Denúncias de assédio contra Caboclo. Acusação de irresponsabilidade financeira a Massis. Eleição no São Paulo começa difamatória, constrangedora
Mal Caboclo lançou oficialmente a sua candidatura pela oposição, à presidência do São Paulo, o ambiente no Morumbi começou a ferver. Os defensores de Massis reúnem as fortes denúncias que tiraram Rogério da presidência da CBF. A oposição reage, apontando a dívida de R$ 2,5 bilhões
Cosme Rímoli|Do R7

São Paulo, Brasil
Bastou o ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo, lançar oficialmente sua candidatura à presidência do São Paulo, e o ambiente no clube ferveu.
O presidente Harry Massis acreditou que teria apoio unânime e poderia se reeleger com ampla vantagem. Por contar com o apoio maciço de seis dos nove grupos políticos do clube.
Até acreditava que a oposição não teria candidato.
Mas Caboclo conseguiu unir os três grupos restantes e também busca os chamados independentes.
A eleição será na primeira quinzena de dezembro.
Serão cerca de 290 conselheiros que definirão o presidente do São Paulo entre 2027 e 2029.
E já começou a ‘guerrilha de mensagens’, como definiu um destes conselheiros ao blog.
As armas de Caboclo e de Massis estão definidas.
E são pesadas.
A situação relembra a constrangedora saída de Rogério Caboclo da presidência da CBF.
27 presidentes de federações assinaram, exigindo o afastamento definitivo do então presidente da CBF, em setembro de 2021.
Uma funcionária tinha provas do assédio moral e sexual do dirigente. Outras duas a denunciaram. Ele foi impedido de trabalhar no futebol até março de 2023.
Cópias do processo que afastou Caboclo estão sendo distribuídas nas mensagens, pedindo que conselheiros não permitam que ele assuma o controle do São Paulo.
Do outro lado, opositores disparam mensagens lembrando que Massis era vice de Julio Casares, que renunciou à presidência do São Paulo, com várias acusações de corrupção.
E usam também o assustador crescimento da dívida, que atingiu nada menos do que R$ 2,4 bilhões.
Nesse vale-tudo eleitoral, a campanha pífia do São Paulo no Brasileiro, oito jogos sem vitória, sem perspectiva de título. O fraco elenco que nem conseguiu sequer disputar a Libertadores, com oito clubes brasileiros classificados. E que cambaleia na Sul-Americana.
A alegação é que votar em Massis é votar em Casares.
Até a idade do atual presidente do São Paulo, 81 anos, é usada como obstáculo.
O São Paulo se encaminha para ter uma das mais difamatórias campanhas eleitorais de sua história.
Constrangedora.
E promete piorar.
Os dois lados seguem recolhendo material e acusações contra os adversários.
Vão usar a imprensa como aliada para a desmoralização.
Em jogo estará não só a reputação de Rogério Caboclo e de Harry Massis.
Mas do gigante São Paulo Futebol Clube...
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