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Apenas inveja e antipatia explicam ausência de Belichick no Hall da Fama

Ex-treinador do New England Patriots venceu seis Super Bowls, mas não recebeu honraria em primeiro ano de elegibilidade

Jarda por Jarda|Lucas FerreiraOpens in new window

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Bill Belichick venceu seis Super Bowls comandando o New England Patriots Reprodução Site/New England Patriots/David Silverman

A imprensa dos Estados Unidos divulgou na última quarta-feira (28) que Bill Belichick, lendário treinador do New England Patriots, não entrará no Hall da Fama do futebol americano profissional em seu primeiro ano de elegibilidade. O head coach, atualmente comandante do time de futebol americano da universidade da Carolina do Norte, não alcançou os 40 votos necessários entre os 50 disponíveis para conquistar a honraria.

A informação chocou alguns dos maiores atletas da história e da atualidade da NFL, como Tom Brady — ex-quarterback de Belichick — e Patrick Mahomes, mas também LeBron James, astro do basquete norte-americano.


O espanto destes grandes nomes do esporte acontece porque Belichick é o treinador com o maior número de vitórias no Super Bowl (seis), de conferência (nove vezes) e de partidas de playoff (31). Com estas credenciais, o que pode ter travado a entrada do head coach no Hall da Fama?

Segundo a ESPN dos Estados Unidos, os escândalos na carreira de Belichick foram determinantes para afastar o treinador da Jaqueta Dourada (paletó entregue aos eleitos ao Hall da Fama do futebol americano profissional). Há um entendimento que os polêmicos Spygate e Deflategate foram levados em consideração na discussão.


O Spygate foi o nome dado ao caso de roubo de sinais de adversários que era promovido pela comissão técnica dos Patriots no início dos anos 2000. Já mais recentemente, o Deflategate foi o episódio no qual foi descoberto que a franquia da Nova Inglaterra esvaziava as bolas propositalmente e utilizava uma pressão menor que a permitida para facilitar o trabalho do quarterback.

A questão é que Belichick foi punido em ambos os casos pela NFL, incluindo até a suspensão de Brady por quatro jogos na temporada 2016. Este não é um cenário no qual o treinador passou impune, tampouco seu trabalho pode ser resumido a estes episódios isolados.


Na minha opinião, o que impediu o Belichick de entrar no Hall da Fama já no primeiro ano de elegibilidade são duas coisas muito simples: inveja e antipatia.

Enquanto comandou os Patriots, o treinador nunca foi simpático com a imprensa e não demonstrou o mínimo de carinho com o circo da NFL. Ele fazia o trabalho dele, ganhava jogos e ajudou a construir uma dinastia de quase duas décadas. Neste contexto, é normal que sentimentos super humanos como inveja e antipatia se perpetuem naqueles que não participam do sucesso.


É óbvio que é uma questão de tempo para Belichick receber sua Jaqueta Dourada, mas a ausência dele no primeiro ano de elegibilidade escancara que a avaliação vai além das conquistas e, muitas vezes, invade a personalidade de cada um.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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