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Medo de Seedorf fez Corinthians chegar a 10 jogos sem vencer. Estreia desastrosa do holandês. ‘O Yuri estava morto. O Bidu pediu para sair’, tenta justificar

O Corinthians vencia o Vasco por 2 a 1. Seedorf tirou Garro e Bidon. Atraiu o time carioca para sua área. E o Corinthians sofreu a virada por 3 a 2. Foi a primeira vez que o holandês ficou no banco de reservas, comandando um time, depois de sete anos

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Seedorf foi o responsável pela derrota. Trocas acovardadas no time, que atraíram o Vasco Rodrigo Coca/Corinthians

São Paulo, Brasil

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20 minutos do segundo tempo.

O Corinthians havia conseguido a virada contra o Vasco.

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Vencia por 2 a 1, em plena São Januário.

Dava as cartas do jogo.

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Até que Seedorf resolveu fazer duas mudanças para tentar segurar a vitória.

Tirou Garro e Bidon.

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Trocou a criatividade da dupla pela marcação dos volantes Charles e Allan.

O resultado?

O holandês deu o controle do jogo para os vascaínos.

Pagou caro.

O Corinthians tomou a virada por 3 a 2.

Completou a décima partida sem vitórias.

E mergulhou na zona do rebaixamento.

Seedorf, que fez sua estreia no banco de reservas, foi questionado sobre a medrosa troca.

‘’A pergunta seria mais justa se perguntasse o porquê fiz essas trocas. O Yuri estava morto, precisávamos de energia. Não queremos que ele se machuque. O Bidu também pediu para sair. Era obrigação de mexer.

“No momento em que o tempo está passando, o Vasco botou quatro jogadores lá na frente. Para ajudar a defesa, optamos por colocar três no meio de campo. É mais uma reação...

Vasco se aproveitou da decisão acovardada de Seedorf, que tirou Garro e Bidon Matheus Lima/Vasco da Gama

“Colocamos a capacidade de atacar e manter o perigo ofensivo. Quando a gente entrou com Charles e Allan, fomos fazendo pressão por alguns minutos, mas tem dois times jogando. Quando o outro tem a bola e consegue levar essa bola para frente, temos que defender. Não conseguimos.”

Voltou oficialmente a trabalhar como treinador depois de sete anos. O Corinthians buscou apenas os contragolpes, diante do Vasco, que queria a redenção, após a eliminação na Sul-Americana, diante do Boca. Além disso, também estava muito perto da zona do rebaixamento.

E Seedorf foi testemunha ocular de quanto os jogadores do Corinthians sentem a pressão.

‘’É normal o abalo no final. Você trabalha tanto e sempre é mais difícil nesses momentos virar tudo que é positivo. Não acabou aqui. Com essa entrega que a gente viu, a reação do segundo tempo...

“O time está com raiva porque não consegue os resultados. Hoje tivemos alguns momentos em que poderíamos ter feito coisas melhores na fase ofensiva e aproveitado coisas melhores na fase defensiva.”

A direção ficou preocupadíssima após mais essa derrota.

O presidente Osmar Stabile, antes do jogo, avisou aos atletas que pagará os dois meses de direito de imagem que o Corinthians deve. E reforçou que haverá uma premiação especial se o time sair do rebaixamento.

Mas não funcionou o incentivo.

Seedorf avisou após a partida que não queria que seus jogadores lamentassem derrotas.

Ele acredita que mensagens positivas podem funcionar com o time. E, mesmo diante do fraco futebol e da derrota, o holandês tentou animar a torcida, exaltando ‘com vontade demais’, após a partida.

‘’O Corinthians mostrou que quer, que acredita. Depois que entramos no vestiário, a palavra foi que não acabou aqui. Conhecemos nossa força, vamos jogar em casa.

“Esse jogo já foi, infelizmente não conseguimos o resultado que a gente queria, mas isso faz parte do caminho.”

Estar na zona do rebaixamento foi um duro golpe.

Jogadores sabem como será tumultuado o ambiente com o time podendo cair para a Série B.

E evitaram a imprensa após a partida em São Januário.

Hugo era um dos mais revoltados com a derrota.

São dez partidas sem o sabor da vitória no Brasileiro.

O clube enfrentará o Mirassol e depois o São Paulo.

“Vamos sair dessa”, garantiu Seedorf.

“Precisamos de união”, pedia o presidente Osmar Stabile.

A situação do Corinthians é delicadíssima...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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