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Cinco motivos que fizeram Vinicius Júnior roubar de Neymar o protagonismo na Seleção. Chegou a hora de repassar a coroa

Não há contestação. Nem de Neymar. Vinicius Júnior é o grande nome nesta Seleção que está aqui nos Estados Unidos. Quatro gols em três jogos. E homem de confiança de Ancelotti para decidir as partidas. “Estou preparado e quero vencer a Copa com a Seleção”

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Neymar sabe que seu sucessor, Vinicius Júnior, virou a maior esperança do Brasil aqui, nos Estados Unidos Sam Navarro/Reuters — 24.06.2026

New Jersey, Estados Unidos.


A comoção foi por Neymar.

Foram meses de tortura, em todos os veículos de comunicação no Brasil.


Ancelotti vai ou não convocá-lo?

O maior ídolo do futebol nacional há 15 anos.


Ele foi chamado, veio para os Estados Unidos.

Só que houve um brasileiro que foi melhor do mundo, conquista que Neymar jamais teve, relegado, esquecido.


Desde 18 de fevereiro de 2019, quando foi convocado pela primeira vez, pelo técnico Tite, o Brasil esperava por essa sucessão.

Mas o melhor do mundo em 2025 não jogava um décimo do que mostrava para o planeta no Real Madrid.

Só que nesta Copa não.

Ele está diferente, protagonista.

Enquanto clamavam por Neymar, ele se impôs.

Quais os motivos que provocaram essa mutação?

Aqui, os cinco principais.

Primeiro: Carlo Ancelotti. O treinador italiano é quem no mundo sabe tirar o melhor do melhor de Vinicius Júnior.

Desde o Real Madrid, ele o vem lapidando. Consertando erros básicos, como nas finalizações, na visão de jogo, dando personalidade para atuar com liberdade na frente.

Sair da ponta esquerda, flutuar para o meio e até para a direita. Tudo é permitido.

Ancelotti articulou o Brasil com a movimentação do Real Madrid, com a qual Vinícius Júnior está mais que acostumado. Se não tem companheiros galácticos, eles ao menos se movimentam como o time espanhol.

É Ancelotti quem o incentiva a finalizar mais ao gol. Não é por acaso que as estatísticas mostram: 66% dos arremates da Seleção. Sem medo de chutar a bola no alto, longe da meta adversária.

O itaiano o fez a maior referência no ataque. Sem qualquer reclamação do grupo. Muito pelo contrário.

Todos se rendem ao seu enorme talento.

Segundo: fim da sombra de Neymar.

Está chegando ao final de carreira do camisa 10 do Brasil. Como acabou a de Romário. Ronaldo Fenômeno. O tempo é cruel com todos. E o de Neymar, como jogador da Seleção, está acabando.

Vinicius Júnior acompanhou calado Tite, Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior colocarem Neymar em um patamar muito acima de todos na Seleção.

Dorival, que jamais pôde contar com o veterano atleta, declarou: seu esquema tático partiria de Neymar.

As lesões seguidas, a ausência de quase três anos da Seleção e as fracas partidas que fez no Santos denunciaram. Os 34 anos e a vida desregrada fora do campo cobraram sua dívida.

Sem Neymar, havia uma lacuna a ser coberta. E foi exatamente o que Vinicius Júnior fez.

Sua causa nobre, a briga contra o racismo, já trouxe os holotes. Eles ficaram de vez com o troféu de melhor do mundo.

Neymar deixou de ser sombra.

Porque Vinicius Júnior ficou mais importante que Neymar.

A terceira está ainda na causa racial. Ele enfrentou batalhas escancaradas contra o racismo de torcidas espanholas. E mesmo de parte da mídia ibérica.

Conseguiu ir além de qualquer outro atleta. Chamou a atenção do planeta. Escancarou a hipocrisia. Não se dobrou. Não fez que não ouviu os coros de ‘macaco’.

Nem Pelé, Neymar, Mbappé, Lamal, Dembelé e tantos outros jogadores se recusaram a encarar essa delicada questão.

Mas o que acontece é que Vinicius brigou, foi digno demais, ganhou o respeito do mundo e agora está centrado em jogar futebol.

Só que a aura de respeito, de reverência, o acompanha. Com todo merecimento.

Quarto motivo. A maturidade. Aos 25 anos, Vinicius já viveu situações extremas na carreira. Racismo, cobrança pesada da mídia e da população brasileira, por não jogar com a camisa verde e amarela como com a branca, do Real Madrid.

Já foi melhor do mundo.

Ganhou Champions, perdeu Champions. Foi aclamado e vaiado pela torcida merengue. Driblou, humilhou, tomou inúmeros pontapés, deu alguns. Foi expulso justa e injustamente.

A mídia o colocou no Olimpo e o desprezou.

Está bilionário.

Foi criando uma ‘casca’ que o faz assumir ser um dos melhores jogadores do mundo.

E se focar em fazer tudo o que puder para ganhar essa Copa do Mundo. Mas como líder técnico do time. Não como o salvador da pátria.

A maturidade já foi captada por José Mourinho, novo técnico do Real Madrid, que pode transformá-lo até em capitão da equipe.

Quinto motivo. Virginia. Sim, o midiático namoro com a influencer foi travado pouco antes da Copa do Mundo. Se os dois terminaram de verdade ou não, a situação é mais do que tranquila para o jogador.

Ele não repetiu o erro de Ronaldo Fenômeno na Copa de 1998. Quando a TV Globo usou a sua namorada Susana Werner para aumentar a audiência. E só trouxe problemas para o jogador, tirando a concentração no Mundial.

A Globo tentou o mesmo truque contratando Virginia. Só que, desta vez, além de contratar a namorada do melhor jogador do Brasil, arrabatar o público da internet.

'Fim' do namoro com Virginia. Excelente para Vinicius Júnior disputar a Copa em paz Reprodução/Instagram Virginia

Foi notório que a emissora carioca iria colocar a influencer circulando pelos Estados Unidos. Mal a notícia vazou, os dois ‘acabaram’.

Só que Virginia fracassou. E a participação da influencer na Copa foi cancelada, devido às inúmeras críticas sobre suas gravações. O que foi ótimo para Vinicius Júnior.

Há várias pessoas, inclusive ligadas à Seleção, garantindo que os dois jamais terminaram. E apenas anunciaram o término para Vinicius Júnior possa disputar a Copa em paz.

Porque, se os dois seguissem juntos, publicamente, e o Brasil perdesse o Mundial, por exemplo, em um pênalti perdido ou uma expulsão do atacante, a virulenta rede social não iria perdoar Virginia. E, como ela vive de engajamento, morre de medo de cancelamento, o ‘final’ foi o melhor caminho para os dois.

A Copa termina daqui menos de um mês.

E podem reatar e seguir suas vidas, se ambos quiserem.

Agora, não.

O momento é de Vinicius Júnior jogar seu melhor futebol.

Mostrar que assumiu o posto de Neymar.

De vez.

Como o próprio camisa 10 do Brasil foi claro após o jogo contra a Escócia.

“O Vini é o principal jogador da Seleção.”

A coroa repassada...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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