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Copa 2018 - Blog
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Bélgica prova de novo que é uma ótima geração. Melhor que o Brasil

Equipe não se importa com badalação a que foi inserida, vence Tunísia com facilidade e descomplica futebol de 'tiki-taka', 'ritmista' ou 'falso 9' na Copa

Copa 2018|André Avelar, do R7, em Moscou, na Rússia e André Avelar


Bélgica e Brasil podem se cruzar nas quartas de final desta Copa do Mundo
Bélgica e Brasil podem se cruzar nas quartas de final desta Copa do Mundo

Esqueçam “tiki-taka”, “ritmistas”, “falso 9” e, o mais irritante desses termos todos pós-futebol, “ótima geração belga”. A Bélgica demonstrou pra valer neste sábado (23), no Estádio do Spartak, que é uma equipe capaz de ganhar uma Copa do Mundo por suas próprias qualidades e não pela badalação a que está inserida.

Confira a tabela da Copa do Mundo

A goleada sobre a fraca Tunísia pelo Grupo G era mais do que esperada. Ainda assim, um time forte fez o que se espera dele: venceu com facilidade e sem complicar o futebol. Ou alguém já esqueceu do tão favorito Brasil que quase perdeu da Suíça e penou contra a Costa Rica? Já classificada às oitavas de final, a Bélgica mede forças com a Inglaterra na quinta-feira, em Kaliningrado.

Pelo peso de suas camisas, Alemanha, Argentina, o próprio Brasil, Espanha, França e Inglaterra são favoritas ao título. Quer queira, quer não queira, essas equipes sabem arrancar uma vitória na marra para levantar um troféu. A Bélgica ainda não está nesta prateleira, assim como a Croácia, outro time encantador. Portugal vem de uma conquista da Eurocopa e por isso estaria em lugar intermediário nessa projeção dos “letrados e especialistas”.

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A saída de bola dos tempos modernos já chama a atenção na equipe de Roberto Martinez. Pouquíssimos times podem sair jogando à la tiki-taka do Barcelona de tempos áureos. Courtois, Vertonghen, Witsel, Meunier tratam a bola com carinho e mostram infinitos recursos para tirar o time da defesa e levar para frente do jeito que 11 entre dez técnicos sonham atualmente.

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No meio-campo, os toques de primeira tornam-se ainda mais rápidos e a equipe vai ganhando corpo. Entram para as jogadas os ditos ritmistas, só para usar outro termo irritante da moda. De Bruyne, Mertens e Hazard (autor de dois gols) municiam ao tempo todo o grande centroavante Lukaku (dono de outros dois gols). Sim, um centroavante. Nada de falso 9. Nove mesmo. Batshuayi ainda fez o 5 a 2.

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Por tantos jogadores de qualidade, os belgas têm até licença-poética para cobrar escanteio curto, algo odiável entre os torcedores de arquibancadas. Mas uma coisa é cobrar escanteio curto com um monte de perna-de-pau junto, outra é com jogadores de qualidade que sabem o que vão fazer com a bola.

Ganhar uma Copa do Mundo, OK, é outra história. Não é do dia para a noite, mas alguém sairá da Rússia 2018 campeão. Pode ser a vez da ótima geração. Em uma verdade perturbadora, hoje a Bélgica é melhor que o Brasil, possível confronto das quartas de final.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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