Sam Darnold: importância de estar no lugar certo, na hora certa
Quarterback dos Seahawks passou por algumas das franquias mais bagunçadas da NFL, foi descartado e chegou ao ápice quando ninguém mais acreditava

O quarterback Sam Darnold, do Seattle Seahawks, conquistou no último domingo (8) o Super Bowl 60 ao derrotar, ao lado de seus companheiros, o New England Patriots por 29 a 13. Se você chegou aqui agora e nunca acompanhou a NFL, saiba que a carreira do QB campeão não foi um caminho simples.
A história de Darnold na NFL não começa na final. O jogador chegou à liga profissional em 2018, selecionado na primeira rodada do Draft daquele ano pelo New York Jets, que desde Joe Namath, nas décadas de 1960 e 1970, procura por um quarterback.
Bom, não podemos dizer que a culpa é exclusivamente dos QBs. Passaram pela franquia verde de Nova York nomes como Boomer Esiason, Brett Favre, Joe Flacco e Aaron Rodgers, que podem não ter chegado na equipe em seus auges, mas ainda possuíam lenha para queimar.
Se grife não resolveu a questão dos Jets, tampouco a juventude de Darnold. Em três anos em Nova York, o quarterback teve mais derrotas do que vitórias (13-25) e é mais lembrado na franquia pelo diagnóstico de mononucleose (Doença do Beijo), que fez com que ele ficasse fora de combate, do que pelos lances em campo.
Em seguida, o quarterback foi para o Carolina Panthers, que assim como os Jets, não é conhecido pelo primor organizacional. Foram dois anos com oito vitórias e nove derrotas, além de amargar banco no segundo ano com a chegada de Baker Mayfield, que havia sido liberado pelo Cleveland Browns meses antes.
Naquele momento, em 2023, a carreira de Darnold parecia fadada ao fracasso — ou, ao menos, a ser quarterback reserva, como foi durante o ano que passou no San Francisco 49ers. Diferentemente de Jets e Panthers, nos 49ers, o QB encontrou um ambiente mais organizado, em uma franquia que nos últimos dez anos tem sido presença constante nos playoffs e chegando a dois Super Bowls.
Já em 2024, Darnold foi para o Minnesota Vikings, franquia que tinha acabado de perder o medíocre Kirk Cousins e selecionado o questionável J.J. McCarthy para a posição de QB. Por um acaso do destino, o novato sofreu uma lesão que o tirou da temporada, colocando o status de titular no colo do ex-Jets, Panthers e 49ers.
E é neste ano que Darnold aproveita a oportunidade. Comandando a consistente equipe dos Vikings, o quarterback alcançou 14 vitórias, lançando 4.319 jardas, 35 touchdowns e 12 interceptações. Com esta campanha, Minnesota chegou aos playoffs, mas não conseguiu passar da primeira rodada eliminatória, em partida na qual o quarterback não brilhou.
Em uma decisão compreensível, os Vikings preferiram a juventude e apostaram em McCarthy, enquanto Darnold não viu seu contrato ser renovado. E foi assim que ele chegou aos Seahawks, uma equipe que há muitos anos constrói a base do time que veria a ser campeão no último domingo.
Darnold não teve sua melhor temporada estatisticamente, tampouco foi eleito o melhor jogador da final — título que ficou merecidamente com o running back Kenneth Walker 3º —, mas ele estava no lugar certo, na hora certa, e foi a peça que a franquia de Seattle procurava para conquistar o segundo Super Bowl.
Para aqueles que traçam paralelos entre a vida cotidiana e o esporte, vejam a história de Darnold como uma lição para nunca desistir. Mesmo que seja necessário dar passos para trás, tenha em mente seus objetivos e se cerque de pessoas capazes de torná-lo realidade.
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