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A velha dança das cadeiras no futebol brasileiro

Clubes continuam trocando de técnicos sem renovar ideias e conceitos

Lucas Pereira|Do R7 e Lucas Pereira

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Cuca é o novo treinador do Santos. Uma semana após a demissão do técnico Jair Ventura, o Peixe acertou com o profissional de 55 anos.
Cuca é o novo treinador do Santos. Uma semana após a demissão do técnico Jair Ventura, o Peixe acertou com o profissional de 55 anos.

Todo ano é a mesma história. A dança das cadeiras segue firme e forte entre os treinadores no futebol brasileiro.

Só pra se ter uma idéia, em 16 rodadas até agora no brasileirão, tivemos 14 trocas de técnico. Quase uma por rodada.

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Dos 20 clubes da série A, apenas 8 permanecem com seus comandantes desde o início do campeonato.

São eles: Flamengo, Cruzeiro, Grêmio, Inter, São Paulo, Atlético MG, Paraná e Chapecoense.

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Coincidência ou não (geralmente não) os cinco primeiros na tabela não trocaram de treinador.

Tá certo que alguns clubes não demitiram ninguém, como é o caso de Corinthians, Botafogo e Fluminense.

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Fábio Carille e Alberto Valentim não resistiram à tentação da grana alta da Arábia Saudita e do Egito, respectivamente.

No tricolor, Abel Braga pediu as contas no intervalo da Copa.

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Curioso que todas essas demissões atingiram mais a nova geração dos treinadores brasileiros.

Nomes como Fernando Diniz, Jair Ventura, Roger Machado, Zé Ricardo e Jorginho não resistiram aos maus resultados.

E alguns medalhões vem aparecendo no lugar desses mais jovens.

Estamos observando um envelhecimento entre os treinadores do brasileirão.

Acho que a volta do Felipão é o melhor exemplo disso.

A vinda dele pro Palmeiras não foi bem vista nem entre os próprios torcedores.

Acredito que ele já não tenha mais nada de novo pra passar. 

Sinceramente, não sei se o velho jeito de trabalhar e as ideias ultrapassadas ainda vão funcionar.

Dos mais experientes, acredito que o Cuca é o meu preferido. Apesar da rodagem, ainda tem muita coisa de nova pra mostrar no seu trabalho.

Além disso, é adepto do futebol ofensivo e funciona muito bem numa competição de pontos corridos.

Parabéns ao Santos pela contratação.

Cuca não era o nome mais cotado para dirigir o Peixe. Até porque andou rejeitando alguns convites. 

Mas, ele mesmo deixou claro que, se pintasse alguma proposta depois da Copa ele estudaria.

Resta saber se o limitado elenco santista vai ajudá-lo nessa nova empreitada.

Até a próxima. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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