Organizador do 1º jogo de futebol americano universitário no Brasil crava: ‘Partida é cereja no bolo’
Em entrevista ao Jarda por Jarda, Bruno Guilherme aposta experiência completa para atrair público brasileiro
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Indiana Hoosiers e Miami Hurricanes se enfrentam na noite desta segunda-feira (19) para decidir quem é o campeão do futebol americano universitário desta temporada. Mas mesmo antes de descobrir o grande vencedor de 2025, os fãs brasileiros de College Football já estão com a cabeça lá em agosto.
Em pouco mais de sete meses, o Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, será palco da primeira partida da elite do futebol americano universitário no Brasil. NC State Wolfpack e Virginia Cavaliers entram em campo na Semana 0 da temporada 2026 em um jogo divisional da conferência ACC.
Em um esquenta para a partida, o Jarda por Jarda conversou com Bruno Guilherme, fundador e CEO da Brasil Sports Business, uma das empresas que está trazendo o jogo para o país.
O empresário, que também é grande fã de futebol americano, revelou que o evento contará com toda a experiência do College Football.
“O College Football tem muito mais jogadores, tem as cheerleaders (líderes de torcida), tem as bandas, e a gente está trazendo tudo isso, além dos famosos tailgates, que são as festas que têm ali antes dos jogos para que todos confraternizem, as torcidas misturadas. Então realmente a gente vai focar muito nessa parte de estrutura, o jogo é a cereja do bolo.”
Confira a entrevista completa com Bruno Guilherme

Jarda por Jarda — Como surgiu a ideia de trazer um jogo de College Football para o Brasil?
Bruno Guilherme — A iniciativa nasceu com esse crescimento de fãs de futebol americano, que já acontece há alguns anos aqui no Brasil. A gente teve a experiência recente, muito bem-sucedida, desses dois jogos da NFL aqui no país e isso também mexeu com as universidades americanas, com essa vontade também de expandir o College Football internacionalmente.
A Brasil Sports Business — a minha empresa —, em parceria com a Athlete Advantage, que é uma empresa americana, identificou esse potencial aqui no Brasil, especificamente o Rio de Janeiro, já com esse mercado maduro, apaixonado pelo futebol americano e preparado para receber esse evento de grande porte.
Jarda — A NFL tem mais apelo que o College Football no Brasil. Como atrair o público brasileiro para esta partida universitária?
Bruno — É super divertido o College. Eu falo também que é um é uma sequência. A pessoa entra no meio do futebol americano pela NFL, mas ela começa a descobrir o que é Draft, de onde que esses atletas vêm para jogar na NFL, e aí começam a descobrir o College, descobrem que tem transmissão, porque isso é falado muito nas transmissões [da NFL].
Eu acho que o ponto-chave da nossa conversa para fazer com que os fãs de NFL possam assistir o College Football é que a gente está trazendo realmente a experiência do que é o College Football aqui para o Brasil, que é de diferente da NFL.
O College Football tem muito mais jogadores, tem as cheerleaders (líderes de torcida), tem as bandas, e a gente está trazendo tudo isso, além dos famosos tailgates, que são as festas que têm ali antes dos jogos para que todos confraternizem, as torcidas misturadas. Então realmente a gente vai focar muito nessa parte de estrutura, o jogo é a cereja do bolo.

Jarda — Já que você comentou sobre os eventos além da partida, você pode contar para a gente o que os torcedores podem esperar de ativações no dia do jogo?
Bruno — A gente vai ter alguns dias de programação. A gente está esperando que, em média, venham 20 mil americanos para o Brasil para assistir à partida, e eles vão passfar alguns dias no Rio de Janeiro. Então a gente está fazendo uma programação toda para esses dias para que os americanos e os brasileiros possam confraternizar.
A gente vai ter o tailgate das duas equipes, shows, experiência de futebol americano para que as pessoas possam ali lançar uma bola, chutar um field goal, para que todos possam conhecer um pouco mais do que é o esporte.
Jarda — Os norte-americanos não têm a mesma ligação com o Brasil como têm com outros países onde já ocorreram jogos internacionais de College, como Irlanda e Japão. Como vocês estão trabalhando esse marketing com o pessoal de NC State e Virginia? Como está a aderência destas torcidas?
Bruno — A gente foi para os Estados Unidos várias vezes. Chegamos a fazer algumas pesquisas lá, bem boca a boca, nos tailgates em partidas oficiais. E é praticamente unânime a vontade do pessoal de vir para o Brasil. Eles enxergam aqui um potencial de negócio também, além do potencial turístico.
A gente conversou com vários torcedores e o pessoal ficou bem empolgado de assistir a um jogo do seu time numa cidade como o Rio de Janeiro. E aí deu para gente perceber também que o Brasil é super bem falado nessa parte turística. Então, é focar bastante nessa parte turística, mostrar o que é o Brasil.
E é um jogo interessante. São duas equipes rivais que estão na mesma divisão. Virginia terminou o ano extremamente bem, chegou na final da ACC, quase foi para os playoffs. Então, o pessoal tá bem empolgado esportivamente e, com certeza, o Rio de Janeiro tem essas belezas naturais que ajudam a gente a fazer a divulgação dessa partida.
Jarda — Qual o impacto financeiro que a organização estima para o Rio de Janeiro com este jogo?
Bruno — A gente fez alguns estudos junto ao governo de quantidade, por exemplo, de americanos que passam durante o ano e a gente vai aumentar expressivamente esse percentual de turistas na cidade. Tem algumas contas básicas que a gente pode fazer de rede hoteleira, Uber, restaurantes… A gente movimenta tudo de uma forma bem grande.
Então, assim, se a gente for seguir a lógica que teve, por exemplo, no jogo da NFL em São Paulo, que foram mais de US$ 60 milhões de arrecadação, eu imagino que a gente vai ficar mais ou menos nessa faixa, se não for um pouco mais de retorno que a gente dê para a cidade e para o estado.
Jarda — O Rio de Janeiro também receberá neste ano uma partida da NFL, no mês de setembro. Como competir com a NFL, um produto mais consolidado no Brasil, e ter um estádio cheio?
Bruno — Eu considero que é o mesmo público, mas eu também considero que grande parte do público da NFL tem essa vontade de conhecer o que é realmente o jogo de College. E para isso a gente precisa mostrar para todos, que é o que a gente tem feito com rede social, com alguns parceiros de mídia. A gente vai ter bastante tempo para trabalhar até agosto para mostrar para todo mundo o que é um jogo de College.
Jarda — Antes da gente fechar esse nosso papo, eu queria que você fizesse o convite para o nosso leitor do Jarda por Jarda. Por que ele deve assistir a um jogo do College Football?
Bruno — Vou falar como um amante do futebol americano. O College Football tem algumas regras diferentes da NFL, que eu considero que deixa o jogo um pouco mais atrativo. Um jogo que você tenha mais pontos. A gente costuma dizer também que tem aquelas jogadas engraçadinhas, né? O pessoal tem um pouco menos de responsabilidade dentro de campo.
E para o amante de futebol americano, tenho certeza que ele vai gostar muito de tudo que ele vai acompanhar, além de ter um grande jogo de duas grandes universidades, tudo isso fora do jogo que a gente está propondo com tailgates, shows, todas as ativações que a gente vai fazer. Então, eu tenho certeza que quem for, não vai se arrepender, e a gente vai começar a criar um novo público amante de College Football também.
Quando falamos em esporte universitário no Brasil, pensamos em torneios amadores nos quais os alunos-atletas estão muito mais interessados em farrear do que jogar. Nos Estados Unidos, o esporte universitário também é amador, mas a estrutura é maior do que das grandes equipes do futebol profissional brasileiro. Nesta galeria, o Jarda por Jarda mostra a real dimensão do futebol americano universitário
Reprodução Site/Go Ducks/Eric Evans
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