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‘Um técnico não faz milagre’, afirma Cosme Rímoli sobre eliminação do Brasil na Copa

Em entrevista à RECORD NEWS, jornalista que cobriu a seleção nos EUA faz uma avaliação do trabalho de Ancelotti

Copa do Mundo|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil é eliminado pela Noruega por 2 x 1 nas oitavas de final da Copa do Mundo.
  • Jornalista Cosme Rímoli atribui a derrota à falta de tempo para Carlo Ancelotti preparar a seleção.
  • Rímoli destaca a necessidade de Ancelotti se redimir na Copa América e aponta deficiências na equipe.
  • Fim da "geração Neymar" é visto como uma oportunidade para renovação da seleção brasileira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Após decepção na Copa, Ancelotti terá um ciclo inteiro para se provar na seleção Jeenah Moon/Reuters

Pela sexta edição consecutiva, o sonho do hexa na Copa do Mundo não foi realizado. O Brasil foi eliminado pela Noruega por 2 x 1 nas oitavas de final neste domingo (5). Para o jornalista Cosme Rímoli, que cobriu a seleção direto dos EUA, um dos principais culpados pela derrota não foi o pênalti de Bruno Guimarães ou a chance perdida de Endrick, mas sim a falta de tempo disponibilizada para Carlo Ancelotti se preparar.

“Houve erros gravíssimos, porque o ciclo não foi feito. O Ancelotti chegou aqui para treinar a seleção brasileira só com 14 partidas. [...] O Ancelotti é o melhor técnico do mundo, ganhou cinco Champions, mas ninguém monta um time para ganhar a Copa do Mundo fazendo só 14 jogos. [...] Um técnico não faz milagre, espero que a cúpula da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) tenha entendido isso”, opinou no Conexão Record News desta segunda (6).


Com a reputação do treinador manchada no Brasil e na Europa por conta da eliminação, Rímoli enxerga que a Copa América será o torneio em que o técnico precisará se redimir e mostrar a mesma capacidade que possuía no Real Madrid. “O Brasil tem deficiências em laterais e em atacantes. O trabalho do Ancelotti tem que ser muito cuidadoso. [...] Nossa cobrança é de um Brasil renascendo, não aquele Brasil campeão que a gente se acostumou a ver”.

Em meio à frustração, Rímoli se tranquiliza com o fim da “geração Neymar” e da participação do camisa 10 nas Copas. “Neymar fez o máximo pela seleção brasileira. É um jogador talentosíssimo, mas ficamos muito reféns dele. Técnicos montavam um esquema em cima dele. Ninguém faz isso. Nem o Messi na Argentina tem tanto privilégio [...], só aqui”.

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