Em lágrimas, Neymar revela: 'Foram muito difíceis esses 2 anos'
Após a vitória por 4 a 0 sobre o Peru, Neymar mostrou o quanto ficou abalado com rompimento com a Nike, fracasso na Champions, frustração por não voltar ao Barça. E a Copa América com o país sob pandemia
Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil
Neymar se divertiu.
Driblou, simulou pênalti, provocou.
Deu passes desequilibrantes.
Marcou mais um gol.
Nem se importou com o gramado vergonhoso do estádio Nilton Santos, cheio de buracos, irregular. Indigno de uma competição internacional.
Desequilibrou outro jogo da seleção brasileira na Copa América.
O time de Tite ganhou por 4 a 0 da renovada, e fraca, seleção peruana.
Chegou a 68 gols, ficando apenas a nove de Pelé, maior artilheiro da história da seleção brasileira, com 77 gols.
Mas o que realmente chamou a atenção foram suas lágrimas.
O jogador mais caro do futebol mundial recebeu uma pergunta simples, sobre os seus números, ser vice-artilheiro da seleção.

Mas foi o gatilho para Neymar ficar com os olhos cheios de lágrimas.
Emocionado, ele fez um desabafo que misturou vários assuntos.
Vão desde a acusação de assédio, que seria o motivo de rompimento de seu contrato de 13 anos com a Nike. Os fracassos na Champions League. A frustrada tentativa de voltar ao Barcelona.
O esquecimento da Fifa na eleição do melhor do mundo.
E, por último, a sua postura omissa, silenciosa, sobre disputar ou não a Copa América no Brasil, passando por cima dos terríveis números da pandemia, com o país, hoje, com 494 mil mortos.
Como principal jogador, Neymar havia se calado.
Sabia que estava sendo muito cobrado por um posicionamento.
Mas tem consciência que nunca foi líder de grupo algum.
Sempre se manteve à parte dos assuntos mais difíceis.
Só que a pressão sobre ele, caminhando para os 30 anos, foi enorme.
E ele decidiu falar. De forma truncada, mas se posicionou.
Enquanto falava, enxugava as lágrimas que chegavam aos seus olhos.
"É emocionante. Passei por muita coisa nestes últimos dois anos. Foram dois anos que foram difíceis, complicados, sabe? Esses números não são nada, não. Porque, a felicidade que eu tenho em jogar pelo Brasil, representar o meu país, a minha família..."

"A gente está vivendo um momento muito atípico, muito difícil. No mundo inteiro, não é só aqui."
"E ser espelho, ser a alegria de alguém é uma alegria enorme."
"Realmente, a história que estou construindo aqui eu quero que minha família, meus amigos, estejam orgulhosos. Espero que todo mundo que goste de futebol esteja orgulhoso de mim, porque esses números não importam. O que importa para mim é vestir a camisa da seleção brasileira."

"Foi bem complicado... A gente chegou aqui (Brasil) sem saber de muita coisa que estava acontecendo, não sabia se ia ter Copa América, se não iria ter. A gente desde o começo respeitou muito as nossas hierarquias. A gente nunca vai dizer não à camisa da seleção brasileira, como há poucos minutos eu estava me emocionando por dizer o que representa para mim a seleção brasileira, então jamais vou dizer não ao meu país."
"Acho que discordar de alguma coisa, ter uma opinião diferente do que tem os demais é respeito pelo outro, tínhamos a nossa opinião e expressamos. E a gente está aqui defendendo a camisa da seleção brasileira."
"Foi bem complicado, difícil, mas a alegria de estar em campo, jogar pela seleção, sempre vai existir. Tanto a mim como ao nosso grupo. Estamos todos contentes de estarmos vencendo. E estarmos representantando nosso futebol aqui (Copa América)..."
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A Holanda é mais uma seleção garantida nas oitavas de final da Eurocopa. Mesmo sem dar show, a equipe fez jogo seguro e venceu a Áustria por 2 a 0 para se manter 100% na competição. Memphis Depay, de pênalti, abriu o placar
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