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Palmeiras e Santos semifinalistas. O favorito e o franco atirador

A milionária equipe palmeirense fez o que quis com o Novorizontino. 5 a 0 foi pouco. E o confuso time de Jair Ventura suou sangue contra o Botafogo

Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

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O Palmeiras mostrou a força dos talentos individuais priorizando o time
O Palmeiras mostrou a força dos talentos individuais priorizando o time

Palmeiras e Santos só não farão a semifinal do Paulista se o Bragantino perder para o Corinthians por um gol de diferença. E vencer na cobrança de pênaltis. Caso essa hipótese aconteça, o time de Bragança pegará os palmeirenses. Se houver um vencedor amanhã nos 90 minutos, em Itaquera, enfrentará o São Paulo. A equipe do Morumbi não terá o Palmeiras de jeito algum pela frente na próxima etapa do Paulista.

E os times de Roger Machado e de Jair Ventura chegaram às semifinais de maneira muito diferente. E com perspectivas opostas. O Palmeiras é o líder geral da competição e favorito à conquista do título. O Santos, apenas franco atirador.


O que deu essa convicção foram as quartas de final. A equipe milionária montada com as dezenas de milhões de reais vindas das arquibancadas da moderna arena, e do maior patrocínio da América do Sul, despachou o bom Novorizontino. Depois de ganhar por 3 a 0 no interior,foi além hoje, na capital. Jogando com muita seriedade e sede de conquista, o time fez 5 a 0. Mas se vencesse por 8, 9 a 0 não seria exagero.

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O time está ganhando entrosamento e um fortíssimo conjunto ofensivo. Com jogadores talentosos servindo ao coletivo. Atacando, mas também recompondo, preenchendo as intermediárias. Com laterais ofensivos, participativos e que também têm se desdobrado na marcação. Que conta com excelentes goleiros. O ponto fraco segue sendo as bolas aéreas, com indecisão de seus zagueiros. Esse é o seu grande pecado.


O jogo de volta contra o Novorizontino mostrou uma equipe vibrante, inconformada em se classificar apenas se aproveitando do que conseguiu fazer em Novo Horizonte. Os 3 a 0 foram esquecidos. Roger Machado fez seu time focar em se desdobrar para se impor como time grande diante fazia antigamente. 

A vitória esmagadora nasceu nesta inquietação. Os jogadores queriam se impor. Sabiam que não havia comparação entre o potencial individual de um time e outro. Mas a dedicação com que cada atleta se entregou ao plano tático definido por Roger Machado, foi impressionante. Marcação na saída de bola. E ao recuperar a posse, troca de passes, triangulações, ataques em bloco, incessantes. 


O Novorizontino tentava se defender. E tem um grande mérito. O time de Doriva não apelou para a violência. Buscou jogar futebol. Mesmo sendo superado, lutou muito. Mas de forma leal.

No primeiro tempo, o Palmeiras já vencia por 4 a 0. Bruno Henrique, Keno, Willian, Dudu marcaram, depois de articulações coletivas. Nada foi por acaso. Muito pelo contrário. O time demonstrava estar bem treinada. E que começava a ganhar entrosamento. Unir forças.


Na segunda etapa, o time voltou querendo mais. Só que com o ritmo mais cadenciado. Não havia a menor necessiade do frênesi dos primeiros 45 minutos. Ficou ainda mais fácil, com a expulsão infantil de Jonatan Lima, aos 18 minutos, acertando as costas de Keno, em uma dividida, com o pé no alto. 

Dono de 71% de posse de bola, o time de Roger Machado teve um pênalti, no veloz, ágil e muito útil Keno. Felipe Melo caprichou na pose e desperdiçou. Não fez falta, o garoto Papagaio compensou, marcando seu primeiro gol como profissional. 5 a 0 ficou de ótimo tamanho.

E empolgado, espera a definição do seu adversário da semifinal.

Empolgação é o que, de novo, faltou no Santos. Em 180 minutos de duelo com o Botafogo de Ribeirão Preto, o time foi incapaz de marcar sequer um gol. Foram dois 0 a 0. Pior do que isso. Na Vila Belmiro, o que se viu foi uma equipe confusa. Com enorme dificuldade para criar jogadas ofensivas. 

Gabigol em um dos seus momentos de desespero. A bola não chega até ele
Gabigol em um dos seus momentos de desespero. A bola não chega até ele

Não é por acaso que Jair Ventura está implorando a contratação de dois meias. Seu time é fraco, previsível, sem criatividade, constância. A ponto de Gabigol se impacientar, cansar de esperar a bola chegar na frente. E precisar vir buscá-la na intermediária. O talentoso garoto Rodrygo não teve essa atitude e virou figura decorativa na Vila Belmiro.

Jean Mota já é inseguro, inconstante. E com a torcida santista o pressionando, seu futebol some. Leo Cittadini se desdobra, mas segue sozinho. Alison é aquele volante dos anos 90, que só marca. Daniel Guedes é muito melhor marcando do que na frente. E Dodô continua confuso, afobado, desperdiçando a habilidade que possui.

Sasha luta, luta, luta. E pouco produz. Desse jeito fica mesmo quase impossível marcar. O Santos não levou sério perigo ao Botafogo. O time muito bem organizado por Léo Condé, não tinha grande ambição. A não ser empatar e decidir a vaga na sorte, nos pênaltis.

E eles vieram.

Mas os cobradores do Botafogo se intimidaram diante de Vanderlei. Cobraram três pênaltis para fora. Só Jheimy marcou. Bruno Moraes, Willian Oliveira e Dodô desperdiçaram. Do lado santista, Vitor Bueno e Lucas Veríssimo perderam. Gabigol, Diogo Vitor e Arthur Gomes 3 a 1. 

Até a torcida santista está apreensiva.

Sabe que o time está longe de estar pronto.

Ao contrário dos palmeirenses, um poço de confiança.

E eles tem grande chance de se enfrentarem na semifinal...

O Palmeiras é o time de melhor futebol neste Campeonato Paulista
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