errando a bola, aos 18 minutos.
Diego Gonçalves bateu com muita qualidade. 3 a 1.
Apesar do gol, o Corinthians teve consciência para segurar o resultado importante. A volta à vitória, depois de duas derrotas doloridas, contra o São Paulo e o Always Ready.
E ainda as ameaças de morte a Cássio, Gil e Willian.
A vitória foi ótima em todos os aspectos.
Principalmente para mostrar que o futebol precisa de intensidade.
E não de utopia.
Renato Augusto, Paulinho e Giuliano, jogadores com mais de 30 anos, no meio de campo, são incompatíveis, juntos. Por causa da modernidade do futebol. Dos quilômetros corridos, dos sprints, das arrancadas.
Para desgosto dos dirigentes.
Por isso, Renato Augusto e Giuliano estão no banco.
Decisão dura, porém mais do que acertada de Vítor Pereira...
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Jogo nas entrelinhas = quebrar a linha com drible ou passe em movimentação
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