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Brasil mostra qualidades de um verdadeiro favorito

Com bom equilíbrio entre defesa e ataque, seleção passa com autoridade pelo México

Lucas Pereira|Do R7 e Lucas Pereira

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Brasil e México, Comemoração, Chaves, Quico, Choro
Brasil e México, Comemoração, Chaves, Quico, Choro Michael Dalder/Reuters - 02.07.2018

Não foi um jogo fácil. Ninguém esperava que fosse.

Nos primeiros 20 minutos de partida, o México inclusive foi mais objetivo e mais rápido do que a nossa seleção.


Eles tocaram bem a bola e assustaram em alguns momentos. 

O grande mérito do Brasil foi ter se segurado bem neste momento mais tenso.


Aos poucos o time foi tocando a bola, envolvendo o adversário e criando boas chances de gol.

Os númceros não mentem. Foram 21 finalizações do Brasil, contra 13 do México.


Dessas 21, 10 foram na direção do gol, contra apenas uma bola no alvo da seleção mexicana.

Estatísticas que comprovam que o time foi superior.


Mostrou maturidade e não se afobou na busca pelos gols, que só sairam no segundo tempo.

Outro detalhe importante: foi o terceiro jogo do Brasil na Copa sem levar gols. Pra quem dizia que os brasileiros são muito bons no ataque mas não sabem marcar, a situação mudou completamente.

Eu diria que o Tite conseguiu dar uma consistência impressionante na defesa brasileira.

Claro, méritos não só do treinador, como dos nossos zagueiros também.

Achei que o ponto fraco do nosso sistema defensivo era com o Fágner pela direita, que demonstrou dificuldades, principalmente no primeiro tempo, com as investidas do Carlos Vela.

Tite observou bem essa deficiência e pediu para o Casemiro e o Willian encostarem nele para fechar os espaços por ali.

Por falar no Willian, se não foi brilhante, pelo menos foi muito aguerrido em campo e teve uma função tática importante, botando velocidade no ataque pela direita e voltando pra marcar quando o México tinha a bola.

Hoje não foi o dia do Coutinho, que errou boa parte das jogadas em que buscou o gol.

O protagonismo hoje foi do Neymar.

Tá certo que ele exagerou mais uma vez no cai cai, mas foi decisivo quando mais precisamos dele.

Iniciou a jogada no gol que fez, com um bonito toque de calcanhar e fez toda a jogada do segundo gol, quando tocou pro gol, mas Ochoa desviou de leve e Firmino só teve o trabalho de empurrar pras redes.

Firmino que entrou no segundo tempo e fez o gol que até agora o Gabriel Jesus tá devendo.

Achei mais uma vez que ele não foi bem hoje. Mas está tentando melhorar a cada jogo e tem a confiança do Tite.

Tanto é que o treinador não o substituiu para a entrada do Firmino, preferindo sacar do time o Coutinho.

Gabriel Jesus recuou um pouco pra deixar o Firmino como o homem de frente.

Se não houvesse essa mudança tática, poderia ter sido dele o segundo gol. 

Mas, vida que segue pra ele.

O negócio é continuar trabalhando pra, quem sabe, fazer um gol decisivo nos próximos jogos.

Quem sabe nas quartas?

De qualquer maneira, fiquei feliz com a seleção hoje.

Se prosseguir com essa consistência na defesa e com muita qualidade lá na frente, o Brasil tem tudo pra conquistar o hexa.

Até a próxima.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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