O estrago do coronavírus no esporte

Eventos cancelados e estádios sem público dão a dimensão do prejuízo

Pessoas com máscara para evitar contaminação por coronavírus em um prédio de Hokkaido, Japão, com cartaz das Olimpíadas de Tóquio ao fundo

Pessoas com máscara para evitar contaminação por coronavírus em um prédio de Hokkaido, Japão, com cartaz das Olimpíadas de Tóquio ao fundo

Issei Kato / Reuters - 27.2.2020

A Itália é o segundo país com mais casos de coronavírus no mundo.

Já são mais de nove mil casos com 463 mortes.

Números que mostram porque a população está assustada e sem perspectivas de voltar à rotina.

O Governo italiano vem tentando conter o avanço da doença e resolveu paralisar todos os eventos esportivos até o dia 03 de abril.

O recado é claro: é importante que as pessoas fiquem em casa até essa crise passar.

O campeonato italiano já vinha sendo disputado com portões fechados.

O problema agora, são as outras competições européias, como a Liga dos campeões e a Liga Europa, que tem vários jogos marcados para o território italiano.

Sem falar nos jogadores que atuam no país, e precisam viajar para outros lugares da Europa.

O medo tomou conta do mundo inteiro e realmente medidas drásticas teriam que ser tomadas, para evitar a disseminação.

No próximo dia 17 de março, a Juventus joga contra o Lyon no jogo da volta das oitavas de final da Champions League.

Já está confirmado que o jogo acontecerá com portões fechados.

Vale lembrar que na ida, em Lyon, o time francês venceu por um a zero e joga por um empate pra se classificar.

O Atalanta deu mais sorte e teve o público presente na primeira partida contra o Valência.

Ganhou de quatro a um e pode até perder por dois gols de diferença, na Espanha.

A preocupação com o coronavírus, fez as autoridades espanholas fecharem o estádio também nesse jogo.

Pior para o Valência que não terá a torcida presente.

Mas, o prejuízo não se resume ao futebol.

A maratona de Hong Kong foi cancelada.

Outra famosa maratona, a de Tóquio, não permitiu a participação dos amadores.

A volta de Abu Dabhi de ciclismo foi encerrada, faltando duas etapas para o fim. Atletas que participaram do evento ficaram em quarentena.

O Mundial feminino de Hóquei no gelo, que aconteceria no Canadá, também foi cancelado.

No judô, a Federação Internacional cancelou o Grand Prix de Marrocos, que estava previsto pra acontecer no início do mês.

Sem falar no cancelamento do primeiro Masters Series de tênis da temporada.

O Masters de Indian Wells também não resisitu ao coronavírus e não vai acontecer.

Tudo isso faltando menos de cinco meses para o início da principal competição esportiva do ano, os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Apesar da crescente preocupação com o adiamento ou a não realização da Olimpíada, o presidente do Comite Olímpico, Thomas Bach, deu entrevista na última semana garantindo que o cronograma será seguido.

Alguma etapas classificatórias e eventos teste foram cancelados.

O treinamento dos voluntários para o evento também está sendo muito prejudicado.

Não se sabe até que ponto o surto da doença esteja controlado até o final de julho.

Se continuar com esse quadro alarmante, pode ser uma irresponsabilidade permitir que pessoas de várias partes do mundo viajem para o Japão.

Imagina uma Olimpíada sem público?

E quem já comprou ingresso com muita antecedência?

Está com vontade de acompanhar os Jogos, mas temendo contrair coronavírus por causa da grande concentração de pessoas.

Por causa disso, houve uma redução na procura por ingressos nessa reta final de venda dos bilhetes.

É triste ter que admitir, mas o melhor seria reprogramar o evento para acontecer em outra data.

De repente, adiar para o final do ano.

Quem sabe até para 2021.

Infelizmente, além dos milhares de mortos e pessoas doentes, o coronavírus vem trazendo um prejuízo incalculável para o esporte, no mundo inteiro.

Até a próxima.