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Entendendo a NFL: mesmo ricas, franquias não podem torrar dinheiro em salários

Diferente de outras ligas ao redor do mundo, as 32 equipes da National Football League devem respeitar um limite de gastos

Jarda por Jarda|Lucas FerreiraOpens in new window

Joe Burrow, quarterback do Cincinnati Bengals, é o jogador mais bem pago da liga (Reprodução Site/NFL/Ryan Kang)

A NFL cresce em audiência e faturamento a cada ano que passa. A popularização do futebol americano, tanto nacionalmente como internacionalmente, fez com que a principal liga do esporte tivesse uma receita de R$ 425 bilhões nos últimos cinco anos — incluindo o ano da pandemia de Covid-19.

A franquia mais cara da NFL, Dallas Cowboys, é avaliada em mais de R$ 47 bilhões, segundo o site Sportico. Entretanto, isso não significa que o dono do time, Jerry Jones, possa contratar jogadores à vontade e despejar rios de dinheiro em salários.

Em mais uma edição do Entendendo a NFL no Jarda por Jarda, vamos explicar o conceito do Salary Cap (Teto Salarial, em português), que evita que franquias maiores possam concentrar talentos e gastar quanto quiserem em contratações.

Salary Cap

O defensive end Nick Bosa é o jogador mais bem pago da liga que não é quarterback (Reprodução Site/NFL/Ryan Kang)

Salary Cap, ou Teto Salarial, é um mecanismo criado pela NFL em 1994 e ajuda a liga a manter equilíbrio de gastos e esportivos — assim como no Draft, que utiliza a ordem inversa de classificação da temporada anterior para a seleção de jovens promessas.

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O valor máximo do teto salarial permitido é ajustado ano a ano. Para 2024, por exemplo, as franquias podem gastar em contratos e salários US$ 255,4 milhões. Este número é estabelecido diante do percentual de receitas negociadas no CBA (sigla para Acordo Coletivo de Trabalho, em tradução livre) pelas 32 equipes da liga.

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Embora o Salary Cap exista, também há manobras para driblá-lo. Por exemplo, um jogador que assina um contrato de cinco anos de US$ 50 milhões e leva um bônus de assinatura de US$ 30 milhões terá este último valor diluído igualmente pelos anos de contrato, embora o jogador receba o valor no ato.

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Outro mecanismo muito utilizado pelas franquias é a reestruturação dos contratos. Quem ficou muito conhecido por essa manobra foi o New England Patriots com Tom Brady, que tinha seu contrato reestruturado quase que anualmente a fim de manter e adicionar outros talentos para a franquia.

Para as equipes que estouram o teto salarial, a NFL prevê punições financeiras, perda de seleções no Draft e, em casos mais extremos, a extinção de contratos com atletas.

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Piso salarial e dead money

Se falamos do teto salarial, obviamente vamos falar do piso. Em um espaço de quatro anos, as franquias devem ter gasto pelo menos 89% do valor destinado ao Salary Cap. A NFL, no geral, deve alcançar 95% do cap no mesmo período. Isto faz com que parte dos ganhos da liga terminem, efetivamente, na mão dos jogadores — os grandes artistas do esporte.

Já o dead money (dinheiro morto, em tradução livre) é o dinheiro garantido que um jogador recebe em um contrato. Mesmo que o atleta seja trocado ou dispensado, a franquia deve continuar pagando aquele valor ao atleta, sendo estes números contabilizados no teto salarial da equipe.





Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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