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Bustos, novo técnico para o fraco elenco do endividado Santos. Média é de demissão em três meses e meio

Treinador argentino é apresentado ao Santos, que deve mais de R$ 300 milhões. Como Holan, Diniz e Carille, ele também acredita em reforços. Com o trio anterior, não eles não vieram, e a demissão foi sumária

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Bustos acreditou na promessa da direção. Que novos reforços chegarão. Como Holan, Diniz e Carille
Bustos acreditou na promessa da direção. Que novos reforços chegarão. Como Holan, Diniz e Carille

São Paulo, Brasil

Três meses e meio.


Essa foi a média dos quatro treinadores que passaram pelo Santos, desde que Andrés Rueda assumiu a presidência.

Cuca, Ariel Holan, Fernando Diniz e Fábio Carille. 


Treinadores com os perfis completamente diferentes.

Assim como o do argentino Fábian Bustos, que foi apresentado hoje, como novo treinador do clube bicampeão mundial, 'berço' de Pelé, Robinho, Neymar.


O que esses cinco trabalhadores, experientes, vividos, têm em comum?

A promessa da direção de reforços com capacidade de tornar o time santista competitivo, com chance de disputar os torneios para ganhar. Utilizando o forte trabalho da base. 


E a Vila Belmiro, estádio que a diretoria acredita ser um 'caldeirão' contra os adversários.

Mas o que aconteceu?

Logo depois do excepcional trabalho de Cuca, que levou o time à disputa da final da Libertadores de 2020, ele percebeu que o elenco seria muito enfraquecido. E tratou de não renovar seu contrato. Foi, em paz, para o Atlético Mineiro.

O argentino Ariel Holan acabou se iludindo com a possibilidade de comandar o 'clube de Pelé'. Com jogadores fraquíssimos tecnicamente. Ficou apenas 54 dias. Seu time não teve força para ir além de quatro vitórias, três empates e cinco derrotas. 

Holan acabou xingado e até ameaçado de morte por vândalos infiltrados nas organizadas santistas. 

Chegou Fernando Diniz. Outro técnico que tinha a certeza que reforços com grande nível desembarcariam em Santos. Não vieram. Com ele, o time acabou eliminado da Libertadores, da Sul-Americana. E passava a dar vexames. Foi sumariamente demitido depois de 27 partidas, dez vitórias, sete empates e dez derrotas.

Com medo explícito de rebaixamento no Brasileiro, o clube contratou Fábio Carille. Ele conseguiu salvar o time da Série B. Também acreditou que jogadores importantes seriam contratados. Ricardo Goulart foi a exceção. O clube fracassou com Luan e Gabriel, jogadores com os quais Carille havia conversado. Só sobreviveu 27 partidas. 10 vitórias, oito derrotas e nove empates.

Chegou hoje, Fabian Bustos.

E lógico, deixou escapar que espera reforços, depois de trabalhar com o novo time desde segunda-feira.

"Estou há três dias treinando. Me reuni com a comissão técnica, meu grupo, o departamento de futebol. Diagnosticamos algumas situações. Não vamos falar porque são jogadores nossos. Ao invés de criticá-los, temos que ajudar a melhorarem. Temos que trabalhar para não colocar desculpas.

"Trabalhar e ver o que os dirigentes podem fazer sobre alguma contratação. Fazer uma melhor equipe para competir..."

Mesmo discurso de Ariel Holan, Fernando Diniz, Fábio Carille.

O Santos tem dívidas altíssimas para o seu poder econômico. Deve mais de R$ 300 milhões. Busca no Exterior investidores. Há a necessidade e vontade de que o clube se transforme em Sociedade Anônima do Futebol.

Enquanto isso, Bustos terá de se virar como puder.

Ciente da situação, o treinador assinou contrato até dezembro de 2023.

Com multa rescisória.

A perspectiva não é boa, os dirigentes encontram dificuldades na busca de jogadores importantes para o elenco. O ex-jogador e hoje executivo, Edu Dracena, não para de acionar empresários, inclusive de equipes da Segunda Divisão.

Há o medo real de rebaixamento no Brasileiro.

Técnicos são importantíssimos em qualquer clube.

Mas jogadores são fundamentais.

E os que o Santos possui têm potencial muito fraco.

Três meses e meio passam rápido demais...

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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