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Scarpa segue com futuro indefinido. Briga poderia ter sido evitada

Gustavo Scarpa segue treinando numa academia enquanto a disputa jurídica com o Fluminense não termina

Lucas Pereira|Do R7

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Gustavo Scarpa
Gustavo Scarpa Fluminense/Divulgação

O caso Scarpa continua indefinido.

O Fluminense conseguiu uma vitória na justiça para manter o contrato com o jogador, que vale até 2019.


Já o Palmeiras, maior interessado na história, está dando assessoria jurídica pro atleta, mas prefere ficar aguardando os acontecimentos.

Enquanto a briga jurídica não se resolve, o jogador está tendo que treinar sozinho numa academia pra manter a forma.


Claro que o mais prejudicado com tudo isso é o próprio Gustavo Scarpa.

O jogador segue com seu futuro indefinido e perdendo jogos importantes pelo Palmeiras.


Até agora ele só disputou oito partidas e marcou dois gols.

E pensar que essa história poderia ter tido um outro desfecho.


Não vou ficar aqui defendendo o Fluminense de forma alguma.

O jogador tem todo o direito de receber pelos atrasados. Acho uma covardia atrasar salários ou qualquer outro tipo de dívida trabalhista.

Mas acredito que se o jogador fosse sincero com o clube, a negociação normalmente iria acontecer, sem precisar de briga na justiça.

Tenho certeza de que, se ele sentasse com os dirigentes tricolores, encostando os caras na parede e dizendo que se não fosse negociado ia entrar na justiça, o imbróglio não teria acontecido.

Seria bom pra ele, pro Fluminense e pro Palmeiras, que poderia contar com o jogador.

Sei que o Scarpa deve ter ficado com muita raiva do descaso dos dirigentes do Fluminense.

Mas se ele parasse pra pensar um pouco, com certeza chegaria à conclusão que o diálogo é a melhor solução.

Vale lembrar que ele não se reapresentou na pré-temporada e os cartolas do Flu não sabiam o motivo.

Ou seja, em nenhum momento ele expôs a insatisfação dele com o que estava acontecendo.

Preferiu entrar na justiça sem o conhecimento de ninguém.

Aí vem a pergunta: será que valeu a pena?

Até a próxima.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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