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BMG não paga R$ 30 milhões. Só R$ 12 milhões. Constrangedor

Ata publicada no site do banco esclareceu o patrocínio da camisa corintiana. R$ 12 milhões por ano. E não R$ 30 milhões como ficou subentendido

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

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Os R$ 30 milhões garantidos, entendidos pela imprensa, eram R$ 12 milhões
Os R$ 30 milhões garantidos, entendidos pela imprensa, eram R$ 12 milhões

São Paulo, Brasil

Ao anunciar o patrocínio master com o BMG, no peito da camisa, os dirigentes corintianos insistiam em um número.


R$ 30 milhões. 

Era o dia 17 de janeiro, há oito dias, portanto.


Foi dito que era adiantamento por 2019.

E ficou subentendido que o patrocínio seria de R$ 30 milhões anuais.


O diretor de marketing do clube, Luis Paulo Rosenberg, ainda foi questionado se o valor de R$ 30 milhões anuais do BMG seria anual. Por todo o tempo de contrato.

Sua resposta está documentada.


"Como um adiantamento, ele é uma mistura das duas coisas. Mas eu te garanto o seguinte: o Corinthians entrou nessa parceria apostando no resultado. Para nós, o que interessa é a geração de lucro e a apropriação de parte deste resultado", respondeu de maneira vaga.

O que levou vários jornalistas a divulgarem o superfaturamento da quantia fixa paga pelo BMG.

Há enorme diferença entre R$ 12 milhões e R$ 30 milhões garantidos nos cofres todo ano.

Inúmeros veículos divulgaram essa quantia.

Não houve desmentido algum.

Só que o BMG teve de fazer uma ata da reunião no Corinthians. E detalhou, no seu site, os números do contrato de cinco anos. São R$ 12 milhões fixos. Apenas em 2019 os R$ 30 milhões.

Caiu por terra a história que o contrato tinha sido excepcional.

São R$ 12 milhões por quatro anos, fora os R$ 30 milhões de 2019.

E mais 50% do lucro líquido do banco digital "Meu BMG Corinthians".

O plano será lançado em março.

Mas não há garantia alguma que chegará a R$ 30 milhões.

A diretoria corintiana se viu obrigada a divulgar, agora sim, uma nota tentando esclarecer o caso.

Ficou ainda pior.

O Sport Club Corinthians Paulista esclarece sobre o contrato de parceria com o BMG, a partir da divulgação da ata da reunião do Conselho do Banco, que:

1) Os valores detalhados do contrato, por normas gerenciais do Banco, como já havia declarado seu principal acionista na entrevista coletiva, deveriam ser mantidas em sigilo até a formalização de procedimentos internos.

2) Consequentemente, o Clube sempre se limitou a declarar, quando perguntados sobre valores contratuais, o montante do adiantamento inicial, no valor de R$ 30 milhões, além da participação nos lucros. Tal valor foi efetivamente depositado na Tesouraria do Clube nesta semana.

3) A Diretoria do Clube sempre enfatizou este era um contrato inovador, em que o Corinthians exigiu uma participação volumosa nos resultados da parceria e também uma colaboração importante no alívio da sua pressão de caixa.

4) A solução encontrada foi a ideal: conseguimos a participação em metade dos lucros gerados pela nossa base de torcedores nos próximos 5 anos e recebemos à vista o valor de que necessitávamos para completar o ciclo de contratações de jogadores. Como em qualquer negociação no mercado financeiro, quanto maior for a convicção do negociador no êxito da parceria, mais se exige de participação nos lucros e menos se luta por mínimos garantidos.

5) As projeções conservadoras de resultado final da associação os resultados serão ainda melhores do que os projetados. 6 Insistimos na tese de que este é o melhor contrato que já fizemos e o engajamento da Fiel abrindo contas na nossa plataforma comprovará esta verdade. Que outros clubes já estejam batendo às portas do Banco para assinar contratos semelhantes dá testemunho do mérito inovador desta parceria."

Situação constrangedora.

O BMG diante da enorme repercussão, tirou a ata do ar no seu site oficial.

Mas já era tarde.

Torcedores do Palmeiras, ironizam nas redes sociais o Corinthians.

Quando o acordo foi fechado com o BMG, houve provocação com o rival.

Agora, o troco.

Tudo ficou muito constrangedor.

Menos mal.

Porque o Corinthians chegou a ficar 21 meses sem patrocinador no espaço mais nobre de sua camisa.

O que era muito pior...

A reprodução da ata oficial do BMG. Fim da história dos R$ 30 milhões
A reprodução da ata oficial do BMG. Fim da história dos R$ 30 milhões
Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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