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Japão? Holanda? Não, o medo do Brasil é perder o bunker de New Jersey. ‘Não queremos ter de jogar no México e sair daqui’, diz, ao blog, Rodrigo Caetano

O coordenador da Seleção Brasileira é direto sobre a necessidade da vitória, contra a Escócia. E ficar em primeiro lugar no grupo, na frente do Marrocos. Para seguir com a concentração impenetrável de New Jersey

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Neymar e Casemiro chegando. Tratamento especial e controle absoluto de tudo que acontece no hotel The Ridge Divulgação/CBF

New Jersey, Estados Unidos.

Vencer a Escócia por um placar importante.


E ficar na frente de Marrocos, terminar em primeiro no grupo C.

Essa não é apenas uma missão esportiva da Seleção.


O Brasil precisa terminar na liderança por uma questão de logística.

O blog perguntou direto ao responsável pela escolha do luxuoso, e isolado, hotel The Ridge, em Morristown, em New Jersey, o coordenador de futebol da CBF, Rodrigo Caetano.


O quanto o Brasil perde em logística se ficar em segundo lugar no grupo?

“Perdemos algo muito importante. A nossa instalação aqui em New Jersey foi escolhida com todo o cuidado. Para responder às necessidades da Seleção. Estamos muito bem instalados.


Se o Brasil ficar em segundo lugar, terá de jogar em Monterrey, no México. E vai ficar trocando de cidades, de acordo com o nosso avanço na Copa. Jogaríamos do outro lado dos Estados Unidos.

Não haveria o menor sentido seguir com a concentração aqui e jogarmos longe. Não voltaríamos. Iríamos deixar para trás esse lugar onde temos tudo o que precisamos. (Rodrigo também se refere ao blindado CT do Red Bulls New York, próximo ao The Ridge.)

Já o primeiro lugar nos permitiria o contrário. Seguir aqui, onde os atletas e a comissão técnica se sentem muito bem.

Os deslocamentos para os jogos não seriam tão desgastantes. Por exemplo, a primeira partida eliminatória, nestas condições, seria em Houston. (Três horas e meia de voo.)

Muito melhor em todos os sentidos. Com o time vencendo, voltaria para cá para as oitavas e até, se Deus quiser, para a final, no estádio em New Jersey."

Carlo Ancelotti e os atletas sabem da situação. E além da vitória em si, vão jogar pelo direito ao sossego de New Jersey.

“Assim que saiu o sorteio para a Copa do Mundo, escolhemos esse hotel como lugar de concentração. Foi algo estudado, com muita antecipação. E aqui nos atende plenamente”, completa Rodrigo Caetano.

Os detalhes da concentraçao.

Nadda menos do que 171 quartos, com diárias até de R$ 2,2 mil. Há 29 salas de reuniões.

Anfiteatro de 84 lugares, onde Ancelotti detalha os esquemas táticos dos adversários e mostra o que quer em campo da Seleção.

O isolamento é total da Seleção Brasileira. Nada de torcedores perto. Ancelotti exigiu e conseguiu paz total para seus jogadores Divulgação/The Ridge Hotel

Para o hotel foram levados aparelhamentos modernos para recuperação dos atletas. Além de uma academia. Com direito a enorme piscina aquecida.

Além disso, policiais cercam a área do hotel.

Ninguém se aproxima mais de 100 metros.

E a polícia local não permite a aglomeração de torcedores.

O hotel é um verdadeiro bunker, lugar absolutamente blindado, inacessível às pessoas que não sejam da Seleção Brasileira ou jornalistas, nos horários de coletivas.

A concentração está reservada para a semana após a final da Copa do Mundo, com a esperança de que o Brasil chegue até lá.

Para isso, é fundamental ser a primeira do grupo C.

Lembrando que os custos do hotel Ridge são todos da CBF.

A Fifa deu R$ 11 milhões para os selecionados gastarem com suas instalações antes da Copa.

A CBF usou esse dinheiro no The Ridge.

“Não queremos sair daqui, de jeito nenhum”, reafirma Rodrigo Caetano...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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