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Exclusivo. Ronaldinho foi a estrela do Atlético porque Adriano não quis

Kalil revela que tentou Adriano antes de Ronaldinho Gaúcho

Cosme Rímoli|Cosme Rímoli

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"Kalil, Kalil, Kalil."

Antes das principais partidas do Atlético Mineiro, a situação se repete. Depois de os fervorosos torcedores gritarem o nome dos jogadores, reverenciam Alexandre Kalil. A cena é raríssima neste país, um dirigente ser saudado pela torcida. É uma retribuição aos 29 torneios que o clube conquistou nos seis anos de mandato como presidente.


No dia 30 de novembro de 2014, ele se despediu do cargo dando uma volta olímpica no estádio Independência. Foi aplaudido de pé pela torcida.

Chorou. 


Por sua personalidade forte, foi escolhido como presidente da Primeira Liga. Rara tentativa de os clubes brasileiros organizarem um campeonato sem dar satisfação à CBF. Mas Kalil acabou incomodando, chamando tanta a atenção que acabou despertando inveja nos comandantes dos clubes que estavam na competição. Principalmente o do Flamengo e o do Cruzeiro.

Kalil não quis briga. Abandonou o cargo. Mas o falecido candidato à presidência Eduardo Campos percebeu a força eleitoral de Kalil. O convenceu a participar da política brasileira. Só que Campos faleceu, em seguida. Chocado, desistiu de sair candidato a deputado federal pelo PSB. O sonho arrefeceu por uns tempos. 


Até que pesquisas eleitorais para a prefeitura de Belo Horizonte mostravam. Seu nome era mais do que viável. Decidiu se candidatar pelo PHS. Foi eleito em 2016, com 52,98% dos votos no segundo turno, quando enfrentou o ex-jogador João Leite.

Depois de um ano de governo, em agosto, tinha 64% de aprovação. E em novembro, o Instituto CP2, apontou incríveis 81% de aprovação. A pesquisa foi encomendada por seu partido, PHS, que o queria como candidato a governador, já este ano. Mas Kalil recusou.


Sua popularidade não passou em vão. 

O prefeito almoçou duas vezes com Lula, em Belo Horizonte, a convite do governador Pimentel e depois pelo ex-ministro do Turismo, Walfrido Mares Guia. 

Foi no seu concorrido gabinete, na prefeitura de Belo Horizonte, que o homem que já recebeu visitas de Bolsonaro a Temer, que Kalil atendeu, com exclusividade o R7.

E fez várias revelações.

A entrevista foi filmada e gerou seis vídeos.

As declarações foram tão significativas que os vídeos serão publicados, um a cada dia.

No de hoje, Kalil faz uma revelação importantíssima. 

Que Ronaldinho Gaúcho virou o herói da Libertadores por acaso.

Era outro o jogador que vestiria a camisa 10 do Atlético Mineiro, em 2013.

Ele queria resgatar outra estrela do futebol brasileiro. Porque seu clube precisava de um grande ídolo internacional para servir de escudo para o time, para Cuca. E trazer mais confiança na disputa do título mais desejado.

Foi até a casa desta estrela, em um condomínio fechado, no Rio de Janeiro. Chegou acompanhado de Guilherme, ex-jogador e muito amigo deste atacante. 

Adriano.

Tudo que foi oferecido depois a Ronaldinho Gaúcho, havia sido ofertado a Adriano. Só que ele não quis. Só aí, Kalil optou por seu grande acerto na Libertadores de 2013. 

Diante do sucesso de Ronaldinho, Adriano decidiu voltar atrás e tentar jogar no Atlético Mineiro, em 2014.

Mas foi a vez de Kalil dizer não.

Na sua visão, só conseguiria recuperar uma estrela por década.

E o destino quis que fosse Ronaldinho Gaúcho.

O homem que usou a camisa 10.

A que foi recusada por Adriano.

E que conquistasse o inédito torneio.

Kalil jamais havia revelado essa história...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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