Logo R7.com
RecordPlus

Ex-presidente do Flamengo diz que NFL prometeu bancar 15% de construção do novo estádio

Segundo Rodolfo Landim, o comissário geral da liga, Roger Goodell, queria influenciar o projeto para comportar futebol americano

Jarda por Jarda|Lucas FerreiraOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ex-presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, anunciou que a NFL vai financiar 15% da construção do novo estádio do clube no Rio.
  • O investimento da liga, estimado em R$ 285 milhões, tem como objetivo adequar o projeto para receber jogos de futebol americano.
  • Landim revelou que Roger Goodell, comissário da NFL, demonstrou interesse em influenciar o design do estádio, especialmente nos vestiários.
  • A primeira partida da NFL no Rio de Janeiro acontecerá neste ano, após anos de jogos em São Paulo, com expectativa de mais eventos futuros na cidade.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ex-presidente do Flamengo Rodolfo Landim durante comemoração do tricampeonato da Libertadores, em 2022 Gilvan de Souza/Flamengo

Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo, revelou na última quinta-feira (2) que o comissário geral da NFL, Roger Goodell, prometeu bancar 15% do valor da construção do novo estádio do Flamengo, projetado para ser erguido na zona portuária do Rio de Janeiro.

A partir do relato de Landim e das projeções de sua gestão, que orçavam a arena em R$ 1,9 bilhão, estima-se que a liga norte-americana aportasse R$ 285 milhões na casa rubro-negra.


Em entrevista ao Charla Podcast, Landim comentou sobre o impasse que se tornou o estádio do Flamengo durante a atual gestão de Luiz Eduardo Baptista, o BAP.

Segundo o ex-presidente do rubro-negro, o projeto entregue antes de deixar o comando do clube mostra alternativas e parceiros para financiar a construção da arena.


Durante sua fala, Landim revelou que teve conversas com Goodell em uma visita do comissário da NFL ao Brasil. De acordo com o ex-dirigente, a liga norte-americana queria influenciar na construção do estádio do Flamengo, em especial nos vestiários, já que cada equipe de futebol americano leva a campo mais de 50 jogadores por jogo.

“Ele queria opinar e influir na forma como a gente iria desenhar o estádio. Fazendo isso, ele estava disposto a pagar 15% do valor da construção do estádio para jogar uma vez por ano lá. Então, assim, tem inúmeras coisas que estávamos estruturando.”


De fato, a NFL tem uma série de preocupações para organizar jogos fora dos Estados Unidos. Além dos vestiários, é preferível que os estádios tenham uma área em seu entorno para ativações, a cidade precisa ter rede hoteleira capacitada para receber milhares de fãs, imprensa e todo o staff da liga, incluindo as equipes, etc.

Experiências como a do estádio Azteca, no México, em que os vestiários da equipe visitante ficavam a cerca de 4 minutos do campo, fizeram com que a NFL priorizasse países e arenas que oferecessem melhores condições para o espetáculo.


Na Inglaterra, por exemplo, o Tottenham construiu seu novo estádio com um gramado sintético retrátil especial para receber a NFL. Embaixo das arquibancadas, o clube londrino também projetou vestiários apropriados para receber equipes de futebol americano. Essa parceria com a liga garante aos Spurs ao menos duas partidas da NFL por ano no estádio até a temporada de 2029.

Neste ano, a NFL pousa pela primeira vez no Rio de Janeiro, após dois anos com jogos em São Paulo, disputados na arena do Corinthians. Fontes da liga contaram ao Jarda por Jarda que a Cidade Maravilhosa era o plano A da NFL desde a chegada no Brasil, mas entraves impossibilitavam trazer partidas para o Rio.

A expectativa é que o Maracanã receba jogos em anos pares (2028 e 2030) e São Paulo, por sua vez, nos anos ímpares (2027 e 2029). Com o sucesso das partidas no Brasil e o crescimento da popularidade da liga no país, certamente veremos muito mais da NFL por aqui, seja na arena do Corinthians, Maracanã ou, quem sabe, no estádio do Gasômetro.

Search Box

Não perca nenhum lance! Siga o canal de esportes do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.