Cosme Rímoli Miranda está arrasado. Se sentindo culpado pelo empate

Miranda está arrasado. Se sentindo culpado pelo empate

Mas Tite não aceita a postura do zagueiro. O apoia publicamente, lembrando do empurrão do suíço. Mas, secretamente, trabalhará cruzamentos defensivos

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Miranda era a imagem da tensão, da culpa, após o empate contra a Suíça

Miranda era a imagem da tensão, da culpa, após o empate contra a Suíça

Mowa Press

Rostov, Rússia

Os jogadores demoraram uma hora e cinquenta minutos para passarem pela zona mista e encararem os jornalistas, aqui em Rostov, após o frustrante empate com a Suíça. Como é de praxe, em clubes e seleções que têm fracos resultados, o time sai todo ao mesmo tempo. Tática para dispersar os repórteres.

Vários atletas passaram e atraíam as atenções dos jornalistas mais afoitos. O alvo tinha de ser Miranda, para explicar o lance mais polêmico do 1 a 1, o gol de Zuber. O zagueiro tinha a proteção de um assessor de imprensa da CBF, que não permitiria que ele ficasse muito tempo em um só lugar, debatendo o tema. Quando mais ele ficasse passando de grupo em grupo de repórteres, mais superficial ficariam suas declarações. Também é uma estratégia antiga.

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Só que Miranda estava lívido, tenso, nervoso.

"Talvez, se eu tivesse me jogado, poderia assinalar mais o empurrão. Tem o árbitro de vídeo, eles viram, mas não acharam que era para tanto. A vida segue", disse o zagueiro da Inter de Milão.

Ele tentou repetir o que Tite havia dito para os jogadors logo após o empate. A hora e cinquenta que o time levou para encarar a imprensa teve banho, rápido jantar e aviso do técnico do Brasil. A ordem era não comprar briga com a arbitragem da Copa e não justificar o empate pelo empurrão de Zuber.

Peço a Miranda para descrever o que aconteceu, com suas palavras. "Foi uma disputa de bola e iria subir para cortar a bola no escanteio. Mas o empurrão me impediu de cabecear."

Ele tentava manter a calma até saber que o treinador da Suíça, Vladimir Petkovic, garantir que não houve falta. E sim falha de posicionamento da defesa brasileira. 

"Não houve erro algum de posicionamento. Eu estava na bola. E mais: ele deveria cuidar da sua equipe. Falar sobre a Suíça e não sobre o Brasil. Cuidar de suas coisas", rebateu, irritado, Miranda.

"Mas não vou colocar a culpa na arbitragem por tudo o que aconteceu em campo. Se o Brasil não venceu foi por nossa culpa. Só por nossa culpa. Mas já passou", garantia Miranda, tenso, sendo puxado carinhosamente para outro grupo de jornalistas que faria as mesmas perguntas para as mesmas respostas.

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Na saída tensa do vestiário de ontem na Arena Rostov, Thiago Silva foi personagem importantíssimo. Ele detalhou os motivos de a Seleção Brasileira não protestar, discutir, pedir publicamente o uso do árbitro de vídeo para acabar com o dilema. Por uma falha da organização da transmissão do jogo, o lance foi mostrado pelo telão do estádio. A Fifa passsou a recomendação a todas as sedes ddo MMundial que, em caso de dúvida, nada poderá ser repetido pelo telão.

"Foi incrível porque nós vimos na hora a repetição do lance. Só que eu lembrei da orientação que recebemos para não pedir publicamente o uso do árbitro de vídeo. A França já usa e todos os jogadores tomam cartão amarelo ao fazer o sinal com as mãos (em formato de tela) para os juízes.

"Nós pedimos para ele olhar para o telão. Só que o juiz se recusou e olhava para o chão. Dizia que tinha convicão do que havia feitoi, confirmar o gol. Foi um enorme erro."

Questionado que, se o time fosse mais 'catimbeiro' e não quisesse dar a saída de bola enquanto o juiz não olhasse para o vídeo, Silva foi direto. "O que aconteceria é que ele encheria nosso time de cartões amarelos. Não voltaria atrás e o que seria pior? Fomos no nosso limite como atletas", diz Thiago Silva.

Vazou aqui na Rússia que os árbitro de vídeo não considararam o lance ilegal. E apenas disputa de espaço na área. Por isso não pediram para o juiz parar a partida, E anular o lance.

 Mas Tite não ficará de braços cruzados.

Já está certo que haverá pelo menos um treino secreto até a segunda partida da Copa do Mundo, contra a Costa Rica, na fria São Petesburgo. E nessa movimentação, Tite deverá aprimorar ainda mais a bola parada adversária. Simulando até o contato com atacantes dispostos a empurrar os zagueiros. O treinador vai insistir em algo básico. Que ninguém, nos cruzamentos, ohe apenas para a bola e não perceba a movimentação ao seu redor. 

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Miranda estava na frente de Zuber. E não imaginou que poderia ser desequilibrado pelo suíço quando se preparava para saltar e cabecear a bola. 

Mesmo aos 33 anos e sendo um dos pilares do Brasil na Copa de 2018, Miranda se mostrava arrasado. Vai precisar de muito apoio psicológico para espantar a sensção de culpa, facilmente detectável nas suas declarações.

Tite, o 'psicólogo'' da Seleção começou a trabalhar ontem.

O proibiu de declarar que deveria ter desabado ao chão no contato com o suíço. Nem vai querer isso no futuro. O que o treinador deseja é que ninguém fique de costas para o adversário quando a bola é levantada na área brasileira...

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