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Neymar resignado. A Seleção está muito bem montada sem ele. Seguirá na reserva contra o Japão

Pela primeira vez como reserva na carreira, Neymar tem surpreendido pela tranquilidade. Embora seja sua última Copa do Mundo, sabe que não tem nem condições físicas de jogar 90 minutos. E sabe: o time de Ancelotti está montado e jogando bem. Matheus Cunha será titular de novo contra o Japão

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Neymar segue cada vez mais animado. Os 14 minutos que jogou contra a Escócia o emocionaram. Mas ele sabe que Ancelotti tem o time preparado e jogando bem. Sem ele Rafael Ribeiro/CBF

New Jersey, Estados Unidos

Havia uma grande preocupação antes da Copa do Mundo.


Neymar aceitaria ser reserva?

Tive a chance e perguntei a Carlo Ancelotti, na convocação da Seleção.


“Você tem certeza que ele aceitará a reserva, já que nunca ficou no banco durante sua carreira?”

O técnico italiano foi transparente.


“Escolhemos Neymar não porque pensamos que vai ser um bom reserva, mas porque pode agregar com suas qualidades à equipe.”

“Que jogue um minuto, cinco minutos, que não jogue, que jogue 90 minutos, que cobre pênaltis. Ele nos ajudará muito na Copa.”


Ancelotti tem representatividade mundial e personalidade, para deixar Neymar no banco, sem criar clima algum.

Neymar segue sorridente. Todos os dias é o único jogador a dar bom dia olhando para os repórteres, não esconde que já estar aqui, nos Estados Unidos, foi uma grande conquista especial.

O motivo que Neymar não está nos planos para ser titular contra o Japão é básico.

Ancelotti encontrou seu time para jogar o restante do Mundial. Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá; Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.

O Brasil contra o Japão terá muita movimentação, intensidade, velocidade. Neymar não tem problemas médicos, mas se ressente do ritmo de jogo. E a Seleção não se pode dar ao luxo de oferecer a ele minutagem, na partida eliminatória, em Houston.

A força física de Rayan, Matheus Cunha e Vinicius Júnior, mais Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá travando a saída de bola dos rivais tem sido importantíssima para o Brasil.

Dos quatro gols que a Seleção marcou, três foram na chamada ‘high press’, pressão alta.

Neymar não tem condições de participar efetivamente do ritmo que Ancelotti impõe. Daí aceitar, e entender, que participará da partida contra o Japão, nos últimos minutos, se o Brasil tiver vantagem.

Não será absurdo se Neymar não entrar. Ancelotti é absolutamente pragmático. Ele não colocaria em risco a chance de levar o Brasil às quartas para agradar o seu camisa dez.

Até porque se o jogo terminar empatado, há prorrogação. E a Copa de 2026 não permite uma seleção atuar com um atleta muito abaixo do ritmo dos adversários.

Há uma certeza absoluta.

Se a partida e a prorrogação estiverem empatadas, Neymar será um cobrador de pênaltis.

E não fará sua vontade, como em 2022, quando ficou por último, diante da Croácia. E nem chegou a bater, com o Brasil eliminado.

Será o primeiro.

Muita coisa mudou na Seleção Brasileira com a entrada de Ancelotti.

Não há comparação com os privilégios que Neymar tinha com Tite.

Aos 34 anos, ele já entendeu.

E não se rebelará com a reserva.

Como muitos temiam...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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