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A volta do melhor batedor de pênaltis do Brasil

Henrique Dourado volta a fazer gols importantes e já tem média de gols superior ao do ano passado

Lucas Pereira|Do R7 e Lucas Pereira

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Henrique Dourado, Flamengo x Santa Fe,
Henrique Dourado, Flamengo x Santa Fe, Pilar Olivares/Reuters - 18.4.2018

Ele veio cercado de desconfiança depois que deixou o rival para vestir a camisa rubro-negra.

Mas aos poucos, Henrique Dourado vai mostrando que pode sim, repetir o ótimo desempenho do ano passado, quando foi um dos artilheiros do brasileirão.


Pelo Fluminense, ele tinha a média de 0,54 gol por partida.

Em 2018, ele já fez 8 gols em 14 jogos, alcançando a média de 0,57 gol por jogo.


Tá certo que dos 8 gols, 5 foram de pênalti.

Mas, convenhamos, é muito bem ter no seu time o melhor batedor de pênalti do Brasil.


Nesse aspecto a torcida pode ficar tranquila.

Pênalti pro Flamengo é sinônimo de gol, se ele estiver em campo.


Vale lembrar que antes da bola rolar no sábado contra o América MG, ele foi um dos vaiados na arquibancada quando seu nome foi anunciado.

O outro foi Willian Arão.

Foi por isso que ele vibrou tanto depois que fez o primeiro gol.

Parecia que as críticas estavam entaladas na garganta.

Mas, apesar da comemoração efusiva, ele em nenhum momento fez algum gesto pra torcida.

Manteve a calma e a cabeça no lugar.

Quem conhece o Henrique Dourado, sabe que ele é muito tranquilo e gentil com todos.

Voltando a média de gols, se continuar assim, ele tem tudo pra brigar novamente pela artilharia do campeonato brasileiro.

O negócio agora é virar a chave para a Libertadores e encarar a altitude de Bogotá, onde o time enfrenta o Santa Fé na quarta.

Na ida para a Colômbia, já teve protesto no aeroporto e a certeza de que uma derrota pode render uma pressão insustentável para o técnico Maurício Barbieri e toda a diretoria.

Para o rubro-negro, é bom que o Dourado e outros jogadores continuem balançando as redes, também na Libertadores.

Se voltar da Colômbia em terceiro no grupo, os protestos serão muito maiores no aeroporto Tom Jobim.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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