Galvão se poupando. CBF transmitindo. Tensão para a Globo

Depois do infarto e perto dos 70 anos, narrador se poupa na Supercopa. Será assim daqui para a frente. E CBF tomou conta da transmissão

Sem fôlego, Galvão se poupou na Supercopa do Brasil. Será sempre assim

Sem fôlego, Galvão se poupou na Supercopa do Brasil. Será sempre assim

Reprodução/Twitter

São Paulo, Brasil

A Supercopa do Brasil, disputada hoje, e vencida com facilidade pelo Flamengo, marcou o início de uma nova fase.

Tanto para a Globo...

Como para Galvão Bueno.

A emissora carioca se viu diante do dilema que não conseguiu superar em 2017.

A dona da transmissão do jogo era a CBF.

A entidade revenderia as imagens à emissora carioca. Não o direito de transmissão.

A CBF fez isso há três anos, nos amistosos contra Argentina e Austrália.

A Globo não aceitou e a CBF fez uma parceria com a TV Cultura, que exibiu os jogos. Pelé trabalhou como comentarista no jogo diante dos argentinos.

A entidade comandada por Rogério Caboclo resolveu ficar com a 'parte do leão'. E revender os direitos de transmissão apenas. Ela pode assim interver. Não deixar a Globo negociar a partida para o exterior com 'sua'. 

A Globo pode mostrar também na Globo Internacional.

Mas a CBF pode ficar livre para negociar com os países que desejar.

Será o caminho definitivo nos jogos da seleçao brasileira.

Daí, por exemplo, a adoção da marcação internacional do tempo de jogo. Somando os minutos do primeiro e segundo tempo.

A outra novidade ruim para a Globo é a evidente limitação de Galvão Bueno.

Ele já vinha se poupando, pelo menos há dez anos, conversando mais durante os jogos do que narrando.

Por conta da personalidade, extrapolando a função de narrador para a de comentarista.

Da idade, em julho, completará 70 anos.

Mas o infarto que sofreu no ano passado teve um peso ainda mais decisivo.

Ele não tem fôlego, mesmo com a aparelhagem moderna da Globo, para gritar gol, como fez em toda a carreira.

Decidiu contar o lance, em detalhes, antes do grito curto de gol.

Além disso, Galvão não acompanha mais com a mesma atenção, segurança, as informações dos repórteres.

Nadja, repórter do Paraná. Injustiçada. Cobrada de forma rude por Galvão Bueno

Nadja, repórter do Paraná. Injustiçada. Cobrada de forma rude por Galvão Bueno

Reprodução/Twitter

Nadja Mauad deu todas as informações sobre o lateral Abner, do Athletico Paranaense. O narrador não ouviu e ainda a cobrou de forma rude durante a transmissão, como se ela não tivesse falado de qual clube o Athletico comprou o atleta. Nadja havia dito. Ponte Preta. 

Só Galvão não ouviu.

Diante da forte e rápida reação nas redes sociais, o narrador teve de pedir desculpas à reporter. Ficou constrangedor.

A direção da Globo sabe muito bem destas condições.

E vai poupá-lo ao máximo.

Só trabalhará em jogos importantes.

Nada de confrontos entre grandes e pequenos nos Estaduais.

Partidas só de relevância.

Viagens também controladas.

Até mesmo sua participação no Bem, Amigos.

Nada de 'sacrifício' para participar do programa.

Seu salário segue cortado, como foi em 2019.

Recebe 'apenas' R$ 500 mil mensais.

Mas com ampla liberdade para fazer propaganda.

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