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Palmeiras levou vantagem na troca entre Roger Guedes e Marcos Rocha

Lateral direita era o ponto fraco do milionário time montado pela Crefisa

Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

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Marcos Rocha, Palmeiras,
Marcos Rocha, Palmeiras, Divulgação/Palmeiras

Dois jogadores com personalidade forte e que não aceitam desaforo. 

Duas diretorias comemorando.


As cúpulas do Palmeiras e do Atlético Mineiro têm a mesma reação. 

Acreditam que levaram vantagem uma sobre a outra na troca efetivada hoje.


Marcos Rocha jogará 2018 no Palestra Itália. E Roger Guedes frequentará a Cidade do Galo. 

A iniciativa partiu de Roger, novo treinador do Palmeiras. Foi ele quem insistiu com Alexandre Mattos. Depois de analisar inúmeros jogos do Palmeiras em 2017, ele ficou com a impressão que torcedores e conselheiros já tinham há muito tempo. O time milionário, montado com o auxílio dos milhões da Crefisa, se ressentia de poder pelas laterais do campo. 


Se Diogo Barbosa chegou a peso de ouro para assumir a lateral esquerda, a direita não poderia viver de Fabiano, Mayke e Jean. Roger queria um jogador importante no apoio, com recurso para marcar e, principalmente, personalidade para suportar a pressão, pela obrigação da conquista da Libertadores. Não há porque se enganar. A cobrança será até mais forte do que em 2017, diante dos reforços como Lucas Lima, Weverton, Diogo Barbosa e, talvez, Gustavo Scarpa. Meia que o Palmeiras finge ter desistido. Como fez com Borja.

Roger teve uma passagem frustrada pelo Atlético Mineiro, no começo do ano. Mas ficou com a certeza de que Marcos Rocha é um lateral com o perfil que deseja no Palmeira. E ele insistiu com Mattos pela contratação.


Roger Machado queria Marcos Rocha
Roger Machado queria Marcos Rocha

Oswaldo de Oliveira soube e tratou de pedir para o novo presidente atleticano, Sérgio Sette Câmara, agir. E propor troca para o grande elenco palmeirense. A relação entre as duas diretorias é ótima. Arouca e Erik já foram emprestados por Mauricio Galiotte. Oswaldinho queria Roger Guedes e João Pedro por Marcos Rocha. 

O Palmeiras ofereceu apenas Roger Guedes. O atacante é considerado a maior frustração de Galiotte. O jogador de 21 anos passou a não treinar com empenho desde que o Palmeiras recusou uma proposta para negociá-lo com a Itália. Para piorar de vez as coisas, ele peitou Felipe Melo, o líder do elenco. E acabou marginalizado. Sem espaço, sem estímulo, desconfortável no Palestra Itália.

Roger Guedes, banido por Felipe Melo
Roger Guedes, banido por Felipe Melo

Suas atuações em 2017 foram péssimas, terríveis, se comparadas ao ótimo futebol de 2016. Mesmo por baixo, ele se recusou a ir para o Fluminense, como parte do pagamento de Gustavo Scarpa. Tinha medo de não receber salários no Rio.

Já Marcos Rocha estava buscando novos caminhos. Ele surgiu como jogador no Atlético Mineiro. Jogou emprestado no Uberlândia, CRB e Ponte Preta. Desde 2012 assumiu a posição de titular. Teve ótimo desempenho na histórica campanha do time, campeão da Libertadores, em 2013. 

Aos 29 anos, o lateral não mostrava a mesma vibração, a mesma intensidade, de quatro anos atrás. Mas continua sendo muito melhor do que qualquer jogador que o Palmeiras tem para a posição.

É inegável que o momento do lateral é melhor do que o do atacante. Nesse primeiro instante, a vantagem no troca-troca é palmeirense.

Mas o potencial de Roger Guedes não pode ser desprezado.

A confirmação da negociação por empréstimo foi feita hoje. 

Por trás das comemorações das duas diretorias, há duas certezas.

Marcos Rocha não quer voltar ao Atlético Mineiro.

Considera que ficou tempo demais por lá.

E Roger Guedes não quer nem pensar em atuar no Palmeiras.

Não enquanto Felipe Melo estiver comandando o elenco...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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