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Conheça os detalhes da dívida do Santos e os impactos em uma futura SAF

Entenda como o Peixe registra arrecadação recorde, mas continua sufocado por dívidas

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Santos FC enfrenta uma situação financeira complexa, com arrecadação recorde, mas um passivo total de mais de R$ 1,23 bilhão.
  • A dívida líquida real do clube ultrapassou R$ 1,094 bilhão, com destaque para tributos antigos e processos judiciais.
  • A diretoria tem trabalhado para reduzir dívidas bancárias de alta taxa de juros, mas as despesas financeiras continuam pesadas.
  • A transformação em Sociedade Anônima do Futebol é vista como uma solução potencial, mudando o foco para jogadores com potencial de venda.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Dívida do Santos já ultrapassa R$ 1 bilhão Reprodução/Instagram/@santosfc

O Santos Futebol Clube vive um momento financeiro em que a forte elevação no faturamento convive com o crescimento contínuo do passivo e do endividamento bruto. Para quem olha de fora, a situação parece contraditória: como um clube que arrecada tanto pode continuar “no vermelho”?

A resposta está na diferença entre o dinheiro que entra no caixa e o peso das obrigações acumuladas ao longo dos anos.


O retrato financeiro do Santos em agosto de 2026 Arte R7

Panorama geral da dívida

  • O tamanho do buraco: R$ 678,5 milhões

No papel, o Santos carrega um passivo total que supera R$ 1,23 bilhão. No entanto, os economistas e conselheiros focam na dívida líquida real, que ultrapassou a marca de R$ 1,094 bilhão no primeiro trimestre de 2026.

Passivo vs. dívida real

Passivo contábil é a soma de TUDO o que o clube deve ou precisará entregar. Exemplo popular: pense na mensalidade da faculdade que você contratou para o ano todo. Ela consta na sua planilha como um compromisso futuro, mas você não precisa pagá-la inteira hoje.


E as receitas diferidas? O Santos recebeu adiantado R$ 233,4 milhões (ex: cotas de TV antecipadas). Esse valor entra no “passivo contábil” porque o clube deve prestar o “serviço” (jogar os campeonatos), mas ninguém vai bater na porta cobrando essa quantia em dinheiro. Descontando isso, sobra a dívida real cobrável (R$ 1,094 bilhão).

Onde está o dinheiro do Peixe?

Despesas operacionais e de curto prazo (o dia a dia)

Representam a maior fatia da dívida, somando mais de R$ 690 milhões. É o custo diário para manter o motor funcionando.


  • Folha salarial e encargos: com o retorno à elite e a reformulação do elenco, o custo mensal do futebol dobrou, chegando a R$ 29,6 milhões/mês. As obrigações trabalhistas acumuladas fecharam o trimestre em R$ 68,8 milhões.
  • Direitos de imagem: dobraram para R$ 50,8 milhões.
  • Divergência contábil (caso NR Sports/Neymar Jr.): existe uma disputa de R$ 90 milhões referente a um acordo parcelado em 48 vezes. A diretoria quer registrar aos poucos (mês a mês), enquanto o Conselho Fiscal exige lançar a dívida inteira de uma vez.

Curto prazo vs. divergência contábil

  • Despesas operacionais (curto prazo): é o carnê da farmácia, a conta de luz e a feira do mês. Se não pagar agora, o serviço para. No futebol, se não pagar salários e imagem, o time perde jogadores.
  • Divergência contábil: é como comprar uma geladeira em 12x de R$ 200. Você lança na sua fatura R$ 200 por mês ou anota no caderninho que já deve R$ 2.400 no total? A diretoria prefere ver só a parcela; o Conselho Fiscal prefere ver o boleto integral.

Dívidas estruturais e tributárias (o passado que pesa)

O clube carrega cerca de R$ 307,8 milhões em tributos antigos renegociados com o Governo Federal (via Profut) e processos judiciais cíveis e trabalhistas. Além disso, mantém R$ 43,2 milhões em provisões judiciais.

  • Profut/Renegociação Tributária: é o “Desenrola Brasil” dos clubes de futebol. O governo dividiu os impostos atrasados em centenas de parcelas, mas corrige os valores pela taxa básica de juros (Selic).
  • Provisões Judiciais: sabe quando um ex-funcionário processa a empresa e você guarda uma quantia na poupança “só por garantia” caso perca a ação? Isso é uma provisão judicial.

Dívidas bancárias e onerosas (um alívio)

A diretoria reduziu em 37% as dívidas bancárias de alta taxa de juros. Isso foi feito renegociando prazos e trocando empréstimos caros por opções mais suaves.


  • Dívida onerosa (juros altos): é o famoso estourar o cartão de crédito ou usar o cheque especial, em que os juros cobram uma fatia enorme do seu dinheiro todo mês.
  • Substituição de dívida: o Santos fez o que qualquer família prudente faz: pegou um empréstimo consignado mais barato para quitar o cartão de crédito e parcelou o saldo restante em mais tempo.

Faturamento vs. déficit contábil:

A mágica negativa da conta de luz: a tabela abaixo resume como o clube conseguiu a façanha de gerar um ótimo resultado no campo das vendas e bilheteria, mas ainda assim fechar o ano com prejuízo no balanço final:

O retrato financeiro do Santos em agosto de 2026 Arte R7

Superávit vs. déficit final

Imagine que você ganha R$ 10.000 por mês e gasta R$ 8.000 para viver (comida, aluguel, lazer). Você teve um superávit operacional de R$ 2.000. Excelente!

Porém, você tem uma dívida antiga de cartão e parcelas de compras passadas que somam R$ 3.000 por mês (juros + amortização). Resultado: 2.000 (sobra) - 3.000 (juros e parcelas) = Déficit de R$ 1.000.

É exatamente isso que acontece no Santos: o futebol dá lucro, mas as dívidas do passado e os juros comem todo o resultado.

O que esperar do futuro?

O Santos vive a realidade de um gigante em reconstrução: bate recordes de arrecadação operacional, mas continua refém de despesas financeiras pesadas (influenciadas pela alta taxa Selic e variações do dólar) e do custo elevado do futebol na Série A.

Manter as Certidões Negativas de Débitos (CNDs) em dia e honrar o Profut é vital para evitar punições (como bloqueio de verbas ou perda de pontos). Contudo, como sinaliza o Conselho Fiscal, o clube caminha em uma corda bamba: sem um rigoroso teto salarial e pé no freio em novas dívidas, qualquer queda na arrecadação pode transformar o sufoco atual em uma crise incontrolável.

Uma SAF resolveria este problema?

De acordo com economistas consultados por este blog, uma Sociedade Anônima do Futebol no clube seria um “RESET TOTAL”. O clube passaria a encarar o futebol como uma verdadeira máquina de lucro, sem grandes investimentos que onerem ainda mais, e o perfil mudaria radicalmente de “MEDALHÕES E JOGADORES CONSAGRADOS COM ALTOS SALÁRIOS” para “JOGADORES COM POTENCIAL DE VENDA COM MARGEM DE LUCRO”.

Para fechar a conta no Santos FC, é preciso muito mais que dinheiro: É preciso ter vontade e entendimento do que o mercado pede!

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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