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Botafogo perde para o penúltimo colocado, que não vencia há três meses. Com Tite esquece Libertadores. Teme Z4.‘A gente toma gols fáceis’, adverte Edenílson

Cobrança à direção do clube só aumenta, pela contratação de Tite. Depois do fracasso na Seleção, ele fez péssimo trabalho no Flamengo e no Cruzeiro. No Botafogo, de 18 pontos, conseguiu só quatro. A equipe espaçada, sem rumo defensivamente, perdeu para o penúltimo do Brasileiro, o Remo. 2 a 1, em Belém. O clube paraense não ganhava um jogo há três meses. Eram 14 partidas de jejum. Não há mais a ambição no Botafogo de conquistar uma vaga para a Libertadores, de quando Tite chegou. Com ele, o clube está a cinco pontos da zona do rebaixamento. O sonho agora é não cair para a Segunda Divisão. O técnico repassa a culpa aos jogadores. ‘Tomamos gol rápido"

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Tite segue sem vibração, sem energia. Botafogo escapou de tomar pelo menos mais três gols. Futebol assustador. Zona do rebaixamento se aproxima. Adeus sonho de Libertadores Gustavo Aleixo/Cruzeiro

São Paulo, Brasil

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Desculpas, desculpas, desculpas.

Tite seguiu o mesmo monótono caminho para explicar mais uma derrota do Botafogo.

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Desta vez foi porque seus jogadores tomaram o ‘gol cedo demais’.

Desta vez para o adversário foi o limitado Remo, penúltimo colocado do Brasileiro, por 2 a 1.

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A equipe paraense não vencia há três meses.

O treinador, que tem contrato até dezembro de 2028, comandou o time carioca em seis partidas.

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18 pontos em jogo.

O técnico foi contratado a peso de ouro.

Com toda esperança de levar o clube à Libertadores de 2027.

Mas seu trabalho tem sido um fracasso.

Dos 18 pontos, conseguiu só quatro.

Três porque ganhou, de forma injusta, do lanterna do Brasileiro, a Chapecoense

O pesadelo no Botafogo só cresce.

Conselheiros cobram de forma veemente a direção, por contratar um treinador que vem de três fracassos retumbantes seguidos.

Fracassou na Seleção Brasileira, no Flamengo e no Cruzeiro.

Já não demonstra a mesma energia dos seus tempos de Corinthians. Delega funções importantes do time a seu filho Matheus. Parece cansado, apático.

Antes da partida de ontem, ele havia prometido o Botafogo mais competitivo.

O que entregou foi uma equipe escancarada, aberta. Principalmente sem cobertura para o lado esquerdo, de Alex Telles. O Remo, de Thiago Carpini, se aproveitou como quis. Criou pelo menos mais chances reais de marcar mais três gols.

2 a 1 foi pouco demais para o Remo.

“É uma dificuldade que nós mesmos nos colocamos. Só nós, com trabalho, podemos sair. É o segundo jogo que nós tomamos gols fáceis, que não é o que é treinado. A gente treina muito bem nossa linha e nossa postura.

“Então cabe a nós corrigir isso com o professor, trabalhar, para poder sair dessa situação o quanto antes”, disse Edenílson após mais esta derrota.

Mas o ‘professor Tite’ não assume sua parte de culpa em mais essa derrota na história.

“O jogo foi condicionado, principalmente, por sofremos o gol cedo no primeiro tempo.

“A gente buscou e estabeleceu volume, mas sair atrás tráz uma pressão muito forte. Aconteceu no segundo tempo também. Mas nós não tivemos a força para buscar o empate.”

A cúpula do Botafogo não esperava um início fraquíssimo de Tite. Por mais que tenha apoio, ele não consegue fazer o time render o mínimo necessário para um lugar na Libertadores.

E vai ter de lutar para evitar o rebaixamento.

Isso se o técnico não for mandado embora antes.

Conselheiros influentes e chefes de organizada seguem empenhado em convencer o presidente João Paulo Magalhães a dispensar Tite, antes que ‘seja tarde’.

O Botafogo que sonhava em disputar a Libertadores de 2027, mas vai ter de lutar para escapar da zona de rebaixamento.

“Quando o resultado não vem, isso afeta a confiança e, daqui a pouco, o lance mais refinado, a capacidade de finalização e a entrada no lado oposto acabam se perdendo.

“Então, mesmo tendo volume de jogo, não conseguimos traduzir isso em gols e virar o jogo.”

Tite tentou manter a postura, em Belém, após a quarta derrota em seis jogos sob seu comando. A campanha é pífia.

Só 22% de aproveitamento.

A ambição de chegar à Libertadores virou medo da zona do rebaixamento.

“A história do Botafogo é a história de conquistas, recente de títulos. O momento, desde que eu vim, está: quem não atingiu 45 pontos vai estar em uma situação de atenção. Nós também.”

A empolgação por Tite acabou.

Pelo contrário.

Nas redes sociais, cada vez mais adesões, exigindo da direção botafoguense a demissão do técnico.

O desempenho sem rumo do Botafogo lembra muito o desarranjo tático que era o Cruzeiro, que Tite comandou no início deste ano.

E foi demitido sem dó, em março, depois de apenas três meses de trabalho...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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