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Por que Neymar não respondeu a Lula, que o chamou de jogador home office? Por pacto exigido pela CBF. Não misturar política e Copa, em um país dividido

O ídolo midiático até agora não respondeu à provocação do presidente, que o chamou de jogador ‘home office’, que trabalha sem entrar em campo. A ordem do presidente Samir Xaud é pela neutralidade

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Neymar não quis responder a Lula. Poderia ter usado suas redes sociais, com mais de 282 milhões de seguidores Divulgação/CBF

Miami, Estados Unidos

“Eu vi uma coisa ontem, que o Neymar é o primeiro convocado home office do mundo.”


O ataque direto do presidente do Brasil, Lula, ao principal jogador da Seleção foi feito há três dias, em Minas Gerais.

Ele quis dizer que o camisa 10 da Seleção só treina. E não entra em campo.


E não houve resposta de Neymar.

Ele poderia usar suas redes sociais e se defender; seu poder midiático é enorme, com mais de 282 milhões de seguidores.


Não precisaria esperar sua coletiva de imprensa.

Mas ele preferiu o silêncio até agora.


O motivo é o pacto pedido pela direção da CBF, para que os jogadores não se posicionem durante a Copa do Mundo.

Depois, podem fazer o que quiserem.

Até campanha.

É nítido que o Brasil está dividido politicamente e, se os atletas escolhem direita ou esquerda, haveria represália do lado desprezado.

Os atletas aceitaram, sabendo que 2026 é um ano eleitoral. E estão cumprindo o acordo.

Embora se saiba que alguns já escolheram a sua vertente política predileta.

O ataque de Lula a Neymar entra neste contexto.

O presidente sabe que o jogador não estará ao seu lado na eleição deste ano.

A única exceção só acontecerá se o Brasil conquistar o hexacampeonato.

Por tradição, a CBF não tem como se negar a levar o time até Brasília.

Mas pode haver deserções.

Como as prometidas por Tite.

Se o Brasil vencesse a Copa de 2018 ou a de 2022, ele não iria para o Planalto junto com a delegação.

Para que a Seleção não virasse trunfo político para o presidente que fosse.

Neymar deve jogar na quarta-feira, aqui em Miami.

Se ele quiser, terá todos os microfones e câmeras à sua disposição.

Antes ou depois da partida contra a Escócia.

A esperança da presidência da CBF é que não revide o ataque de Lula.

Mas todos conhecem sua personalidade forte quando provocado, quando atacado...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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