Zero a zero não diz o que foi o clássico
Apesar do empate sem gols, Vasco e Fluminense tiveram boas chances de balançar as redes
Lucas Pereira|Do R7

Vasco e Fluminense fizeram o clássico em que tentavam confirmar a boa fase.
Os dois times tiveram um bom mês de fevereiro, mas logo em seguida veio o choque de realidade que os forçou a recolocar os pés no chão.
O Vasco foi goleado na Libertadores e só se classificou nos pênaltis contra o Jorge Willstermann, graças ao goleiro Martin Silva.
Já o Fluminense, perdeu em casa para o Avaí pela Copa do Brasil. Um duro golpe para o torcedor que esperava a classificação.
Os dois treinadores adotaram o mesmo esquema tático com três zagueiros.
Parecia que a preocupação em não perder era maior do que ganhar.
Mesmo assim, o clássico foi bem movimentado e o zero a zero não traduz o que foi o jogo.
Os dois tiveram claras oportunidades de gol, mas faltou competência.
Achei o Fluminense mais organizado em campo. Vale lembrar que o time está mais acostumado a atuar com os três zagueiros.
O Vasco dependia mais de jogadas individuais. Mesmo assim conseguiu chegar com real perigo.
O destaque foi o colombiano Riascos, que se aproveitou da péssima noite do zagueiro Ibañez e deitou e rolou pelo lado direito de ataque.
Foi por aquele setor que sairam as mais perigosas jogadas do Vasco.
O Fluminense buscava aproveitar a boa fase dos seus alas, Gilberto e Ayrton, pra chegar com perigo.
Foram 23 bolas cruzadas na área ao longo da partida, o que mostra que o time buscou a vitória.
Além disso a equipe teve mais a posse de bola (57% x 43%) e finalizou mais (11 x 8).
Por essas estatísiticas, apesar de ter achado o empate um resultado justo, se alguém tivesse que sair com a vitória, seria o tricolor.
O destaque da noite foi a campanha do Fluminense contra o feminicídio, lembrando que a cada 90 minutos uma mulher é assassinada no Brasil.
Uma estatística triste e revoltante que tem sempre que ser denunciada.
Um alerta que abre os nossos olhos para essa brutal violência que as mulheres sofrem no país.
E olha que estamos no ano de 2018!
Muito boa a iniciativa do clube na noite anterior ao Dia Internacional da Mulher.
Até a próxima.

