Cosme Rímoli O Atlético vibrou como campeão. Vitória fundamental contra o valente Grêmio

O Atlético vibrou como campeão. Vitória fundamental contra o valente Grêmio

Foi um jogo alucinante, com muita intensidade dos dois lados. O vice lanterna Grêmio encarou de frente o líder Atlético, no Mineirao, com 56 mil torcedores. Tudo decidido pelo VAR, que apontou pênalti, no gol decisivo

  • Cosme Rímoli | Do R7

Vargas cobrou, com convicção,  pênalti evitável de Campaz, que o VAR denunciou

Vargas cobrou, com convicção, pênalti evitável de Campaz, que o VAR denunciou

Atlético Mineiro

São Paulo, Brasil

O dedo mindinho da mão direita de Cuca, quebrado, demonstrava o quanto foi tensa e difícil a vitória do líder Atlético Mineiro por 2 a 1, com o Mineirão lotado, contra o vice-lanterna Grêmio.

Cuca quebrou o osso da mão na comemoração do gol da vitória, aos 21 minutos do segundo tempo, quando Vargas bateu muito bem pênalti marcado pelo VAR, que os vândalos gremistas tanto odeiam.

Nacho Fernández cobrou falta e o colombiano Campaz, que estava na barreira, cortou com o cotovelo. A arbitragem de vídeo apontou a penalidade.

Com recorde de público na temporada, 56. 624 torcedores, o Atlético Mineiro conseguiu sua 11ª vitória seguida jogando em Belo Horizonte. E disparou na liderança do Brasileiro, abrindo dez pontos de vantagem em relação ao Palmeiras. E 12 pontos para o Palmeiras.

O time de Cuca deu mais um passo importante na direção do título nacional, depois de 50 anos. O Atlético mostrou outra vez superação, personalidade. Porque se recuperou da derrota contra o Flamengo. Não se deixou contaminar com o clima de decepção logo após o jogo no Rio de Janeiro.

A vibração de Vargas após marcar 2 a 1 para o Atlético

A vibração de Vargas após marcar 2 a 1 para o Atlético

Atlético Mineiro

O Grêmio, em compensação, foi surpreendente. Com marcação alta, muita movimentação de seu ataque, teve em Borja seu grande jogador. Chutou duas bolas na trave e deu a assistência perfeita no gol de Campaz. Na maior parte do jogo, o Grêmio dominou, foi melhor do que o Atlético Mineiro. Faltou, no entanto, convicção na finalização. A pressão, o medo do rebaixamento podem ser a explicação dessa afobação na hora de fazer o gol.

A partida começou de maneira inacreditável. Vagner Mancini adiantou o Grêmio para pressionar o Atlético Mineiro. Ele sabia que o time de Cuca sairia aberto, pressionando, jamais esperando que o time vice lanterna teria uma postura tão ousada.

Até os 10 minutos de jogo, Borja já havia acertado a trave duas vezes. E marcou um gol que o VAR anulou, mostrando que ele estava com o ombro adiantado, em relação à zaga gremista.

Aí a imprevibilidade do futebol se fez presente.

Um minuto depois, Arana invadiu a intermediária gremista, descobriu Diego Costa, que serviu Zaracho. O chute foi indefensável. O Atlético Mineiro fazia 1 a  0, de maneira mais do que injusta.

Douglas Costa era o grande comandante gremista. O time do Rio Grande do Sul pressionou, se impunha, para surpresa dos atleticanos, que esperavam uma equipe sem vibração, conformada com o rebaixamento.

A intensidade do jogo foi algo anormal no futebol brasileiro. A vibração tanto do Atlético como do Grêmio.  Com a contusão de Keno, Cuca não pensou duas vezes e colocou Diego Costa e Hulk na frente. Ele optou pelo time centralizando suas ações ofensivas, com pouca chegada à linha de fundo.

Mancini tratou de colocar seu time para atacar em bloco, sem medo do Atlético. Precisava dos três pontos, e vencendo o líder do Brasileiro, seus jogadores ficariam muito mais confiantes nesta parte final do Brasileiro.

Cuca queria tanto os pontos que deixava apenas que Arana atacasse pela esquerda. Guga estava proibido de passar para o meio-campo gremista, para fechar o setor onde Douglas Costa atua.

O Grêmio até empatou o jogo, fazendo justiça à sua atuação. Foi uma tabela colombiana. Borja fez o trabalho de pivô de forma perfeita para Campaz bater sem a mínima chance de defesa de Everson. 1 a 1.

Torcida do Atlético quebrou recorde de público em toda temporada. Mais de 56 mil atleticanos

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Atlético

Só aí, Cuca resolveu adiantar as linhas atleticanas. Mancini queria a virada. O jogo ficou intenso, com ataques de lado a lado. Até que aos 29 minutos do segundo tempo, veio a falta cobrada por Nacho Fernández. E o pênalti mais do que evitável de Campaz. Ele virou de lado e abriu o cotovelo. Lance fácil até para o VAR.

Vargas cobrou, marcou.

O Grêmio lutou muito e com coragem.

O Atlético optou pelos contragolpes.

No final, vitória do líder do Brasileiro.

Até injusta pela pressão que sofreu.

Mas teve força para segurar, consciência para marcar forte, não se deixar empolgar com os seus ávidos torcedores no Mineirão. 

E caminha firme para o título brasileiro...

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