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‘O Corinthians tem de aprender a jogar como time grande’, desabafa Memphis. ‘Peço desculpas’, assume Fernando Diniz, após derrota para a lanterna Chapecoense

“Vergonha, time sem vergonha.” Foi esse coro que a torcida reservou ao final do jogo, ontem, na Neo Química Arena. Pela primeira vez na história, a Chapecoense venceu o Corinthians em Itaquera. Foi a quarta derrota seguida do time de Diniz no Brasileiro. “Eu fico constrangido”, diz o técnico. Das quatro derrotas, três foram na Neo Química Arena. Quarta-feira, o time enfrentará o Estudiantes, na Argentina, pelas quartas da Libertadores

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Jogadores da Chapecoense festejam a vitória inédita em Itaquera. Corinthians perdeu para o lanterna do Brasileiro. Diante de sua torcida Divulgação/Site oficial Chapecoense

São Paulo, Brasil


“De novo, saímos na frente, não é aceitável o resultado. Começamos bem, abrimos o placar, perdemos o controle, começamos a errar, perdemos bolas.

“Temos que aprender a jogar como um time grande.


“Com mais responsabilidade.”

O desabafo de Memphis Depay resume o Corinthians, ontem, em Itaquera. O time saiu na frente da Chapecoense, com um gol de Matheus Bidu, aos dois minutos de partida.


Mas, de maneira displicente, o time começou a ficar espaçado, dar espaço para a equipe catarinense, que foi criando chances atrás de chances.

Empatou a partida aos 40 minutos do primeiro tempo, com Marcinho. O 1 a 1 mexeu psicologicamente com os jogadores corintianos. Afobados, raivosos, queriam marcar os gols da vitória ‘obrigatória’.


Só que o time exagerava em cruzamentos da intermediária, facilitando o trabalho da zaga da Chapecoense. E não havia disciplina tática. O que foi ótimo para Marcinho, que desempatou o jogo aos 32 minutos do segundo tempo.

O Corinthians passou os últimos minutos da partida levantando bolas, buscando Pedro Raul e o zagueiro Gustavo Henrique, como dois centroavantes do século passado.

Pobreza tática assustadora que culminou na derrota, para assombro dos mais de 44 mil corintianos na arena.

“Peço desculpa em nome dos jogadores, porque temos de entregar a vitória. O torcedor tem dado show aqui, nós temos de entregar mais.

“Não tem outra coisa a não ser pedir desculpa e arranjar jeito de melhorar. Eu fico constrangido, principal coisa para o torcedor, que merece mais sorriso”, lamentava Fernando Diniz.

O treinador não tinha explicações para a atuação assustadoramente ruim do Corinthians.

“Quatro derrotas machucam muito, três derrotas em casa. Assumo a principal responsabilidade do time. Até teve desempenho, mas não pode perder quatro jogos seguidos no Brasileiro, três em casa.

“Não temos conseguido vencer no Brasileiro, tenho me empenhado ao máximo e procurado fazer melhor ainda para tirar dos jogadores, para evitar os erros que estão custando derrotas, de maneira especial as falhas que a gente não concedia ao adversário no começo do meu trabalho aqui.

“Tomamos dois gols de tiro de meta aqui. Não podia tomar os dois gols que a gente tomou.”

Memphis estava irritadíssimo.

Perguntado se os atrasos nos salários e nos direitos de imagem pesam no desempenho do time, ele foi direto.

“Uma vez que estamos em campo, jogamos por nossas famílias e pelos torcedores. Em 90 minutos no estádio, você não pensa no seu salário.

“Essa situação ajuda? Claro que não. Eu nunca experimentei isso na minha carreira, mas o time não fala muito sobre isso porque nós temos a Libertadores na próxima semana. O clube tem problemas suficientes. Nós, como time, estamos focados.”

A torcida que apoiou os jogadores durante toda a partida, não os perdoou assim que o confronto acabou.

“Vergonha... Time sem vergonha”, o coro tomou conta do estádio.

Com esse clima tenso, o Corinthians enfrentará na quarta-feira o Estudiantes, pelas quartas da Libertadores.

“Precisamos dar uma resposta”, disse Memphis...

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