Davi Belfort troca de universidade mais uma vez, em decisão que não tem meio-termo
Filho de Vitor Belfort, lenda do MMA, quarterback brasileiro anunciou nesta semana a transferência de UCF para James Madison

O quarterback brasileiro Davi Belfort anunciou no início desta semana que deixou a equipe da universidade de UCF, os Knights, em transferência para James Madison, para jogar pelos Dukes. Com essa decisão, o filho de Vitor Belfort defenderá a terceira escola em três anos de ensino superior.
A escolha de Davi, assim como quando saiu de Virginia Tech Hokies, é uma busca por mais tempo em campo — nos Hokies, o brasileiro não teve sequer 1 minuto em campo. Já nos Knights, o filho do lendário lutador de MMA jogou em seis partidas, completando quatro de seis passes tentados para 53 jardas e uma interceptação.
O ponto alto de Davi com a camisa de UCF foi uma corrida para touchdown na partida contra West Virginia Mountaineers, em confronto no qual os Knights atropelaram os adversários.
Mas assim como nos Hokies, Davi não teve muita oportunidade para se desenvolver nos Knights. Obviamente, treinando todos os dias em universidades da elite do futebol americano universitário, é impossível não aprender algo novo, mas só são lembrados aqueles vistos.
Pensando nisso, Davi fez as malas e decolou para um novo desafio, agora na universidade de James Madison, que inclusive chegou aos playoffs do futebol americano universitário nesta temporada.
Os mais desavisados vão pensar que o quarterback brasileiro acertou em cheio ao deixar UCF para jogar por uma equipe que foi à pós-temporada do College Football, certo? Então, a resposta é bem mais complexa que isso e é preciso entender a dinâmica do esporte universitário para calcular os riscos.
A elite do futebol americano é composta por mais de cem universidades, divididas em conferências. Dentro destas conferências há uma subdivisão de importância histórica e, consequentemente, de força: a Power Four (ACC, Big Ten, Big 12 e SEC) e o Group of 5 (American, CUSA, MAC, MW e SBC).
As universidades da Power Four tem maior visibilidade, maior estrutura e, obviamente, é onde costumam estar os melhores prospectos. O Group of 5, por sua vez, corre por fora nessa disputa contra os maiores programas esportivos.
Virginia Tech e UCF fazem parte da ACC e Big 12, respectivamente, enquanto James Madison joga na SBC. Na lógica, Davi está indo para uma escola com menos atenção e então se afastando de uma chance de título nacional, certo? Na teoria, sim, mas, na prática, não.
Em 2025, James Madison venceu a final da SBC e garantiu uma vaga automática nos playoffs do futebol americano universitário por ser uma das cinco campeãs de conferência mais bem ranqueadas. Virginia Tech e UCF, apesar de mais conhecidas, sequer ficaram entre as 25 universidades ranqueadas pela Associated Press (já expliquei em outras colunas como funciona a classificação do College, mas prometo um texto só disso em breve).
Ou seja, Davi vai para uma universidade menor, em um programa menos famoso do futebol americano universitário, mas pode ser que James Madison na próxima temporada tenha sorte de chegar aos playoffs de novo. E se o brasileiro estiver em campo liderando o ataque da equipe, é certeza de que ao menos um jogo com transmissão todo os Estados Unidos terá foco e destaque nele.
No fim, é difícil dizer se a decisão do Davi foi boa. O que podemos cravar é que ele vai para um programa menor, mas se o trabalho for bem feito, isto pode ser um trampolim para uma nova universidade em 2027 ou até mesmo para colocar seu nome nas discussões sobre um possível Draft.
A questão é: não existe meio-termo. Ou Davi acertou na mosca, ou ele acabou com as chances de um dia jogar na NFL.
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