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Ouro em capacete e estádios gigantes: a megaestrutura do futebol americano universitário

Apesar da NFL ser mais popular ao redor do mundo, domesticamente o esporte profissional tem atenção dividida com a NCAA

Jarda por Jarda|Lucas FerreiraOpens in new window


Capacete de Notre Dame carrega flocos de ouro Reprodução Site/Fighting Irish

A NFL é considerada a liga mais valiosa do mundo, com franquias que valem mais que equipes de futebol tradicionais como o Real Madrid e Barcelona, por exemplo. Nos Estados Unidos, porém, os jogadores profissionais dividem os holofotes com os atletas universitários, que dominam os sábados esportivos durante o outono no hemisfério norte.

Diferente do Brasil, onde os setores de ensino das universidades lutam para receber investimentos, nos Estados Unidos os programas atléticos das instituições possuem orçamentos bilionários. A Ohio State, por exemplo, investiu mais de R$ 5 bilhões em esportes nos últimos cinco anos, segundo o site especializado em negócios esportivos Sportico.

Tamanho suporte financeiro, angariado a partir de doações, venda de direitos de transmissão e patrocinadores, impacta para além da qualidade esportiva. O esporte universitário, em especial o futebol americano, é marcado pelos exageros e espetacularização das ligas da NCAA (sigla em inglês para Associação Atlética Universitária Nacional).

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Os atletas da Universidade de Notre Dame — os Fighting Irish — são um ótimo exemplo do tamanho do futebol americano universitário. O programa esportivo, que existe desde 1887, tem como uma de suas marcas o capacete dourado, que carrega junto à tinta flocos de ouro 23,9 quilates.

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Em Alabama, Nick Saban foi o treinador mais bem pago do país Reprodução Site/Roll Tide

A importância do esporte universitário no país também pode ser exemplificada no valor dos salários: dos 50 estados dos EUA, em 43 o funcionário estadual mais bem pago é o treinador de uma universidade pública (conceito diferente da universidade pública do Brasil). Segundo o site OLBG, os três maiores salários estaduais dos EUA eram de head coaches de futebol americano, todos eles faturando mais de R$ 55 milhões por ano.

Obviamente, cifras tão grandes e tamanho exibicionismo não começaram do nada. O futebol americano, por sinal, surgiu como um esporte universitário: a primeira partida documentada foi um confronto em 1869, entre as universidades de Princeton e Rutgers.

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Apesar da NFL ter dominado o futebol americano internacionalmente, a liga não se arrisca a marcar jogos aos sábados, quando tradicionalmente as equipes universitárias se enfrentam em partidas televisionadas para todo o mundo, inclusive para o Brasil. De acordo com o Sports Media Watch, 27,7 milhões de pessoas assistiram nos EUA a última edição do Rose Bowl — uma das principais partidas do College Football.

Michigan Stadium é o maior estádio dos Estados Unidos Reprodução Site/University of Michigan

A popularidade do esporte não se dá só pela televisão, já que os estádios universitários ao redor do país estão constantemente lotados. As dez maiores praças esportivas dos Estados Unidos são estádios universitários, sendo o maior deles o Michigan Stadium, com capacidade oficial de 107 mil lugares — embora os Wolverines tenham tido média de público de 109.971 em 2023.

A temporada do College Football começa no final de agosto e, até lá, o Jarda por Jarda vai trazer mais curiosidades e explicar melhor esta parte empolgante e tão importante do futebol americano.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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