A velha dança das cadeiras no futebol brasileiro
Clubes continuam trocando de técnicos sem renovar ideias e conceitos
Lucas Pereira|Do R7 e Lucas Pereira

Todo ano é a mesma história. A dança das cadeiras segue firme e forte entre os treinadores no futebol brasileiro.
Só pra se ter uma idéia, em 16 rodadas até agora no brasileirão, tivemos 14 trocas de técnico. Quase uma por rodada.
Dos 20 clubes da série A, apenas 8 permanecem com seus comandantes desde o início do campeonato.
São eles: Flamengo, Cruzeiro, Grêmio, Inter, São Paulo, Atlético MG, Paraná e Chapecoense.
Coincidência ou não (geralmente não) os cinco primeiros na tabela não trocaram de treinador.
Tá certo que alguns clubes não demitiram ninguém, como é o caso de Corinthians, Botafogo e Fluminense.
Fábio Carille e Alberto Valentim não resistiram à tentação da grana alta da Arábia Saudita e do Egito, respectivamente.
No tricolor, Abel Braga pediu as contas no intervalo da Copa.
Curioso que todas essas demissões atingiram mais a nova geração dos treinadores brasileiros.
Nomes como Fernando Diniz, Jair Ventura, Roger Machado, Zé Ricardo e Jorginho não resistiram aos maus resultados.
E alguns medalhões vem aparecendo no lugar desses mais jovens.
Estamos observando um envelhecimento entre os treinadores do brasileirão.
Acho que a volta do Felipão é o melhor exemplo disso.
A vinda dele pro Palmeiras não foi bem vista nem entre os próprios torcedores.
Acredito que ele já não tenha mais nada de novo pra passar.
Sinceramente, não sei se o velho jeito de trabalhar e as ideias ultrapassadas ainda vão funcionar.
Dos mais experientes, acredito que o Cuca é o meu preferido. Apesar da rodagem, ainda tem muita coisa de nova pra mostrar no seu trabalho.
Além disso, é adepto do futebol ofensivo e funciona muito bem numa competição de pontos corridos.
Parabéns ao Santos pela contratação.
Cuca não era o nome mais cotado para dirigir o Peixe. Até porque andou rejeitando alguns convites.
Mas, ele mesmo deixou claro que, se pintasse alguma proposta depois da Copa ele estudaria.
Resta saber se o limitado elenco santista vai ajudá-lo nessa nova empreitada.
Até a próxima.

