Empate frustrante do Brasil ‘de Ancelotti’ na estreia na Copa. Faltou ousadia. Marrocos dominou maior parte do jogo. Por que não Endrick?
Não bastasse a falta de entrosamento do Brasil, diante da ótima seleção marroquina, faltou Ancelotti mexer em jogadores que nada renderam. O maior exemplo foi Raphinha, completamente improdutivo. E jogou 90 minutos
Cosme Rímoli|Do R7

Direto de New Jersey, Estados Unidos
Foi constrangedor.
A grande maioria da torcida no MetLife, em New Jersey ficou estática, calada, ao final do jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo.
O empate em 1 a 1 trouxe enorme decepção.
Sem entrosamento, o time de Ancelotti não funcionou.
Inexplicável foi ele não ter colocado o atacante mais efetivo.
Endrick.
O resultado deixa complicado o grupo C.
Porque Marrocos pode golear o Haiti.
A Escócia fez ‘apenas’ 1 a 0, mas é se tornou líder.
Enfim, o 1 a 1 trouxe enorme desilusão.
Porque o Marrocos foi muito melhor no primeiro tempo.
Sentiu o golpe psicológico, do empate, no gol de Vinicius Júnior.
E cansou.
Mas o Brasil se mostrou completamente impotente no ataque.
Jogo desanimador.
A partida começou exatamente ao inverso que Ancelotti desejava. Não foi a Seleção Brasileira que começou pressionando o Marrocos.
Muito pelo contrário, o time africano confirmou ter a melhor geração da história. Equipe muito bem treinada e com excelente preparo físico. E disposta a fazer história.
Durante os primeiros 30 minutos, o sufoco foi enorme. Gabriel Magalhães estava muito nervoso, Ibãnez deslocado na lateral direita, Casemiro lento, Paquetá sem marcar ou articular os ataques brasileiros. Faltavam neurônios e ousadia no meio-campo.
Raphinha, ao contrário do que faz no Barcelona, onde se movimenta muito, estava fixo, aberto na ponta direita, quase em cima da linha lateral. Para abrir o corredor para Paquetá, que não conseguia chegar à frente, preocupado com a marcação, já que Marrocos se impunha.
Pela organização tática, pela técnica e coragem.
O Brasil sofreu muito, com a troca de passes, infiltrações de Bouaddi, Ounahi e Brahim Diaz.
Marrocos falhava apenas no passe final, no arremate.
O domínio sobre a Seleção era total.
Até que veio o inevitável.
Aos 20 minutos, Paquetá perdeu o domínio da bola. Mazraoui tocou para Brahim Días. O genial toque para Saibari, que aproveitou o espaço dado por Gabriel Magalhães. E Alisson, desesperado, nada pôde fazer.
1 a 0, Marrocos.
A justiça prevalecia.
Não é segredo algum que a atual geração brasileira está longe do ideal. E ainda teve enorme peso a falta de entrosamento.
O Brasil transpirava insegurança.
Até que aos 31 minutos, a bola caiu para Bruno Guimarães. Ele tocou para Vinicius Júnior. Ele juntou velocidade e habilidade.
De forma fulminante cortou El Aynaoui e bateu forte, cruzado, sem chance para Bouno. 1 a 1.
O placar injusto.
Mas o gol teve um efeito devastador na confiança de Marrocos.
No Brasil, Casemiro e Ibãnez além de estarem jogando mal, tomaram cartões amarelos, por faltas duras.
Saíram no intervalo.
Vale destacar que Marrocos deu dez arremates a gol e o Brasil só quatro...
A Seleção com Danilo e Fabinho mostrava mais equilíbrio.
E Marrocos, cansou, diminuiu o ritmo.
A partida ficou equilibrada.
Sentindo o lado emocional começar a pesar para o Brasil, Ancelotti tirou Paquetá e Igor Thiago. Apostou em Luiz Henrique e Matheus Cunha.
O Brasil tentava buscar o domínio do jogo.
Ancelotti percebeu que o Brasil poderia até sonhar com a
virada. Daí, os seus quatro atacantes.
Marrocos mostrava queda assustadora. Não só no lado físico, mas psicológico.
Mas o Brasil não conseguia criar. Seus jogadores seguiam muito longe da área, com as linhas presas, para evitar o ótimo toque de bola africano.
O resultado foi um segundo tempo morno, sem emoções. Era como se os dois times estivessem contentes com o empate.
E estavam.
Estreia frustrante do Brasil.
O reflexo veio no silêncio constrangedor da torcida brasileira aqui no Metlife, em New Jersey.
Não existem milagres no futebol.
Sem uma equipe treinada, entrosada, não há como cobrar resultados.
Tradição não resolve.
Nem insistir com quem não está rendendo, como Casemiro. Ou apostar em Ibañez, desconfortável, na lateral. Ou ainda dar 90 minutos para quem está desaparecido em campo, como Raphinha.
Por que não colocar Endrick, óbvia alteração.
Empate justo e desapontador na estreia do time de Ancelotti.
O italiano vai sentir o outro lado de ser técnico do Brasil.
O das cobranças, das críticas.
Mais do que justas, por tanta falsa esperança, com apenas 12 partidas de preparação da Seleção, para uma Copa do Mundo...
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