Futebol Gol de bicicleta e legado: Rony quer fazer história no Palmeiras

Gol de bicicleta e legado: Rony quer fazer história no Palmeiras

Em entrevista à reportagem, atacante do Verdão também falou sobre mudança após a chegada do técnico Abel Ferreira

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Rony e Abel se cumprimentam durante a vitória do Verdão sobre o Santos no Brasileirão 2021

Rony e Abel se cumprimentam durante a vitória do Verdão sobre o Santos no Brasileirão 2021

CESAR GRECO/SITE OFICIAL DO PALMEIRAS (07.11.2021)

O Palmeiras, que empatou no último jogo pelo Brasileirão, já visa o confronto diante do Botafogo, no Allianz Parque. E quem certamente estará em campo é o atacante Rony. Em entrevista à reportagem, o novo camisa 10 palmeirense disse que veio para o clube para fazer história e falou sobre o impacto da chegada do técnico Abel Ferreira.

"Eu vim para o Palmeiras para fazer história e ficar marcado no clube pelo meu trabalho e tendo como foco cumprir todos os objetivos traçados por mim. Apesar de ficar no banco de reservas nos primeiros meses de clube, nunca pensei em sair. Era meu primeiro ano [no clube], e sabia que aquela turbulência era quase nada comparada ao que eu tinha passado na minha carreira. Estou vivendo um sonho [jogando] em um clube como o Palmeiras", enfatizou em entrevista exclusiva.

De acordo com o atacante do Verdão, depois da chegada de Abel Ferreira, um novo momento se iniciou. Além disso, Rony ressaltou o espaço dado pelo assistente técnico Andrey Lopes, que é permanente no clube, antes de o português assumir as funções em campo. "Ele [Abel Ferreira] tem muita confiança no meu trabalho. As coisas começaram a acontecer. Muito grato ao aprendizado que ele me faz vivenciar no dia a dia, assim como ele passa o conhecimento dele ao elenco."

"Estou vivendo uma fase muito boa e de grande expectativa. Antes do Abel eu só tinha um título e agora já venci cinco taças com ele no comando", acrescentou.

Aos 27 anos, Rony já tem duas Libertadores (2021 e 2020), dois títulos do Paulistão (2022 e 2020), uma Recopa Sul-Americana (2022) e uma Copa do Brasil (2020). O contrato do jogador vai até dezembro de 2025, mas ele não pensa em sair do Verdão.

Rony dá mortal para comemorar o gol na estreia

Rony dá mortal para comemorar o gol na estreia

MIGUEL LOCATELLI/SITE OFICIAL DO ATHLETICO-PR (02.09.2018)

"Comecei no Remo, depois fui pra base do Cruzeiro. Ainda no Brasil, joguei no Naútico, onde fui um dos artilheiros da Série B [2016], com 11 gols. No ano seguinte, desembarquei no Japão, mas sempre tive na minha mente que disputaria jogos na primeira divisão do Campeonato Brasileiro", comentou o atacante.

A sua volta ao país pentacampeão mundial se deu pelo Athletico-PR, que aguardou um processo judicial entre o Albirex Niigata (Japão) e a Raposa. Isso deixou Rony fora dos gramados durante oito meses. "Logo na estreia fiz um gol e virei comentário dos torcedores por conta dos mortais na comemoração."

Abel no banco
Em 2022, Rony começou a atuar como centroavante a pedido de Abel Ferreira por causa de uma lacuna no elenco. Até aqui, são dez gols na temporada, sete deles em bolas aéreas.

"Abel Ferreira me perguntou se eu já tinha jogado nessa posição. Respondi, na época, que apenas uma vez [no Japão] e não tinha gostado, por jogar muito de costas para o gol. 'Então agora você vai jogar, e eu vi que você tem algo diferente'", confessou o 10 do Verdão.

"Eu sempre digo que temos o almoço com o Abel Ferreira durante os 90 minutos. A sobremesa é ele gesticulando e orientando nós [jogadores]. No intervalo, não entra pilhado nos vestiários, apenas mostra o que temos de continuar e o que tem de ser corrigido. O pós-jogo sempre é um lema: temos 24 horas para vivermos uma derrota ou uma vitória", ressaltou.

Pintou notificação
Rony, que sempre brincou nas redes sociais sobre como saberiam quando sairiam os seus gols,  afirmou que seguirá na saga pela bicicleta nos jogos e que fará um vídeo de agradecimento.

"Tenho desejo, sim, de fazer. Ainda mais com o incentivo da nossa torcida [palmeirense], e até o meu filho já incentiva. Nesse confronto contra o Atlético-MG, eu ia dar a 'bike'. A bola estava no alto, todo o estádio gritando, mas ouvi o Zé Rafael pedindo a bola e resolvi ajeitar. Depois reclamei com ele: 'Meu, eu ia armar ela [bicicleta]'", finalizou, sorrindo.

Por causa da numeração fixa no elenco do Palmeiras, sua chegada ao clube o fez escolher a camisa 11. Posteriormente, com a transferência de Dudu, por empréstimo, para o Catar, passou a jogar com a 7.

"Sou muito grato por representar tantos ídolos com essa camisa. Independentemente dos números. Isso pouco importa. Quem faz ela é o jogador, e não o inverso. Recentemente, o meu primeiro número [11] foi usado por Zé Roberto. A atual [camisa 10] grandes jogadores, como Alex e Ademir da Guia, usaram. E a icônica [7] foi de Edmundo, e agora temos o Dudu. O importante é deixar um legado", salientou.

Jogos marcantes
Para o atacante Rony, as duas partidas da Libertadores 2020, contra o River Plate (Argentina), na semifinal, e o Santos, na final disputada no Maracanã, são os duelos que ficam na memória.

"Ninguém acreditava na gente. Todo mundo colocava eles [River] como favoritos por jogarem em casa, e fizemos uma partida espetacular. E consegui abrir o placar da partida, que vencemos [o jogo terminou em 3 a 0]. Depois, poder dar a assistência para o gol de Breno Lopes também foi épico [a partida foi 1 a 0]", concluiu.

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