Técnico que bateu em Popó durante confusão pede luta contra o atleta: ‘Entrei na mente’
Dida, treinador de Wanderlei Silva, deu sete socos em Popó durante confusão em setembro de 2025, que repercutiu pelo mundo
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma confusão generalizada no Spaten Fight Night, em setembro de 2025, colocou frente a frente, mesmo que por alguns segundos, o tetracampeão mundial de boxe Acelino Popó Freitas e André Dida Schervinski Amado.
Integrante da equipe de Wanderlei Silva, Dida apareceu nas imagens acertando uma sequência de socos em Popó durante a briga que tomou conta do ringue após a luta principal.
Mas a história entre os dois não parou ali.
Aos 42 anos, Dida tem um currículo de respeito. Ex-lutador de MMA e kickboxing, mestre de muay thai, faixa-preta de jiu-jítsu e um dos maiores treinadores de artes marciais do mundo, disputou grandes eventos internacionais como K-1 Hero’s e Dream, no Japão.
Também protagonizou uma das lutas mais marcantes da história do kickboxing contra a lenda Buakaw Por Pramuk. Apesar da derrota por pontos, aplicou um dos knockdowns mais plásticos da carreira do tailandês, em um confronto que entrou para a história dos esportes de combate.
Desde a confusão no Spaten Fight Night, Dida desafia Popó para um duelo no ringue. Segundo ele, a luta serviria para colocar um ponto final no episódio e provar quem é o melhor.
Do outro lado, porém, o tetracampeão mundial de boxe nunca aceitou o confronto. Ainda assim, algumas declarações feitas por Popó após a luta contra Whindersson Nunes foram interpretadas por muitos fãs como indiretas ao ex-lutador.
Em entrevista ao blog, Dida falou sobre o desafio, relembrou a carreira e explicou por que acredita que merece enfrentar Popó.
“Eu tenho o jogo e tenho o potencial de vencer o Popó. Eu jamais ia aceitar essa luta se eu achasse que não podia vencer ele.”
Das oito lutas feitas pelo Popó depois da aposentadoria do boxe profissional em 2017, quatro foram contra influenciadores digitais e uma contra um ator. Por que você acha que os desafios contra lutadores são minoria?
“Como ele é um lutador com uma grande história, as pessoas também querem ver ele lutar com atletas de verdade, pra ele botar o conhecimento dele pra jogo.
“A galera, quando ele pega um ator ou influencer, a galera não dá muito valor pra esse tipo de combate. Quando ele pega um atleta, um lutador, as pessoas já esperam ver aquela garra, aquele Popó que ganhou tantos títulos. Ver aquele título aparecer no combate real. A galera não quer ver só luta com influencer, né? Eu acho que o Popó pode ficar alternando luta com influencer com lutadores profissionais.”
Você já protagonizou lutas que entraram para a história, como o confronto no K-1 contra Buakaw Por Pramuk. Você acha que conseguiria impor o seu estilo agressivo e contundente contra o Popó?
“Sim, na minha carreira eu enfrentei grandes nomes... Inclusive, um deles é o Buakaw Por Pramuk, um dos melhores atletas até hoje da modalidade, do kickboxing e do muay thai.
E, com certeza, eu, tendo a oportunidade com o Popó, vou ter grandes chances de vencê-lo. Eu tenho o jogo e tenho o potencial de vencer o Popó. Eu jamais ia aceitar essa luta se eu achasse que não podia vencer ele. Então, por isso eu quero esse confronto com o Popó, eu quero provar isso para todos.”
Dos três atletas profissionais com quem ele lutou e venceu, dois eram lutadores da época de ouro da Chute Boxe: Pelé e Wanderlei. Isso ajudou a aumentar a rivalidade?
“Com certeza! Esses atletas tiveram um grande confronto com o Popó, eles tiveram a oportunidade deles, e eu também estou atrás da minha oportunidade. Eu acredito que eu posso atingir um grande nível de mídia e eu não vejo a hora que esse combate se realize.”
“Chorou, fez todo um papelão, todo um teatro pra dizer que não lutava mais... Passou um tempo e ele estava lutando com o Whindersson Nunes.”
Depois da confusão generalizada na luta com o Wanderlei, ele chegou a anunciar a aposentadoria, mas depois lutou novamente contra Whindersson Nunes. Por que acha que isso aconteceu?
“Então, o Popó é meio confuso, não dá pra escrever o que ele fala, né? Ele muda a opinião dele diversas vezes, uma delas foi nessa situação. Chorou, fez todo um papelão, todo um teatro pra dizer que não lutava mais... Passou um tempo e ele estava lutando com o Whindersson Nunes. Eu entendo que é uma oportunidade dele fazer dinheiro, de ter visibilidade, mas não ficou legal pra ele, porque ele deu a palavra, falou para o público, chorou, fez toda uma encenação dizendo que não ia lutar mais, mas acabou lutando. Então, aquilo acabou dividindo o público que o acompanha. Eu até falei: ‘Pô, se ele se aposentou, faz sentido ele não lutar comigo, mas, se ele seguir fazendo essas lutas com influencers, por que não me dar uma oportunidade? Se ele vai seguir fazendo lutas com influencers, por que não pode dar uma oportunidade para mim?’”

Na sua opinião, qual o principal ponto fraco do Popó lutando? Que você poderia explorar para vencer?
“Então, se essa luta acontecer, um ponto forte que eu teria é que o Popó está desacreditando de mim. Então, esse acho que é o ponto fraco do Popó. Ele está desacreditando do meu potencial e isso, pra mim, é uma grande vantagem.”
Na última luta contra o Whindersson, Popó deu um recado que muitos acreditaram que era para você. Inclusive, chegando a dizer que essa pessoa era “bunda-mole”. Como você reage a isso?
“Como eu falei, o Popó é confuso, não dá pra entender o que ele quer falar, né? Então, ele fez a última luta dele, falou que ninguém sabia quem eu era. Ao mesmo tempo, todo mundo sabia que era de mim que ele estava falando. Mas ele sabe que eu já entrei na alma dele, eu tô no espírito dele, eu já trinquei a armadura dele. Ele sabe que eu entrei na mente dele, por isso falou de mim depois da luta. Essa é a prova de que eu estou na mente dele e isso, pra mim, já é um a zero.”
Em caso de vitória, em qual round você acha que conseguirá nocautear Popó?
“Eu acredito numa luta de dois, três rounds. Eu tenho um grande potencial de ter um nocaute no primeiro round, mas acredito que vou querer curtir esse momento, pro segundo ou até o terceiro round. Acredito que não passa disso, sabe? Até pelo meu estilo de lutar. Eu gosto de ir pra frente, buscar o nocaute. Então, acredito que a gente vai se encontrar nessa trocação, minha mão vai conectar e ele vai cair.”
Como você acha que uma luta entre você e o Popó poderia influenciar positivamente no mundo do boxe?
“Essa luta seria muito interessante pra galera ver. A galera gosta de ver o Popó lutar com influencer, que é uma parada legal, mas também quer ver ele lutar com atleta de verdade, pra colocar os títulos dele e todo o conhecimento dele à prova. E eu ganhando dele, com certeza vai abrir portas cada vez mais para o nosso mercado da luta. Pra galera fazer cada vez mais esses desafios: lutadores de boxe contra lutadores de MMA e de outras modalidades e artes marciais, aumentando essa audiência, que é a audiência da luta. Tanto que, nos Estados Unidos, estão colocando atletas de outras modalidades pra engajar o público. Isso é interessante para a galera acompanhar.”
O blog tentou contato com a assessoria de Acelino Popó Freitas por telefone e e-mail, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação ou esclarecimento.
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