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Vinicius Júnior roubou a festa de Neymar. Ele e o futebol coletivo, pragmático imposto por Ancelotti. 3 a 0 contra a Escócia. Seleção vai para o mata-mata

Tático. Tratou de marcar sob pressão os escoceses. A Seleção trocou a exibição pela efetividade. Vinicius Júnior fez dois gols. Chegou a quatro na Copa. Neymar finalmente entrou em campo, aos 30 minutos do segundo tempo

Cosme Rímoli|Do R7

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Vinicius Junior marcou 1 a 0 logo aos seis minutos do primeiro tempo. Rayan roubou a bola de Robertson e deixou o atacante livre Reuters/Paul Childs

Miami, Estados Unidos.

O Brasil venceu, sem a menor dificuldade, a Escócia.


3 a 0 foi até muito pouco diante da fraqueza do time europeu.

A chave da vitória foi coletiva.


E se deve a Carlo Ancelotti, que fez da marcação rígida na saída de bola. Os primeiros dois gols da Seleção, de Vinicius Júnior, oportunista, confiante. O terceiro foi consequência da partida definida. Matheus Cunha marcou.

Agora vai enfrentar o segundo colocado do grupo F. Japão e Suécia são os mais prováveis. Holanda ‘corre por fora’.


Neymar entrou aos 30 minutos do segundo tempo. Ficou adiantado no lugar de Matheus Cunha. Pouco fez. A não ser dar um chute fraco, que Gunn não teve trabalho em defender.

Ancelotti foi pelo caminho mais pragmático. Colocou Rayan no lugar de Raphinha, suspenso. A escolha foi para manter o esquema tático, já que pela 15º vez ele colocava em campo um time diferente.


A ordem era a mesma contra o Haiti. Atuar com quatro jogadores mais ofensivos, pressionando a saída de bola escocesa. Ancelotti estudou muito o time europeu e sabia das enormes deficiências técnicas.

O treinador italiano sabeia da necessidade, teórica, de um placar elástico para ficar com a primeira colocação no grupo C. O medo era Marrocos, com o mesmo número de pontos, massacrar o Haiti.

E tudo foi mais rápido do que o mais otimista dos torcedores poderia esperar.

Logo aos seis minutos, Rayan roubou a bola de Robertson e a passou para Vinicius Júnior livre, diante do desesperado goleiro Gunn. O brasileiro driblou o goleiro e empurrou para as redes.

O gol foi de Ancelotti. Ele cansou de ensaiar essa marcação alta, forte, sufocante.

O gol deu mais confiança, tirou a pressão do time. E firmava Vinicius Júnior como o grande atacante, o mais efetivo, o mais letal da Seleção Brasileira.

Trouxe à tona o nervosismo escocês. A insegurança crescia a cada saída de bola. O Brasil trocava passes, Paquetá, deu ótimos lançamentos contra o Haiti, era marcado individualmente. O que forçava a troca de passes, que servia como tortura chinesa para para os escoceses. E diminuia a emoção da partida.

Estava faltando para o Brasil a ação dos laterais, já que a Seleção centralizava a partida. Danilo e Douglas Santos se mostravam tímidos demais.

Aos 24 minutos, Vinicius Júnior roubou a bola legalmente de Endry. E marcou o gol legal. Mas o VAR interferiu de maneira absurda. Enganou o árbitro mexicano Cesar Ramos, que anulou.

O Brasil sentiu emocionalmente o gol anulado. A Escócia ganhou um gás e adiantou seu time. Mas faltava talento para dribles, imaginação, ousadia. Seus jogadores eram muito fortes fisicamente, mas fracos tecnicamente.

Aos poucos, a Seleção recolocou os nervos no lugar. E retomou o domínio do jogo. A pressão pela saída de bola seguiu dando resultado.

E aos 48 minutos, Matheus Cunha e Danilo pressionaram a saída de bola e ela sobrou para Bruno Guimarães cruzar, o goleiro Gunn falhar, passar pela. Vinicius Júnior cabeceou para as redes. 2 a 0, Brasil.

Ancelotti, satisfeito, não trocou ninguém no intervalo. Ele sabia que a equipe em campo tinha o domínio da partida. Já tinha conseguido a vitória. Até pela fraqueza escocesa.

No segundo tempo, desde os seis minutos, a torcida, percebendo o ritmo lento que o Brasil imprimia, tratou de pedir, em coro, Neymar.

Mas o pragmatismo do time de Ancelotti continuava. E, marcando a saída de bola, outra vez, foi Casemiro quem lançou para Bruno Guimarães, que invadiu a área, chamou a atenção da zaga e rolou para Matheus Cunha marcar e agradecer por tanta bondade.

3 a 0 Brasil, aos 14 minutos.

A partida estava resolvida.

O grande enigma era quando Neymar entraria. O estádio o pediu, insistiu. E ele entrou aos 30 minutos. Mas improdutivo.

A Escócia lutou, mas não conseguiu sequer fazer seu ‘gol de honra’.

Vinicius Júnior roubou a festa de Neymar.

Mas o grande responsável pela vitória foi Ancelotti...

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