Cosme Rímoli Flamengo não merecia empatar. Racing foi muito melhor

Flamengo não merecia empatar. Racing foi muito melhor

Rogério Ceni errou. Juiz venezuelano anulou gols discutíveis dos argentinos. Flamengo defensivo, decepcionante. Empate em 1 a 1 injusto para o Racing

  • Cosme Rímoli | Do R7

Gabigol comemora seu gol. Empate foi generoso demais com o Flamengo

Gabigol comemora seu gol. Empate foi generoso demais com o Flamengo

Conmebol

São Paulo, Brasil

O Flamengo tem muito o que comemorar.

Foi pressionado pelo Racing.

Sofreu.

O árbitro venezuelano Alexis Herrera anulou dois gols discutíveis dos argentinos.

Rogério Ceni errou feio ao improvisar o lateral-esquerdo Renê como lateral-direito, já que Isla não teve condições físicas de jogar.

O time ficou recuado demais.

Atraiu o rival para sua área.

Atuou os dez últimos minutos com dez jogadores.

Thuler foi expulso.

No final da primeira partida das oitavas de final da Libertadores, 1 a 1.

O Flamengo poderá até empatar em 0 a 0, na próxima terça-feira, para ficar com a vaga às quartas de final.

Mas terá de melhorar muito, porque hoje jogou mal.

Se houvesse justiça no futebol, teria perdido a partida.

"A arbitragem foi desastrosa. Muito do volume de jogo do Racing na partida foi pelas bolas levantadas na área a partir de faltas marcadas. Faltas que, para quem jogou futebol, foram inexplicáveis."

"Eu vivo a Libertadores desde 1992 e nunca vi uma arbitragem tão desastrosa quanto essa. Ele deu falta o tempo todo com dois pesos e duas medidas", disse Ceni, tentando desviar para o juiz o fraco futebol do Flamengo.

Mesmo com elenco muito pior individualmente, Sebastián Beccacece, ex-auxiliar de Jorge Sampaoli, mostrou porque é um dos melhores treinadores na América do Sul. Foi um dos técnicos que disse 'não' ao Palmeiras, depois da demissão de Vanderlei Luxemburgo.

Colocou o Racing marcando forte, sem medo do atual campeão da Libertadores. Imprensou o Flamengo no seu campo, desde o início da partida.

A dupla Bruno Henrique e Gabigol evitou o pior em Buenos Aires. Fla decepcionante

A dupla Bruno Henrique e Gabigol evitou o pior em Buenos Aires. Fla decepcionante

Conmebol

Montou sua equipe em um versátil 3-4-3. Com muita velocidade, movimentação do meio para a frente. E sistema defensivo viril, firme.

Ele sabia da improvisação descabida que Ceni decidiu fazer, colocando Renê na lateral-direita, porque Isla não teve condição física de atuar. O mais correto, lógico, seria colocar Matheusinho, jogador da posição e que vive bom momento na Gávea. 

Renê, lateral-esquerdo, tratava de fechar para o meio, para poder usar sua perna esquerda. Foi um erro primário que Ceni fez questão de manter.

Gabigol foi escalado longe de seu melhor estado físico. Ele estava visivelmente com dificuldade em se movimentar.

Bruno Henrique, em compensação, fez excelente primeiro tempo. Mesmo com a chuva de Buenos Aires, ele conseguia imprimir velocidade, técnica, criou problemas para a zaga do Racing. 

O time argentino saiu na frente depois de jogada excelente de Fabricio Domínguez, que partiu para os dribles pela direita. Rasgou a defesa flamenguista e cruzou para Fértoli marcar 1 a 0, aos 12 minutos.

O desastre parecia se aproximar.

Mas coube à dupla responsável pela conquista da Libertadores conseguir mudar o panorama.

Bruno Henrique desceu em veloicidade pela esquerda.

Invadiu e cruzou, com curva, para Gabigol empatar.

O gol aconteceu aos 14 minutos.

1 a 1.

Everton Ribeiro foi o jogador do Flamengo mais consciente. Faltou companhia à altura

Everton Ribeiro foi o jogador do Flamengo mais consciente. Faltou companhia à altura

Alexandre Vidal/Flamengo

Mas o panorama não mudou.

O Racing queria vencer, de qualquer maneira.

Apelava para a força física, na ausência de técnica, talento.

O Flamengo não conseguia reagir.

Gerson, bem marcado, foi muito mal.

Filipe Luís estava lento, inseguro.

Everton Ribeiro foi um guerreiro, tentando compensar tantos problemas.

Mas o Racing seguiu buscando vencer, nos seus domínios.

Só que errava por centralizar as jogadas.

O Flamengo segurou o máximo que pôde o jogo.

Queria empatar.

Nem parecia o Rubro-Negro da Libertadores passada.

Mesmo jogando mal, segurava o resultado.

Até que Thuler, aos 35 minutos, fez falta tão violenta quanto desnecessária.

Foi expulso.

Rogério Ceni recuou Arão para a zaga.

E depois entrou Gustavo Henrique e a defesa ficou composta.

O Flamengo, aliviado, segurou o 1 a 1.

Ceni precisa repensar a maneira de o Flamengo atuar na Libertadores.

Ninguém tem culpa que foi sua estreia na competição como técnico.

De sua imaturidade.

O Flamengo poderia ter mais coragem em Buenos Aires.

Conseguiu não perder, objetivo maior.

Mas foi extremamente decepcionante...

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