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O último tango de Messi foi um baile flamenco, da Espanha. Um massacre. Vitória da justiça. Espanhóis bicampeões do mundo

A Espanha dominou completamente a Argentina. O time de Lionel Messi estava arrasado fisicamente. Tentou, de todas as maneiras levar a decisão da Copa do Mundo para os pênaltis. Mas aos dois minutos do segundo tempo da prorrogação, veio o gol da justiça, de Ferran Torres. Os espanhóis deram vinte chutes a gol. Os argentinos, um. Bicampeões com todo mérito

Cosme Rímoli|Do R7

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Esgotado, Messi fez o que pôde. Mas não conseguiu evitar a derrota da Argentina. E assistiu sentado, a festa espanhola Divulgação/Fifa

São Paulo, Brasil


Dois minutos do segundo tempo da prorrogação.

Depois de 107 minutos de futebol, Porro cruza, Nico Willians acredita, luta, alcança a bola e cabeceia para trás.


Ferrán Torres bate com raiva e estufa a rede de Dibu Martínez.

Gol da justiça.


A Copa de 2026 tem um campeão verdadeiro.

E que ensinou ao mundo o que é futebol de alta intensidade, físico, linhas de marcação intrasponíveis na intermediária.


Antes de tudo, a importância de unir a técnica, a troca de bola, com a força física.

Tudo regado a entrosamento, que levou anos para atingir.

Quando o time amadureceu, venceu a Europa.

E, hoje, levanta a taça mais desejada do planeta.

Com toda a justiça, é bicampeã mundial.

A Espanha fez o que quis com a Argentina.

O time de Luis del Fuenntes não deu a menor chance para o time de Lionel Scaloni.

Foram 20 arremates contra apenas um da equipe de Lionel Messi, que se despede da Copa do Mundo, punindo quem ama futebol.

A Espanha trocou 831 passes contra 455 da Argentina.

Mesmo os amantes da bola oval percebem o quanto o time europeu foi superior e fez os argentinos se encolherem, como uma equipe pequena e não tricampeã mundial.

Sim, o calor de 30 graus do MetLife, de New Jersey, prejudicou demais a equipe argentina, que estava muito mais desgastada que a espanhola.

Mas foi a estratégia, o talento, o toque de bola envolvente, cruel, que foi encurralando os argentinos no seu campo de defesa.

Gol de Ferrán. Justiça feita. A Argentina não teve força física para lutar na decisão da Copa Reuters

Os espanhóis repetiram o que fizeram com a França.

Não permitiram que Mbappé jogasse, encurralado entre Rodri, melhor em campo, e Fábian.

Foi uma tortura chinesa.

Com os espanhóis se impondo, criando e desperdiçando chances em seguida.

Os argentinos apelavam para as provocações, empurrões, ameaças, entradas duras.

Mas Luis de la Fuente havia preparado seu time para não revidar, não entrar no clima de Libertadores. O que foi fundamental seguir o massacre técnico, tático.

No entanto, quem mais sentiu as provocações, a tensão da partida, foi Lamine Yamal. Apesar de todo seu talento, se deixou levar pelos nervos. A marcação dura, certeira, de Tagliafico, o anulou.

Durante todo o primeiro e segundo tempo, o roteiro foi o mesmo.

A Argentina se defendia no evidente esquema 4-5-1, deixando apenas Messi na frente, esperando uma bola salvadora.

A sorte era que as conclusões espanholas eram falhas. Fracas, longe do alvo ou bolas fáceis para defesas de Dibu Martínez.

De uma maneira feia, o antijogo de Scaloni, única saída para o confronto desigual tecnicamente, ia dando certo.

A prorrogação exigiria mais dos espanhóis, que buscavam construir as jogadas de gol.

Mas havia espaço para um ‘vilão’.

Sim, infelizmente, Enzo Fernández, merece esse adjetivo.

Ele já tinha cartão amarelo e nos acréscimos, decide dar uma entrada violentíssima em Cubarsi. E foi de maneira corretíssima, expulso.

A irresponsabilidade de Enzo Fernández. Expulso nos acréscimos do segundo tempo. Sabotou a encurralada Argentina Reuters

A esgotada Argentina disputaria a prorrogação com um jogador a menos, graças à entrada estúpida de Enzo Fernández.

Não bastasse isso, Scaloni foi obrigado a trocar seus dois excelentes zagueiros, contundidos, Romero e Lizandro Martínez.

Era a senha para a Espanha atacar mais ainda.

Se 11 contra 11 já estava insuportável para o time de Messi, com um a menos, tudo ficou ainda mais terrível.

Eram cinco argentinos na defesa, três no meio e o camisa 10 tentando o milagre, que não veio, na frente.

Em uma das finais mais desequilibradas da história das Copas, o inevitável aconteceu aos dois minutos do segundo tempo da prorrogação.

O gol de Ferrán Torres.

Valente até não poder mais, a Argentina foi atrás do improvável empate.

Sem estratégia, no coração.

Até tiveram uma chance, mas a bola caiu nos pés afobados de Simeone que chutou no alto, longe do gol.

Ao final, Espanha, com todo mérito, bicampeã do mundo.

Fica como lição o trabalho estruturado.

Luis de la Fuente está à frente do time há três anos e meio.

Antes foi treinador vencedor no sub 17 e sub 19 da Espanha.

Ou seja trabalha com alguns jogadores há cinco anos.

A Argentina, com sua base envelhecida, lutou como pôde.

O genial Messi conduziu o time ao vice-campeonato mundial.

Aos 39 anos fez o que ninguém jamais ousou.

A Copa do Mundo dos Estados Unidos coroou os melhores.

Ah, o Brasil, de Ancelotti?

Terminou em 11º lugar.

Alcançou 28 anos sem a conquista de uma Copa.

Tem muito a aprender com os espanhóis.

Levaram 16 anos.

Mas reestruturaram seu futebol.

E levantaram a taça com toda justiça...

Veja também: De la Fuente espera que toda a Espanha celebre o sucesso da La Roja

O técnico da seleção espanhola, Luis de la Fuente, fez um pedido especial antes da final da Copa do Mundo de 2026 contra a Argentina: que toda a Espanha comemore unida o sucesso da La Roja.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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