Neymar foi o grande fiasco na derrota do PSG para o Liverpool
O brasileiro nada rendeu como meia. Apático, sem movimentação, passivo diante da forte marcação inglesa. Triste recomeço do jogador na Champions
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil
Se Neymar esperava usar a partida contra o Liverpool como seu cartão de visita para a Champions League 2018/2019, a temporada promete ser assustadora.
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Ele esteve invisível, apagado, apático, facilmente marcado. Está cada vez mais evidente que ele não é o armador, o homem dos neurônios na intermediária, que o treinador alemão Thomas Tuchel pensa ser.
O brasileiro foi o grande fiasco em um jogo sensacional, vencido pelo Liverpool por 3 a 2. O placar foi apertado por pura precipitação do time inglês. Os comandados de Jurgen Klopp mereciam golear o time francês. Os gols desperdiçados as tabelas precipitadas, forçadas tinham razão de ser. Uma fraca atuação do seu grande jogador, Salah.
Mas ele não chegou nem aos pés de Neymar.
O brasileiro parecia estar com sono. Ou revoltado pelo argentino Di Maria ocupar a faixa esquerda do ataque, que ele tanto gosta e está acostumado a atuar desde que era menino no Santos. Dos inúmeros treinadores que teve, nenhum deles o enxergou como o articulador, o grande elo entre o meio de campo e o ataque. O 'ritmista', como gosta de repetir, Tite.
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Neymar foi presa fácil. Foi mais um dos jogadores do PSG engolidos pela pressão, pela fome de vitória dos britânicos. Klopp colocou seu tme para marcar sob pressão os franceses. Como se estivesse enfrentando uma equipe pequena. O que combinou com a falta de coragem de Tuchel. O alemão que ganhou respeito no Borussia, apostou nos contragolpes em velocidade.
Mas não havia espaço.
Se alguém queria ver Neymar, acabou aplaudindo Aréola. O goleiro fez excelentes defesas do inicio ao final do jogo. Deu grande sorte pela péssima partida de Salah.
Mas em compensação, viu Thiago Silva falhar infantilmente no primeiro gol do Liverpool. Ele errou o tempo da bola cruzada na área. Sturridge cabeceou livre e marcou 1 a 0, aos 30 minutos da etapa inicial. Os ingleses abriram 2 a 0, depois de um pênalti infantil de Bernat em Wijnaldum. Milner cobrou e marcou sua décima penalidade seguida, 2 a 0, aos 34 minutos.
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Enquanto isso, Neymar era uma figura decorativa no meio de campo.
O PSG descontou em um gol que deve ser dividido com a cúpula da UEFA. Se houvesse o VAR, o impedimento de Cavani, no gol de Meuner seria facilmente detectável. E anulado. Como o árbitro de vídeo não existe na Champions, 2 a 1, aos 39 minutos. Placar injusto demais com os ingleses.
No segundo tempo, o panorama não mudou. Só que a falta de objetividade do Liverpool foi imperdoável. A falta de visão de seus jogadores, trocando bola na entrada da área do encolhido Liverpool, custaria caro. Demois de não consegur matar o jogo, o time de Klopp abriu espaço para contragolpes.
E tomou o empate graças à uma bola perdida pelo irreconhecível Salah e que caiu no pé de Neymar para dividir com a zaga. Ela sobrou para Mbappé livre, bater sem chance para Alisson, aos 37 minutos do segundo tempo.
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Mas os deuses do futebol gostam, de vez em quando, de serem justos.
E aos 46 minutos, Firmino recebeu a bola, que chegou aos seus pés depois de erro de Mbappé. E o atacante que começou na reserva por causa do seu problema no olho esquerdo, partiu para cima de Marquinho.
Deu um drible sensacional. E bateu forte, marcando 3 a 2 para o Liverpool.
Na vitória mais do que justa, o incômodo para Tite e para os brasileiros foi a péssima atuação de Neymar.
Um fiasco como meia.
Ele precisa conversar seu treinador e voltar a ser atacante.
Caso contrário quem vai perder é o próprio PSG.
Jogou grande parte da grande partida com um a menos.
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Neymar estava perdido.
O que é pior.
Não reagia.
Sem iniciativa, de costas para os marcadores.
Improdutivo.
Ele que tenha a coragem de assumir.
Não nasceu para pensar o jogo.

Mas para decidir a partida com a bola no ataque.
O que já é excelente.
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Que a situação seja resolvida o mais rápido possível.
Para o bem de Neymar.
E, principalmente, da Seleção Brasileira.
Porque ele irá acabar convendo Tite a colocá-lo na meia.
Já que o treinador da Seleção faz tudo o que ele quer...
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