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Entendendo o College: jogadores escolhem as universidades pela qualidade do ensino?

Passo anterior à NFL, jovens estudantes deixam o ensino médio e devem selecionar com sabedoria o seu destino

Jarda por Jarda|Lucas FerreiraOpens in new window

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Jogadores da universidade de Oregon em reunião antes de partida Reprodução Site/Oregon Ducks/Eric Evans

O final do ensino médio é um divisor de águas para os adolescentes, já que basicamente marca o início da vida adulta. É no terceiro ano que os alunos precisam decidir se vão continuar estudando em uma universidade, qual vai ser o curso, se vai ser pública ou particular ou, em alguns casos, sequer entrar no ensino superior.

Nos Estados Unidos, os jovens vivem uma realidade parecida com a dos brasileiros. No entanto, os adolescentes que são atletas de futebol americano estão diante de um momento crucial para suas carreiras — em qual universidade devo me matricular?


Já adianto para você, leitor do Jarda por Jarda, que eles não buscam as faculdades com melhores professores ou estrutura para pesquisar a próxima revolução da medicina. Ao sair do ensino médio, estes adolescentes querem oportunidade para jogar e se desenvolver ao longo de dois, três anos para ter chances realistas de chegar à tão sonhada NFL.

Cerca de 1 milhão de jovens jogam futebol americano no ensino médio nos Estados Unidos e, obviamente, não tem espaço para tanta gente assim nas universidades. É aí que o funil para se tornar um atleta profissional começa, ainda que você esteja longe de ser selecionado por time A ou B no futuro.


Assim como no Brasil os times de futebol sabem quem são os grandes talentos das categorias de base, nos Estados Unidos os olheiros possuem dezenas de horas de vídeo destes jogadores no ensino médio. Cada passe, corrida e lesão são conhecidos pelas universidades antes mesmo de o jogador sair da escola.

Se o recruta for cinco estrelas, dezenas de universidades farão convites a ele e, dependendo da notoriedade deste atleta, é comum que os treinadores destas equipes — seres quase intocáveis no futebol americano universitário —, viajem até a cidade dele para conhecer até a família. Tudo para convencer o jovem talento a jogar por aquele programa (como são chamados os departamentos esportivos das universidades).


O adolescente deve pensar sobre uma série de quesitos para entender qual a melhor opção para ele. Esta universidade costuma disputar títulos ou aparecer em bowl games anualmente? Os jogos desta equipe são transmitidos em rede nacional todo fim de semana? Quando terei chances de ser titular? O estilo de jogo desta equipe casa com as minhas habilidades? Quero ficar longe ou perto da minha família?

Mais recentemente, a associação que gerencia as competições universitárias nos Estados Unidos, a NCAA, liberou os atletas a receberem por contratos de propaganda, o que adicionou mais uma camada à decisão de onde jogar. Estar em uma universidade importante com uma cultura de futebol apaixonada estará diretamente ligado ao valor destes acordos.


Estas perguntas vão se reduzindo na cabeça do adolescente proporcionalmente ao seu talento. Às vezes é melhor ter uma bolsa de estudos garantida e a oportunidade de brilhar em jogos esporádicos contra universidades grandes do que abandonar o sonho de jogar profissionalmente um dia por não receber o convite de um programa famoso.

Nada impede que estes alunos, já na universidade, mudem de escola. O quarterback brasileiro Davi Belfort, filho da lenda do MMA Vitor Belfort, jogará em 2026 na terceira universidade diferente em três anos. Ele está justamente buscando espaço para se desenvolver e ter tempo de jogo, pois só assim poderá chamar a atenção das franquias da NFL.

E não há nenhum demérito em “escolher a universidade errada” e depois mudar. O quarterback Joe Burrow, do Cincinnati Bengals, por exemplo, escolheu ficar perto da família em Ohio e jogar pela grande Ohio State, mas não teve oportunidades de entrar em campo.

Ele se transferiu para a também importante LSU, do outro lado do país, e encontrou no ataque de Joe Brady a chance que esperava, culminando no título nacional, o prêmio de melhor jogador universitário e a seleção mais alta no Draft da NFL de 2020.

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