O drama do Grêmio, que precisa vencer no gauchão
Ameaçado de rebaixamento, o tricolor gaúcho precisa de uma arrancada na reta final para evitar a maior humilhação da história do clube
Lucas Pereira|Lucas Pereira

O Grêmio vive uma situação bizarra nesse início de 2018.
A equipe voltou à lanterna do campeonato gaúcho e corre o sério risco de rebaixamento para a segunda divisão, algo inédito na história do clube.
O time ainda vai ter quatro jogos pela frente.
E vai ter que vencer pelo menos dois deles pra escapar. Ou três vitórias pra se classificar para as quartas-de-final.
Serão quatro partidas complicadas.
Enfrenta na sequência, o Novo Hamburgo, o São Paulo - RS e o Juventude, todos também precisando pontuar pra se livrar da segundona.
Além do Grenal da última rodada, em que o time joga no estádio do Inter e contra um adversário que virá babando pra tentar rebaixar o rival.
O falastrão Renato Gaúcho, mesmo com essa situação muito preocupante, já disse que é mais fácil o mar secar, do que o Grêmio cair.
Muitos torcedores podem até argumentar que é só jogar com o time titular que o susto acaba.
Eu acho que quem pensa assim tem razão.
Basta lembrarmos do retrospecto da equipe nesse gaúchão com time reserva.
O clube começou a competição com time reserva e conseguiu a façanha de ganhar apenas um ponto em 12 disputados nas quatro primeiras rodadas.
Depois, com time titular, ganhou. O problema é que foi a única vitória até aqui.
No último sábado, contra o Veranópolis, voltou a perder jogando mais uma vez sem seus titulares.
O grande problema pro clube é que o Renato quer poupar mais uma vez seus titulares para a próxima rodada, no sábado, diante do Novo Hamburgo, na Arena do Grêmio.
Isso porque o time terá dois compromissos considerados mais importantes nesta semana.
Na quarta, o tricolor joga a partida de volta contra o Independiente na final da Recopa Sul-Americana. O primeiro jogo foi um a um lá na Argentina.
Como se não bastasse essa decisão na quarta-feira, o time estreia na Libertadores já na terça, dia 27 de fevereiro, contra o Defensor do Uruguai, pelo grupo 1.
Portanto, o jogo decisivo pelo campeonato gaúcho acontece entre a decisão da Recopa e a estreia na Libertadores.
Que situação hein!
Uma tremenda dor de cabeça para o treinador, que está entre a cruz e a espada.
O cobertor é curto, porque os compromissos são muito próximos. Serão três jogos em sete dias.
Eu não gostaria de estar na pele do Renato. De qualquer maneira, um inédito rebaixamento no campeonato gaúcho seria humilhação demais para um clube do tamanho do Grêmio.
Mesmo se acontecer uma virada de mesa depois.
Se eu fosse o Renato, não pouparia ninguém nesses três jogos.
Até porque, essa será apenas a estreia do time na Libertadores. Vai ter muita competição pela frente.
E você, o que faria?

