Cosme Rímoli Sorte e objetividade. Vitória marcante contra o Uruguai

Sorte e objetividade. Vitória marcante contra o Uruguai

Seleção de Tite tomou duas bolas no trave. O Brasil aproveitou bem o espaço para os contragolpes. Arthur e Richarlison marcaram. Cavani foi expulso

  • Cosme Rímoli | Do R7

Brasil aproveitou muito bem o espaço que o Uruguai ofereceu. Contragolpes fatais

Brasil aproveitou muito bem o espaço que o Uruguai ofereceu. Contragolpes fatais

Raúl Martínez/EFE 17.11.20

São Paulo, Brasil

Suárez com covid.

Duas bolas no travessão de Ederson.

Gol de Cáceres anulado por centímetros.

Chute de Arthur desvia em Gimenez e entra.

Cavani, fora de ritmo, cansado, expulso infantilmente, ao pisar em Richarlison, no meio de campo.

O Brasil juntou sorte e competência para vencer o Uruguai, em plena Montevidéu, por 2 a 0, gols de Arthur e Richarlison.

Conseguiu sua quarta vitória nas Eliminatórias, em quatro jogos.

Líder absoluto na briga para ir ao Qatar, em 2022.

Mesmo sem Neymar, o time de Tite conseguiu se impor. 

Vale lembrar que o Equador goleou os uruguaios, por 4 a 2, no mês passado.

Óscar Tabárez, há 14 anos comandando e renovando o bicampeão mundial, colocou seu jovem time, com alguns veteranos, no ataque.

Se ressentia, lógico, do seu principal jogador e referência, Suárez, vetado com Covid.

O Brasil mostrou muita consciência e intensidade. O Uruguai não suportou

O Brasil mostrou muita consciência e intensidade. O Uruguai não suportou

Matilde Campodonico/Reuters - 17/11/2020

Queria uma vitória consagradora contra o tradicional rival, para embalar nas Eliminatórias.

Na ansiedade pela vitória, ofereceu espaço precioso para os contragolpes bem articulados pela seleção.

Sem Neymar, o Brasil consegue ser muito mais objetivo, sem excesso de dribles desnecessários.

Mas o destino ajudou o time de Tite.

Aos quatro minutos, Darwin Núñez tabelou com De La Cruz, driblou como quis Danilo e chutou fortíssimo.

A bola beijou o travessão, diante de Ederson batido.

O gol no começo do jogo tinha tudo para mudar o desenho tático da partida.

O Uruguai não seguiria tão aberto.

Tite montou o Brasil com Danilo e Renan Lodi mais fixos nas laterais.

Douglas Luiz tratando de vigiar a entrada da área.

Surpreendeu ao apostar em Arthur. Mudança importante para melhorar a saída de bola e ganhar mais um jogador de chegada no ataque.

Mas foi Everton Ribeiro quem dominou as intermediárias.

O jogador teve mais liberdade para rodar o meio-campo, ditar o ritmo dos contragolpes.

Everton Ribeiro foi o melhor do Brasil. Jogador importantíssimo no triunfo

Everton Ribeiro foi o melhor do Brasil. Jogador importantíssimo no triunfo

Lucas Figueiredo/CBF

Livre da timidez, ele não só fez o jogo do Brasil fluir, como ajudou demais a fechar o Brasil pelo meio, erro insistente do Uruguai.

E foi Everton Ribeiro que, pela direita, descobriu Gabriel Jesus na área uruguaia. Em ótimo trabalho como pivô, ele ajeitou para o chute de Arthur.

A bola forte desviou em Gimenez e enganou o goleiro Campaña, aos 33 minutos.

Foi um golpe para a confiança uruguaia.

E injeção de ânimo para o Brasil.

O time de Tite controlava o jogo, trocava passes. E organizava seus contragolpes em velocidade, com o espaço oferecido pelo tradicional 4-4-2 do Uruguai.

E o golpe mortal no placar veio aos 44 minutos do primeiro tempo, quando Renan Lodi levantou para a área e Richarlison cabeceou livre, à vontade, 2 a 0, Brasil.

Aos 47 minutos, De La Cruz cruzou e a sorte outra vez interferiu.

Godin cabeceou à vontade.

No travessão.

O segundo tempo repetiu a volúpia sem consciência uruguaia.

O Brasil voltou mais recuado. 

Com seu meio-campo mais preocupado em reter a bola.

Diminuindo o ritmo do jogo.

Travou os uruguaios, irritou, frustrou.

Até que Cavani não se aguentou e deu uma entrada violenta, maldosa, em Richarlison.

Cartão vermelho, aos 26 minutos.

Os valentes uruguaios seguiram tentando descontar.

E um impedimento por centímetros de Cáceres evitou que a partida se complicasse, aos 30 minutos.

O Brasil seguiu ainda mais seguro.

E conseguiu a vitória importante.

Richarlison marcou. Brasil termina 2020 como líder absoluto nas Eliminatórias

Richarlison marcou. Brasil termina 2020 como líder absoluto nas Eliminatórias

Lucas Figueiredo/CBF

Tite conseguiu se impor em Montevidéu.

O futebol foi intenso, firme, convicto.

Mas teve uma providencial ajuda da sorte.

O Brasil é líder das Eliminatórias.

E só volta a jogar em março de 2021.

Contra a Colômbia, em Bogotá.

O ano termina bem nestas fáceis Eliminatorias...

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